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8.2.16

Acampando no Verão

O Perigo do Verão  

Apesar das maravilhas e facilidades de um acampamento organizado, e de todas as precauções que se costuma tomar, ao acampar na praia ou no campo, ainda há muitos riscos que podem atingir o campista.
No verão o mais importante deles é a desidratação, pois com o calor a perda de água no organismo e as possibilidades de se contrair um infecção intestinal aumentam muito, já que os alimentos se deterioram com mais facilidade.

Portanto, se mesmo em casa, com todas as comodidades, a desidratação representa um perigo, no acampamento os cuidados devem ser redobrados - principalmente se você estiver com crianças pequenas ou em um camping natural.
As crianças são mais susceptíveis à desidratação pelo aumento da transpiração e pela incidência de diarreia devido às infecções alimentares, também comuns nestes meses. O mesmo vale para os idosos.

Roupas e acessórios

Em um acampamento no verão, se for em praia, a areia e a água do mar refletem os raios solares, aumentando sua intensidade. É por isso que muitas vezes, você se queima mesmo debaixo do guarda-sol. Se estiver acampado no mato, o calor faz você suar muito ao ponto de ter uma desidratação. Por isso tudo, além de ser obrigatório ingerir líquidos diariamente, é importante também usar roupas adequadas ao calor e sol intensos, veja exemplos de roupas e acessórios:




Na areia

O calor favorece ainda a proliferação de bactérias. Por isso, é preciso redobrar os cuidados com as higiene pessoal e alimentar. Quem vai à praia ou tem contato com a areia deve ficar atento ao "bicho geográfico".
As fezes dos cães, por exemplo, podem estar contaminadas com o Ancylostoma caninum, um parasita que, em contato com a pele, causa lesões que provocam coceira. Elas possuem um contorno parecido com um mapa.
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Micoses

As micoses também são causadas por fungos que podem ser adquiridos na praia ou em piscinas.
Eles se desenvolvem rapidamente em contato com a pele úmida. 
Todo o corpo pode ser afetado, mas, principalmente as dobras, como virilhas, pés e unhas. 
A do­ença provoca escamação na pele e coceira. No pé, o fungo mais frequente é o chamado pé de atleta, também conhecido como frieira. 
O indicado é procurar um dermatologista e evitar a automedicação.

A primeira precaução é colocar a barraca em local fresco e sombreado, mantendo-a bem ventilada, com as janelas sempre abertas, e é importante que o campista tenha à mão, no seu estojo de pronto-socorro, medicamentos antidiarreicos, antiespasmódicos, um antiemético (contra vômitos) e um soro (via oral) como o Hidrax, vendidos em farmácias. 
Esses medicamentos devem ser mantidos no local mais fresco da barraca, sendo que o soro deve ser preparado na hora de ser ingerido, dissolvido em água fervida.
Os cuidados com a alimentação são imprescindíveis: os líquidos devem ser fervidos para se evitar a ingestão de germes, alimentos bem cozidos, as frutas e legumes bem lavados, e o lixo bem distante, como já foi dito.
O processo de desidratação é muito rápido, principalmente em crianças cujo organismo oferece menor resistência.

A água

A água é sempre fundamental e, no verão, com calor excessivo, torna-se ainda mais importante. O organismo perde mais água do que ganha por causa do suor, e, se ela não for reposta, sua falta irá afetar o funcionamento das células. Consumir dois litros de água por dia é o mínimo para se manter hidratado. Quem pratica atividades físicas precisa de mais: até três litros.
A boca seca é só o primeiro sintoma da desidratação. Esta pode levar a convulsões e coma. Para tratar esse quadro, o soro caseiro pode ser usado. Basta misturar uma colher de chá de açúcar e uma colher de café de sal em um litro de água. A pessoa deve tomar, a cada 20 minutos, à vontade ou depois da evacuação se houver diarreia.

Queimaduras

Outro problema comum nesta época são as queimaduras causadas pelas frutas cítricas quando caem na pele e esta fica ex­posta ao sol. "Limão e maracujá" são os princi­pais vilões. As lesões demoram para desaparecer, podendo levar meses. A melhor forma de prevenção é evitar esse tipo de alimento quando se está exposto ao sol. Contudo, se isso acontecer, é preciso lavar bem as regi­ões do corpo onde houve o contato.
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O uso do protetor solar, na cidade ou na praia, é fundamental - e em qualquer épo­ca do ano. 
Saber qual é o ideal para o seu tipo de pele também é importante.
Seja em creme, gel ou spray, para pele seca, normal ou oleosa, o uso excessivo do produto pode obstruir as glândulas e causar bolinhas ver­melhas na pele.  
Deve-se escolher com aten­ção. 
Além disso, o calor e a umidade juntos podem causar a proliferação de fungos que provocam micoses e infecções. A atitude mais correta é manter o corpo seco, ou seja, enxugar-se bem após o banho e não ficar muito tempo com roupa molhada.
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Insolação

A exposição ao sol em excesso tam­bém pode provocar insolação, que resulta em uma intensa falta de ar, dor de cabeça, náuseas e tontura. A temperatura do cor­po sobe além do normal, a pele esquenta, fica avermelhada e seca, e as extremidades, arroxeadas. A pessoa ainda pode perder a consciência. 
E não é necessário ficar direta­mente sob o sol para ter insolação. A areia também reflete os raios solares, e o resulta­do pode ser o mesmo.
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Intoxicações e Infecções

O intestino é uma parte do corpo cas­tigada nestes primeiros meses do ano. Em praias, sobretudo, campistas se alimentam de comidas novas, a que o corpo não está acostumado. Além disso, ingerem água sem o devido tratamento ou vão a lugares sem saneamento básico. O resultado são infecções gastrointestinais e intoxicação alimentar.
As infecções, de origem viral ou bacteriana, acarretam náuseas, diarreias e vômitos. O ideal é consumir alimentos como vegetais, carnes e peixes crus apenas em lugares confiáveis, com qualidade no preparo dos itens.
Cuidados especiais serão dados com crianças, pois nós sabemos, se em casa ignoram a higiene, imagine na liberdade de um camping.

É fundamental observar também a conservação dos produtos ali­mentícios, principalmente em self-services e na praia, onde se vendem salgadinhos e peixes que ficam expostos ao sol. 
Para se ter uma intoxicação alimentar, basta que o alimento tenha sido infectado por micro­-organismos. Essa contaminação pode causar diarreia, desarranjo intestinal, náuseas, vômitos, febre, cefaleias e, até mesmo, de­sidratação grave.

Exaustão de calor

Uma grande perda de água do corpo e sal provoca exaustão pelo calor. Os sintomas são dor de cabeça, confusão mental, irritabilidade, transpiração excessiva, fraqueza, tonturas, câimbras, e pele pálida, úmida, fria (úmida). Leve imediatamente o paciente para a sombra. Faça-o deitar em uma maca ou item semelhante cerca de 45 centímetros do chão. Solte sua roupa. Polvilhe-o com água para refrescá-lo. Dê-lhe de beber pequenas quantidades de água a cada 3 minutos. Certifique-se de que ele fique quieto e descanse.
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Atendimento Imediato

Por isso é importante estar atento aos primeiros sintomas: diarréias, vômitos, febre, cólicas intestinais, sonolência e, principalmente a redução de quantidade de urina. a ausência total de urina representa o último grau de desidratação, quando a doença atinge o máximo grau de gravidade! Esses sintomas são os mesmos tanto em adultos como em crianças.

Os medicamentos devem ser ingeridos assim que os primeiros sintomas forem observados. Se, apenas com os remédios, o paciente não apresentar melhora e continuar com os mesmos sintomas, a medicação deve ser suspensa e com máxima urgência procurar um médico.
Segundo recomendação médica, as crianças com menos de um ano de idade não devem ser levadas para acampamentos (principalmente selvagens), pois são muito pouco resistentes ao calor.
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Qualquer pessoa pode sofrer de doenças relacionadas ao calor, mas os grupos de risco são:
Pessoas com mais de 65 anos, particularmente aqueles que vivem sozinhos ou preferem viver isolados, bebês e crianças pequenas, grávidas e lactantes, pessoas que transparecem fisicamente bem, mas sofrem, especialmente com doenças cardíacas, pressão alta ou doença pulmonar, pessoas em medicamentos para a doença mental.
As pessoas idosas são mais propensas ao estresse por calor do que as pessoas mais jovens, porque seu corpo não podem ajustar bem à mudança súbita ou prolongada de temperatura. Eles também são mais propensos a ter uma condição médica crônica por estar tomando medicações que possam interferir com a habilidade do corpo para regular a temperatura. Como foi retratado antes, crianças menores não é bom levar para um acampamento.
Mesmo assim, muitos campistas levam crianças, até mesmo recém-nascidos.
Quando levar crianças, essas devem ficar em observância permanente e redobrada.
Geralmente quando a temperatura está muito elevada, a criança não chora, nem manifesta qualquer sinal exterior de sede, fica sossegada no berço e, quando os adultos percebem, já está desidratada.
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Fique preparado e atento, para tratar os sintomas:
E fique ligado nesta postagem para saber mais.. O Calor extremo
Leia mais também.. Cuidados em primeiros socorros I  queimaduras, insolação, desidratação..

2 comentários:

  1. Agradecido pelas dicas...
    Quando acampo levo um barquinho pra lazer no riu...
    O espelho d'água também reflete muito erradiacao...
    Além dá temperatura alta do motor...
    Neste caso use chapéus com proteção e roupas com mangas compridas e muita água pra beber...
    A gente se desitrata muito rápido...
    Abração...

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    Respostas
    1. Boa tarde, Super.
      Que prazer atendê-lo por aqui. Seja bem-vindo.
      É isso aí , notei que vocè gosta, também "como eu" de pescarias em um camping; sem programação e sem intempéries de tempo. Temos de ter o todo cuidado.
      Parabéns Cãna.
      Aguardo mais à sua visita.
      Abraços,

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