12.5.16

Onde acampar na Rio-Santos

Rio-Santos

Como chegar - Pela SP-55 e RJ-101, a Rio-Santos alterna trechos de serra com outros perto da praia. Entre Bertioga e Maresias e nas imediações de Parati a pista tem ondulações. A estrada sofre repetidas erosões e quedas de barreira (quando chove) de Ubatuba a Mangaratiba.
Nas proximidades de pontes e viadutos, o motorista deve ficar atento com os degraus formados pelo desnivelamento do asfalto. Não existe acostamento de Juqueí a Maranduba.
O tráfego é intenso na temporada, ocorrendo congestionamentos entre São Sebastião e Caraguatatuba.

O que ver - Passeios de escuna em praias e ilhas (Guarujá, Ubatuba, Parati e São Sebastião) e mergulhar em Parati, Angra, Ilhabela, Ilha Grande e Santos. Visite também as construções históricas de Parati, Santos e São Sebastião. Não deixe de visitar o Rio de Janeiro.
Para aproveitar melhor as praias, os meses de verão são mais adequados (mas durante as férias pode haver congestionamentos e, as vezes, falta de água).

Acampar ao longo dos 500 km da Rio-Santos – de Guarujá (SP) até a Barra da Tijuca (RJ) – pode ser muito mais que apenas desfrutar algumas das paisagens mais lindas do litoral brasileiro, com praias, serras, baías, enseadas, o verde das matas e o azul de um mar pouco atingido ainda pela poluição, além das ilhas, praticamente uma para cada quilômetro: só Angra dos Reis, no Rio, se orgulha de possuir mais de 400 delas.
Rio-Santos-2
Não vamos nos gabar; mas como disse uma apresentadora de emissora de TV famosa, que é viajada dos quatro cantos do mundo; Ilhas gregas, Egito, Havaí, Miami e, muitos outros locais incríveis, ficou estarrecida quando passeou pelas ilhas de Angra dos Reis. 
E disse: não existe lugar mais lindo do que esse!
Para o campista seja ele adepto do camping organizado ou selvagem – os 537.3 km da Rio-Santos oferecem duas opções: continente e ilhas.
Trecho Rio-Santos

Mensagem aos campistas naturalistas (selvagem):

Percebe-se, em determinadas praias, um mal-estar contra os campistas, traduzido não somente em placas (é proibido acampar), como no relacionamento com os frequentadores naturais. 
Eles se queixam do estranho comportamento dos campistas, “mais do que estranho, inesperado, pois, ao que tudo indica, são pessoas de nível social e econômico acima da média”.
E explicam a sua animosidade: a poluição deixada pelos campistas não fica nada a dever à dos farofeiros (os excursionistas de ônibus), dentro do princípio do “se dane, também a gente não volta mais aqui”.

O que não é verdade: 
Aos campistas; eu sei que não é fácil para nós, então, aquele nosso conselho: assim que dobrada a barraca e tudo colocado no carro. Abra um buraco perto de onde acampou e jogue nele o que restou (coisas perecíveis é claro; como ex: resto de alimentos) de dias de descanso e lazer; e levar de volta tudo o que for como lixo urbano; como garrafas, latas, plásticos, etc. 
E deixar tudo como estava antes. Para quando voltarem – "pois sempre um dia se volta" – serem bem recebidos.
Leia mais em.. As regras do Camping Natural

Bertioga à Ilha Bela

Pelo continente, para quem sai de São Paulo, as atrações da Rio-Santos (ruínas históricas e campings organizados e selvagens) se iniciarão em Bertioga, já que Guarujá está situada na Ilha de Santo Amaro.
E logo à saída da balsa vinda de Guarujá, um aviso da prefeitura de Santos (à qual está subordinada Bertioga) informa que a prática de camping selvagem somente será permitida na Praia de São Lourenço, km 36.8 do roteiro Guarujá-Ilha Bela.

Bertioga

Mesmo com 40 km de praias, parte da orla ainda não é urbanizada. Tem trilhas, mangues, restinga e Mata Atlântica. Um bom passeio é conhecer a Usina de Itatinga, alcançada por trilha ou de bonde.
Bertioga - São Sebastião

Humaitá camping - João Ramalho - Enseada - Bertioga: área para barracas, chalés, cabanas e trailers, em frente ao mar, excursões e caminhadas por trilhas ecológicas, e muitas outras atrações.

Entretanto, no km 31.4 – a 7 km de Bertioga – já poderá ser encontrado os primeiros campings organizados que se estenderão por toda a Rio-Santos, até a Barra da Tijuca.
É o Camping da Praia da Enseada, do Nacional Camping Club, do Perequê, do Porto Seguro, do Badito e o Camping do Lourinho.

Guarujá

As praias mais distantes do Centro, como Éden e Pernambuco, são um pouco menos movimentadas e oferecem boas opções de esportes náuticos. Durante o verão, ou em feriados prolongados, é comum ocorrer congestionamento nas estradas de acesso e longas filas na balsa para Santos.
Enseada de Guarujá

Camping Cantão - Praia Branca - Guarujá: infra-estrutura com banheiros masculinos/ femininos, duchas frias/ quentes, poço artesiano, ambiente junto à natureza com lanchonete.

São Sebastião

Litoral de 100 km com enseadas, ilhas e praias de características únicas, desde as mais procuradas e badaladas da  costa sul até outras, pacatas e escondidas por elevações da Serra do Mar. Há passeios de barco para as ilhas de Alcatrazes, das Couves e Montão de Trigo.
Camburi - Frequentada por jovens, tem areia fina e branca. À direita, ondas altas e fortes são as preferidas dos surfistas. No lado oposto, depois do Rio Camburi e de uma ilhota, fica o Camburizinho, pequeno trecho de praia com ondas razoavelmente calmas. Boa para banho.
São Sebastião - Camburi

Pousada e Camping Camburi - Estrada do Camburi - Praia de Camburi, São Sebastião:
arborizado,  banheiros, cozinha comunitária, churrasqueira, a 100 m da praia, área  estacionamento, pontos de luz.

Boiçucanga - Praia de tombo, em forma de ferradura, com areia amarelada e fofa. Reúne a melhor estrutura de serviços e lazer ao sul de São Sebastião, com várias pousadas, camping e restaurantes. Para mergulhos, pesca ou passeio, a Ilha dos Gatos é a mais indicada. A 2 km do povoado estão 3 belas cachoeiras, na encosta da Serra do Mar (acesso pela Estr. do Cascalho, mais 10' de caminhada).
Praia de Boiçucanga

Camping Porongaba - Trav. Periquitos - Praia de Boiçucanga - São Sebastião: área murada,cercada, iluminada, arborizada, pontos energia (220 v), estacionamento, churrasqueiras, banheiros. Aberto 24h.

Cacau - Camping & Beach Bar - R. Silvério Nunes dos Passos - Praia de Santiago, São Sebastião: área frente ao mar, pontos energia, banheiros masculinos e e femininos.

Camping Maresias - Av. Dr. Francisco Loup, Praia de Maresias, São Sebastião: estacionamento, pontos de luz, banheiros, próximo ao comércio.

Para os adeptos do camping selvagem, a Bertioga - São Sebastião é a que oferece o maior número de opções em praias, como as de Itaguaré (42.7 do roteiro), Guaratuba (47.2), Boracéia (57.8), do Sahi (81.2), Boissucanga (89.2) e Maresias (km 98.3).
Porém não é bom se impressionar com o número: além de se situarem em locais descampados, não tendo, portanto, nenhuma proteção contra ventos, essas praias, em sua maioria, não possuem também água potável (e quando as possuem em escassa quantidade).

Ilhabela

Começando por Ilhabela, distante 201 km de São Paulo e 416 km do Rio. Para quem sai de São Paulo o caminho é até São José dos Campos (97 km), entrando à direita e descer a serra para Caraguatatuba (81 km) no litoral norte paulista e seguindo depois por nais 23 km até São Sebastião, lá chegando, informe-se. 
Partindo do Rio a estrada é a BR-101 ou Rio-Santos, que corta a bela região do litoral fluminense e paulista. São 386 km até Caraguatatuba, e siga as informações para Ilhabela.
Na costa há cerca de 10 navios naufragados que costumam ser visitados por mergulhadores. As boas condições do tempo, vento constante principalmente, transformaram a ilha na Capital da Vela, pois sedia anualmente importantes campeonatos náuticos.
No outro lado da ilha, na Baía dos Castelhanos, além das praias desertas, há trilhas, golfinhos, rios bons para banhos e um ancoradouro. Os borrachudos continuam a incomodar a vida dos visitantes.

Chegando a ilha procure pelos caiçaras (moradores do local), porque todo caiçara é pescador e todo pescador é contador de histórias. 
Os mais velhos e famosos contadores já morreram, mas há muitos outros velhos pescadores e contadores de histórias em Ilhabela.
Eles falam dos piratas que quatro séculos atrás atacavam os navios espanhóis nas águas cristalinas que circundavam a ilha e dos escravos que desembarcavam dos navios negreiros na baía de Castelhanos e depois eram vendidos no continente.
Falam do mar, dos peixes, de navios afundados e de tesouros ainda escondidos.
Os pescadores contadores de histórias, as praias e o mar calmo da ilha, as cachoeiras e os velhos sobrados que lembram o passado são as melhores coisas que restam para se conhecer quando se passa uma temporada acampado em Ilhabela.

Acompanhe a luta pelo tesouro

É quase certo que há um tesouro dos piratas escondido no costão do Saco do Sombrio, em Ilhabela. Descobri-lo, agora que o mapa que comprova sua existência já foi decifrado, é questão de tempo. E de fé.
Um tesouro avaliado em três milhões de libras esterlinas pode estar escondido na costa leste de Ilhabela, num terreno tão acidentado e perigoso "cheio de cobras" que só mesmo quem não teme as forças da natureza conseguirá descobrí-lo. - E ter muita, muita fé nas pesquisas históricas e científicas que comprovam sua existência - consegue aventurar-se a procurá-lo?
Se for encontrado, esse tesouro não trará apenas dinheiro ao governo brasileiro e aos homens que o procuram há mais de 70 anos (de acordo com o Código Civil, 50% dos valores caberão ao governo e os outros 50% aos pesquisadores autorizados). Se for encontrado - e tudo indica que isso está bem perto de acontecer-, esse tesouro poderá elucidar uma parte interessante da nossa história, revelando a verdade sobre as organizações secretas que, nos séculos passados, operavam nos mares da América, guardando valores dos países europeus que as financiavam.

Assim, a descoberta do tesouro de Ilhabela pode ter consequências imprevisíveis, até mesmo a de motivar uma polêmica internacional. Pois, mais importante que os 19 volumes contento ouro amoedado e em barras, jóias, diamantes e esmeraldas, são os documentos que estariam escondidos numa caixa, à parte, e que pertenceriam ao Banco da Inglaterra. Esses documentos provariam quem foram, no passado, os mandatários dos saques e, hoje, legítimos (legítimos?) proprietários dessa fortuna. Seus descendentes poderiam reivindicar seus direitos sobre esses itens, e é por isso que um dos homens que procura o tesouro, explica: - Deus queira que a gente só ache papéis e nada mais!
Um periódico carioca publicava um mapa, descoberto na Índia em 1852, e um roteiro, achado no Paraná em 1888, acusando a existência de um tesouro numa ilha chamada Trindade, perto da baía de Guanabara.
Perceberam que mapa e roteiro estavam cifrados, e que a Trindade de que falavam não era um acidente geográfico, mas um símbolo matemático e geométrico. Decodificá-lo levaria à chave do mistério.

As inúmeras e infrutíferas expedições que a Marinha Brasileira fez a Trindade, na época, só vieram confirmar suspeitas: o tesouro estaria em Ilhabela, no Saco do Sombrio, um costão selvagem da baía de Castelhanos. E o jogo codificado com o símbolo Trindade levaram a traçar triângulos, cujos pontos de intersecção foram fixados num papel, supondo que, em cada um deles, deveria existir um marco a comprovar a hipótese.
Num terreno acidentado, a 5 km da costa, acharam em 1948, as primeiras inscrições que poderão levar ao tesouro.

A Marinha apoiou "os dados como loucos na época" colocando um navio e uma tripulação aos seus serviços, dando carta branca para iniciar pesquisas de campo. A Marinha pensava que o tesouro pudesse estar ligado a segredos da II Guerra - o que se constatou não ser verdade - , pois dois barcos alemães tinham sido afundados no mesmo local. E, de saída, o primeiro marco foi encontrado, no meio da mata e da chuva intensa, numa pedra a 5 km da costa, estava gravada, em baixo relevo, a inscrição GMJ, junto a um coração.
GM, concluíram, referia-se à gênese matemática, aplicada ao órgão vital do sistema - o coração - e à descoberta de grandes valores, representada pela letra J. Estavam no caminho certo.
Até meados de 1979, os pesquisadores encontraram todos os marcos previstos, teoricamente, no papel, pelos cálculos matemáticos. E conseguiram, dentro da faixa inicial de 20 000 metros quadrados, delimitar uma área relativamente pequena - 400 metros quadrados - onde deverá estar a "cavidade fechada e lacrada, fácil de ser aberta", conforme diz o roteiro, e que é ponto nevrálgico da questão.

O problema agora é achar a caverna, e isso é uma tarefa difícil: o terreno é muito acidentado, cheio de pedras gigantescas, e a erosão pode tê-lo modificado nesses anos todos, o que complica mais o levantamento geográfico.
Mais importante que isso é elucidar a origem deste tesouro (o que só será possível se encontrar os documentos), completando com documentos "livros" inacabado de pesquisadores.
Se tudo isso for verdade, e se o tesouro for encontrado, Ilhabela poderá acrescentar aos seus encantos naturais o fascínio de ter sido palco de misteriosos episódios de pirataria.
Não mais num clima fantasioso, como sempre ocorreu, mas desta vez como realidade histórica.
Ilhabela-22
São 340 quilômetros quadrados de florestas, praias, costões. Os fortes construídos para a defesa da ilha foram invadidos pelo mato ou destruídos pelo mar. 
Um deles - o forte da Cidade - ficava onde existe agora a ponte de atracação de concreto, em frente à cidade.
A melhor maneira de conhecer bem Ilhabela é percorrer a estrada de terra que vai de sul a norte, com acesso a todas as praias que dão frente para o canal.
A costa suavemente recortada formou diversas praias de mar calmo e, apesar das casas de veraneio, que são construídas em quantidade cada vez maior, ainda guardam muito de sua pureza.
Do outro lado, na parte leste da ilha, o mar é aberto e as praias sem proteção são violentas. 
Ainda há uma pequena estrada de 12 km, bastante sinuosa e acidentada até a baía de Castelhanos (provavelmente parte da trilha percorrida pelos escravos no passado).

É aí, o lado leste da ilha de mar aberto, que atrai surfistas e aventureiros para armarem suas barracas; além de perigoso, o camping selvagem está oficialmente proibido em qualquer ponto de Ilhabela. Até mesmo na baía de Castelhanos, região quase deserta e de acesso difícil, eles não são permitidos. Mas quem vai resistir a tentação!
Mas há os campings organizados, particulares, e com infra-estrutura razoável, espalhados e bem distribuídos. A maioria das áreas estão localizadas defronte às praias e relativamente perto da vila na parte oeste.

Nota Importante: Os campings organizados não estão; mas já viraram um cartel de fazer dinheiro em todo o Brasil! cobrando preços equiparados a hotéis cinco estrelas; chegando US$ 100 à diária. Poucos deles ainda proporcionam lazer ao público com preços humanitários, e quanto menos gente procura um camping selvagem, pra eles melhor. Então cuidado, fique atento, e proteja seu dinheiro.
Vale a dica: gaste um pouco do seu tempo perguntando sobre preços, acomodações  e vantagens de cada um deles, para não se arrepender depois. Pois a diferença pode ser absurda, e não convém gastar seu dinheiro com supérfluos.
Eis algum deles:
Caravela Pousada & Camping Ilhabela - Av. Cel. Jose Vicente de Faria Lima - Praia do Perequê: espaço para camping em meio a natureza com toda a infraestrutura necessária.

Camping  Pedras do Sino - Situado em frente a uma das praias mais bonitas de Ilhabela, na Av. Perimetral Norte (Praia de Garapocaia), com área de 6.000 m², o terreno é bem alto, montanhoso, com uma bonita paisagem: dali se avista todo o canal, até Caraguatatuba.

Camping Canto Grande - Fica na Praia Grande , Av. Riachuelo, ao sul da ilha ,  ocupa uma área de 6.500 m².

Camping Palmar - no bairro Barra Velha, na Av. Princesa Isabel, a 5 km da vila e a 2 km da praia do Perequê.

Quem não quiser um camping, está com pouco dinheiro, ou por outra razão não querer se aventurar ilha a dentro, pode escolher dentre várias pousadas e hotéis de Ilhabela. 
De preços bem acessíveis, e simples estão as pousadas:
Vilamar - Av. dos Bandeirantes (Itaquanduba).
Pousada Colonial - Av. Brasil (Pedra Miúda).
da Praia - Av. Pedro de Paula Morais (Praia Saco da Capela).
Fita Azul - Av. Força Expedicionária Brasileira (Saco do Indaiá).

Praias - passeios - Ilhabela
Para quem gosta de aventuras e desafios, e não quer gastar muita grana, a boa pedida é tratar com um barqueiro e escolher a praia; ou para os mais durões e veteranos, encarar as trilhas de horas a pé.
Estas são as praias que você pode armar a barraca tranquilo; sabendo que a maioria são praticamente isoladas e selvagens.
Pacuíba - Com riachos de pesca. É a primeira só acessada por barco a partir de praia da Armação, por trilha é difícil, mais de 3h de caminhada.

Jabaquara - Procurada para pesca e caça submarina. Há um riacho em cada extremidade da praia e um deles forma um laguinho. Acesso por trilha (5 km) a partir de Pacuíba.

Fome - Bela, com 150 m, é marcada por antiga senzala ao pé de um morro, que servia ao tráfico de escravos (hoje é casa de veraneio). Boa para mergulho no trecho mais selvagem a leste (até a  Ponta do Lobo).

Poço - Primitiva e desabitada, tem apenas 50 m com pedras, rochedos, rio e cachoeira ao fundo. Boa também para mergulho e pesca de lulas.

Serraria - Pouco visitada pela longa distância e difícil acesso.

Caveira - Procurada para mergulhos e pesca. Há pedras no mar e na areia, com acesso só de barco e difícil acesso por trilha. Quando o navio espanhol Príncipe das Astúrias naufragou na Ponta da Pirabura, em 1916, matando 477 pessoas, vários corpos vieram dar na praia, daí o nome.

Guanxuma -Pequena e com muitas pedras.

Saco do Eustáquio - Na entrada do Saco existem parcéis no canal, o que dificulta a passagem de barcos de alto calado. Tem 80 m, areia amarelada, aldeia de pescadores e um riacho.

Baía de Castelhanos - Procurada para surfe, é um porto seguro para barcos e costuma receber a visita de golfinhos. 
Tem várias praias, dois rios cortam as praias. Na extremidade esquerda, pode-se subir uma trilha. Além da bela caminhada pela mata há banho de rio ou, depois de 40' , a Cachoeira do Gato. 
Há outras praias selvagens com acesso por trilha (20') através do morro que sai do canto direito (únicos lugares em Castelhanos que ainda pode arriscar acampar). 
O acesso para a Baía por estrada (recente de 22 km) é pouco precário, entrecortado por cachoeiras e piscinas naturais. 
De lancha leva 1h 30 e 3h de saveiro.

Saco do Sombrio - Um dos locais mais fascinantes de Ilhabela, embora não tenha praia. 
Cercado por morros altos, cobertos por vegetação nativa, tem águas transparentes. 
Por ser protegido das ondas e invisível para quem passa ao largo da baía, foi refúgio de piratas ingleses, franceses e holandeses nos secs. XVI e XVII. 
As lendas de tesouros enterrados acrescentam um toque especial à magia do lugar.

Indaiatuba - Tem cerca de 200 m e faixa larga de areia. As ondas são fracas, mas o vento sul pode mudar tudo, em torno da Ponta do Boi foram registrados diversos naufrágios.

Enchovas - A principal característica são paredões naturais de pedras no final da faixa de areia. Bem em frente, no mar, ficam as pedras que formam a Ponta das Enchovas. Acesso só de barco, por trilha é dificílimo.

Bonete - Procurada para surfe, é considerada o Cabo Horn de Ilhabela por causa dos fortíssimos ventos que sopram do sul. Tem cerca de 400 m, com um rio do lado esquerdo. Acesso de barco ou de carro (até Borrifos) e mais 4h de caminhada.

Comida local:

Se apertar aquela fome e quiser fazer uma boquinha em algum restaurante no centro de Ilhabela, sem preços muito salgados ou abusivos, vai uma dica de comida. Lembrando que mês de agosto é o Festival do Camarão em Ilhabela:
Pitanga - Av. Pedro de Paula Morais, (Saco da Capela). Pescados.
Deck -  (Hotel Ilha Deck) - Av. Alm. Tamandaré, (Itaguaçu). Variada.
Pizzabela - Também Hotel Ilha Deck. Pizza.

No km 112.5 começa o acesso para a praia e Camping de Baraqueçaba, particular. E 6 km depois, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba, Ubatuba.

Caraguatatuba

Centro urbano agitado na temporada, quando recebe 400 mil turistas. As praias da região central foram urbanizadas e só as mais distantes do Centro oferecem alguma tranquilidade. Uma trilha leva ao Parque Estadual da Serra do Mar.
Caraguatatuba - Praia Martim de Sá

Camping El Shaddai - Av. Tsuzuki Yoshimoto - Jardim Capricornio, Caraguatatuba: área arborizada, 50 metros da praia,2 km da Lagoa Azul, banheiros masculinos/ femininos, salão jogos, Internet sem fio (WI-FI) – Gratuito.

Do lado de Caraguatatuba (popularmente Caraguá) a prefeitura permite acampar na praia Pan-Brasil (km 23.8 do roteiro). 
Mas nem convém se dar o trabalho: não é praia, é praticamente um mangue.
Já na estrada que leva a Ubatuba há três campings organizados: onde Maranduba (ABC), no km 49.9 do roteiro; e também de Maranduba , mas do CCB, no km 53.4; e o da Lagoinha (particular), no 53.5. 
E praticamente dentro da cidade de Ubatuba, mais alguns; praia de Perequê-Açu: o do CCB, do “Vovô”, do “Titio”, do João, Tabatinga, Jangada e outros.

Ubatuba

Movimentada, recebe cerca de 500 mil pessoas na temporada. Em suas praias há desde ondas fortes (Itamambuca) até águas calmas (Lagoinha). Possui trechos preservados de Mata Atlântica no Parque Estadual da Serra do Mar. Várias operadoras oferecem mergulho nas Ilhas das Couves, das Cabras, Palmas e Ramadas.
Uma dica - Praia de Picinguaba - Colônia tradicional de pescadores em frente a um remanso de águas verdes e piscosas. A vila tem casas, opções de passeio (trilhas, pesca e mergulhos) e banho na praia e nas ilhas próximas.

Itaguá Camping - Av. Leovigildo Dias Vieira, Praia do Itaguá, Ubatuba: área gramada e arborizada, pontos de luz (220 v), banheiros masculinos/ femininos, churrasqueiras.

Camping Tio Gato - R. Manoel Soares da Silva, Praia de Itamambuca, Ubatuba: na reserva ecológica da Mata Atlântica, banheiros privativos, chuveiros quentes/ frios, pontos de luz.

Para os apreciadores do camping selvagem, um só endereço: a Ilha Anchieta. E saindo de Ubatuba, a 9.4 km, o da Praia Vermelha.
A seguir já no estado do Rio (município de Parati), estão as mais lindas praias de toda a Rio-Santos.

Não há placas indicativas, já que toda a praia foi adquirida por uma empresa. 
Mas no km 59 do roteiro, uma estradinha, pouco mais de uma picada, leva até a praia de Trindade, que é selvagem, tem cachoeira, e é muito boa.

Parati

Fundada no fim do séc. XVI, preserva no Centro Histórico um dos mais harmoniosos conjuntos arquitetônicos do país. Durante o período colonial, Parati - "viveiro de peixes" em tupi-guarani - foi um florescente centro comercial e exportador de ouro das Minas Gerais. 
A cidade tanto conservou a arquitetura e o aspecto dessa época que hoje está parcialmente tombada pelo Patrimônio Histórico.

Parati junta a atração de uma natureza privilegiada; há belas praias e passeios às várias ilhas.
Quem está procurando sol e areia não deve deixar de visitar a Vila de Trindade, onde estão as melhore praias (de mar aberto) e piscinas naturais.
Na Vila de Trindade, há ainda praias quase isoladas, povoadas somente por vilas de pescadores, uma delas é a Praia do Sono, que possui uma extensa faixa de areia branca, águas claras e deserta, e vale um acampamento selvagem nela.
parati
Há campings organizados, particulares, com boa infra-estrutura, espalhados em toda região de Parati e Trindade. 
A maioria localizados defronte às praias e próximos de civilização.
Vale a dica: gaste um pouco do seu tempo perguntando sobre preços, acomodações  e vantagens de cada um deles, pois existem várias opções. A diferença pode compensar em seu bolso.
Vamos a eles:

Em Parati 

Camping Portal de Parati - Av. Roberto Silveira. Os carros podem parar ao lado das barracas devido a ampla área do camping, que são mais de 13 000 m2. 

Camping e Pousada Marymar - Rua 7 de Setembro. Fica na praia do Jabaquara, localizado à 1500 metros do Centro Histórico de Paraty.

CCB - RJ-4 - Av. Orlando Carpinelli (Praia do Pontal).Em frente à praia, capacidade: 150 barracas.

Em Trindade Parati 

Camping Nascer do Sol - Em frente ao mar na Praia de Fora o camping fica na região central de Trindade.

Camping Menina Flor - Rua da Cachoeira. Está ao lado da Cachoeira e a apenas 100 m da Praia do Meio. Próximo das Principais atrações de Trindade.

Camping Ponta da Trindade - De frente para a praia de Fora, capacidade: 60 barracas.

Camping e Pousada Guaiamum - Rua da Cachoeira. Está ao lado das Cachoeiras e da Praia do Meio. Contato com a natureza ao lado do Parque Nacional da Serra da Bocaina.

Camping Beira Mar - Em frente ao mar na Praia de Fora, fica na região central de Trindade. 

Camping Américo Rosa - Av. Principal. Com vista para o mar e a 15 metros da Praia de Fora.

Camping Alto Astral - Rua da Cachoeira, a 100 metros das cachoeiras e a 200 metros das Praias do Meio, do Canto e Praia do Cachadaço.

Camping do Cepilho - A 50 metros da Praia do Cepilho, com vista para a Vila da Trindade,   camping familiar, com área arborizada em meio à Mata Atlântica. 

Para quem não quer ficar em um camping, está de passagem, com pouco dinheiro, ou outro motivo; há opção das pousadas de preços bem acessíveis. 
Algumas delas:
Refúgio das Caravelas - (Beira Mar) - BR-101 Sul (Praia da Boa Vista).
Pousada dos Navegantes - acesso pelo km 175 da BR-101 Norte (Praia Grande).
Pousada Luar de Prata - V. de Trindade.

Praias - passeios - Parati e Parati Mirim

Para quem gosta de aventuras e enfrentar desafios; a boa pedida é escolher um roteiro mais audacioso em busca do camping selvagem. Apesar dos imprevistos repentinos que fazem parte dessa empreitada, Parati reserva momentos de adrenalina para os mais durões e veteranos, encarar as trilhas de horas a pé.
Estas são algumas das praias "outras fechadas ao público"que você pode armar a barraca tranquilo; sabendo que a maioria são praticamente isoladas e selvagens.
Não se engane, pois terá muitas decepções no seu caminho, farão de tudo para colocar uma barreira entre você e a natureza. Seja insistente " a maioria desiste", mas com vontade e sabendo algumas dicas chega lá. Mas isso é bom, faz parte da aventura. Então vamos as praias, direção Rio-São Paulo:
Parati-mirim-12
Batanguera - É uma praia deserta, mas em certas épocas torna-se movimentada, com areias escuras em alguns trechos e em outros mais claras.Várias barracas de ambulantes ficam instaladas na areia para vender seus produtos. 
Praia ótima para as férias em família. 
A entrada da praia é feita por um condomínio, sendo necessário autorização para entrar.
Com águas azuis e frias, ondas fortes. Em frente ficam as ilhas de Araraquara, Araraquarinha e o Rochedo de S. Pedro, com parcéis, sendo apropriada para pesca e mergulho.
Prainha - Tem 1,5 km de extensão com areias finas e claras. Águas rasas e límpidas.
Tarituba - De enseada, com águas mornas e mansas.
São Gonçalinho - Estreita, areia grossa, em forma de ferradura e cortada por rio. Em frente fica a Ilha do Breu, vale a pena fazer uma visita.

São Gonçalo - Extensa, com areia branca e águas protegidas pelas ilhas Pelado e Peladinho, está dentro de uma fazenda que solta o gado para pastar perto da praia. Não é permitida a entrada pela fazenda. É bom desistir, para você não se aborrecer.
de Iriri - Dentro dos limites da fazenda, é praticamente deserta, ladeada por costões e com mata nativa ao fundo.
Humaitá e Taquari - Orla estreita, cortada pelo Rio Taquari, que as divide.
São Roque, Barra Grande, Jundiaquara, Graúna e Engenho Velho - Praias ocupadas por fazendas pertencentes a empresas e de acesso interditado ao público. Em frente à Graúna está a Ilha do Ventura, com praia onde se pratica o nudismo!.
Prainha e Grande - A Grande tem fundo lodoso e sem ondas. À esquerda, uma trilha (15') leva à Prainha, de areia fofa e águas transparentes.
Ilha do Araújo - Em frente ao Saco Grande, tem praias de águas verdes a leste (Salvador Moreira e Brava) e a oeste (Pontal e da Tapera).

Barra Grande do Corumbê e Corumbê - Ambas com águas mornas, de fundo lodoso. Já em Barra Grande existem piscinas naturais de água doce e ducha.
Jabaquara - Urbana. Tem águas mansas e lama medicinal, mas não é boa para banho (muito lodo).
Pontal - No Centro de Parati. Poluída. No morro, o Forte Defensor Perpétuo proporciona uma vista panorâmica da cidade.
Boa Vista - Abriga náuticas e estaleiros.
Joaninha (ou Cantagalo) - Tem coqueiros e pedras.
Bom Jardim e Icupê - Bom Jardim guarda as ruínas de um antigo forte sobre morro. A orla é cheia de coqueiros. Icupê é praia de fundo de enseada, com águas claras.
Baré - Casas na encosta, ranchos de pesca e um cais.
Vermelha - Enseada na frente das ilhas da Pescaria e dos Ganchos.
Lula - Prainha de areia fofa, com bica nas pedras. Com saída de passeios de barco até as ilhas Comprida e do Catimbau.

Conceição - Tem areias claras e longos costões. Acesso marítimo, como as próximas 4 praias.
Parati-Mirim - Enseada mansa, com ruínas da Igreja de N.S. da Conceição e de casarões. Da orla, vista para Ilha do Algodão e da Cotia onde escravos eram jogados ao mar.

Saco do Mamanguá - Entre as altas encostas de vegetação abundante, as águas abrigam uma rica fauna marinha. Pequenas ilhas, praias semi-selvagens, rios e cascatas ao longo da orla.

Cajaíba - Costões ricos em peixes favorecem o mergulho, em especial a Ponta da Cajaíba. Praias do Pouso, da Cajaíba, Grande e Itaoca.

Martins de Sá - Deserta, silenciosa e cercada por montanhas.

Ponta Negra, Furado, Antigos e Antiguinhos - Orla de pedras, com mar verde e agitado. Acesso a pé.


Sono - Acesso a pé (40') a partir da Vila Oratório. A partir daqui chega-se  a duas praias selvagens: Antigos e Antiguinhos. O acesso para essas praias pode ser por trilha (15') ou de barco.

Laranjeiras - Duas enseadas com quatro praias boas. Um luxuoso condomínio ocupa as praias de Laranjeiras, do Sobrado e da Fazenda, impedindo a passagem. Para se chegar à praia, só por trilha (1h30' de caminhada) a partir da entrada do condomínio.

Brava - Escondida na Enseada de Trindade, entre costões e densa vegetação. Acesso a pé a partir da estrada de terra para Trindade.

Cepilho - A preferida dos surfistas: as ondas chegam a 4 m. Fica na Ponta do Cepilho, tem forma de ferradura e é pequena (300 m).

Fora (ou Ranchos) - Extensa, com ranchos de pesca. Areia clara e solta e águas frias.

Meio - Deserta e pouco frequentada.  Prainha bem inclinada à beira de águas fundas, com pedras e uma ilhota à frente. No canto direito, trilha leva a uma cachoeira.

Cachadaço - Enseada de areias finas e brancas, deserta e cercada por vegetação nativa. O acesso é pela Praia do Meio, por trilha íngreme ou por passagem perigosa pelas pedras. Uma trilha conduz ao cachadaço: uma piscina de pedras que represa o mar.

Angra dos Reis 

Rio de Janeiro – A cidade decepciona, mas, como Salvador, que se orgulha de possuir 365 igrejas, Angra se orgulha de possuir 365 ilhas e “as mais lindas do mundo”.

O que, parece, não está longe de ser verdade, porque seu fascínio extrapolou as 200 milhas, e a maioria dos proprietários da maior parte das ilhas, é de milionários norte-americanos, alemães e outros famosos. 
Historicamente, Angra se orgulha também de ser das mais antigas povoações brasileiras.
Angra dos Reis – Praia Grande
800px-Angra-PraiaGrande
Para o campista, Angra só dispõe de um camping organizado, o Camping do Frade (Cambrás), BR-101, km121. 
Ao sul de Angra há algumas praias selvagens, como a da Ribeira, Enseada, Bica, Biquinha, Vila Velha, Retiro, Mambucaba, e Monsuaba (km15.3 do roteiro), que está muito explorada; e ainda as Ilhas Grande e Gipóia, para campings selvagens.

"Se já não proibiram em algumas praias; sempre damos aquele jeitinho, como todo brasileiro".
Leia mais.. Acampando na natureza - acampando na natureza

Ilha da Gipóia 

Um navegador português achou que a ilha tem o formato de uma grande cobra jibóia e a batizou assim. O uso popular criou o gipóia.
No cais de Sta. Luzia (Centro) podem ser alugados barcos ou iniciados passeios de escuna.
A ilha fica entre Angra dos Reis e Ilha Grande, por isso muita gente confunde como sendo Ilha Grande.
As melhores praias e locais para acampamentos selvagens (se ainda é possível), é a Jurubaíba (ou do Dentista), boa também para mergulho livre. 
A areia é muito branca e o mar tem vários tons de verde, possui um criadouro de mexilhões e currais-de-pesca.
Ela fica a meia hora do cais de Angra, e as praias indicadas são: Tenório com vegetação densa e nascente, por picadas na mata chega-se a praia da Fazenda, e por último a das Flexas, sendo esta a melhor, nela possui um restaurante que funciona um armazém.


Praias - passeios - Ilha da Gipóia
A Praia das Flechas é a mais povoada e a maior da ilha (1 km), um canto da praia é ocupado por um núcleo de pescadores.
Outra boa pedida é a da Fazenda e Piedade.
Ilha-gipóia-22
Flechas - Um canto da praia é ocupado por um núcleo de pescadores. A procissão marítima de ano-novo é uma tradição local.

Jurubaíba (ou do Dentista) - Boa para mergulho livre. A areia é muito branca e o mar tem vários tons de verde. Possui um criadouro de mexilhões e currais-de-pesca.

Sururu - Bonita e deserta. Tem areias amareladas. amendoeiras e bambus. O mar sempre verde levanta ondas fortes sobre recifes.

Oeste - Tem 400 m, é deserta e selvagem. Possui águas rasas e mornas.

Juraba - Pequena, abrigada por morros e costões, com vegetação selvagem e areias claras. Os pescadores armam redes e montam currais-de-pesca. O acesso é melhor de canoa.



★★★ Ilha Grande

Esta bela ilha foi refúgio de piratas europeus e ponto de tráfico de escravos. Transformada posteriormente em presídio até ser desativado em 1994. A ilha é considerada Área de Proteção Ambiental e cerca de 1/3 do território (5 600 ha) constitui o Parque Estadual e a Reserva Biológica da Praia do Sul. A circulação de automóveis é proibida, assim alguns dizem o camping selvagem. 
As praias têm águas verdes, transparentes e repletas de peixes.
O mar que separa a ilha do continente, com águas calmas, é usado para esportes náuticos. Diversas trilhas cortam a Mata Atlântica são boas opções para caminhadas, algumas exigem bom preparo físico, e o mergulho é praticado em quase toda a costa.
Tanto do Rio (150 km), como de São Paulo (400 km), a melhor opção para se alcançar a Ilha Grande é por Angra dos Reis, uma das mais antigas povoações brasileiras. Fica a 22 km de Angra onde há lanchas que partem, 2ª, 4ª e 6ª às 15h. Ou de Mangaratiba, diariamente, 9h/17h.
Ilha Grande é a maior das ilhas de Angra, tem 195 km2, 36 km de comprimento e 13 de largura, e sua população ainda predomina os pescadores. 
Sua topografia é essencialmente montanhosa, possuindo dez picos com altitudes superiores a 500 metros e dois com quase 1000; o pico do Papagaio, com 965 metros, e o pico da Pedra D`Água, com 990. Outra das característica da Ilha Grande é o seu grande número de nascentes de água doce, que formam numerosas cachoeiras, lagos e riachos onde vão desovar robalos e tainhas. A maior enseada é a Vila do Abraão, uma espécie de "capital" da Ilha Grande. Existiu um presídio, já extinto em 1994, do outro lado da ilha - na enseada Dois Rios -, hoje ruínas que só pode ser alcançadas por uma estrada de terra, que parte da Vila do Abraão.


Acampando na Ilha 

Para acampar na Ilha Grande; antes era uma verdadeira aventura, hoje existem dezenas de campings organizados com toda infra-estrutura.
Mas alguns nem tantos; parecem abandonados. Em todo caso, fuja desses como medida de precaução para sua própria segurança; é melhor acampar sozinho.
Nota: os campings organizados "quase maioria" se transformaram em cartéis de fazer dinheiro ao invés de proporcionar lazer público. Não só na Ilha Grande, mas em todo Brasil! estão chegando a equiparação de preços à hotéis cinco estrelas. Então, muito cuidado amigo, e não se assuste com preços absurdos. Corra dessas falcatruas de interesses e proteja seu dinheiro.
É bom pesquisar antes e pedir informações aos moradores do local.
Aqui alguns deles com preços bem acessíveis:
camping raio_sol_6 Ilha grande
Camping Raio do Sol – Ilha Grande
camping do peixoto - ilha grande
Camping do Peixoto – Ilha Grande
alfa_camp Ilha Grande
Alfa-Camp – Ilha Grande
camp_lucio_7 Ilha grande
Camp-Lucio – Ilha Grande
Quem vai passar pouco tempo na ilha e não prefere campings ou a grana tá curta; pode escolher uma das pousadas, com preços bem razoáveis:
Pousada Mar da Tranquilidade - Rua Profª. Alice Kury da Silva.
Pousada Só Natureza - Rua Projetada.
Pousada Velho Capitão - Rua Amâncio Felipe de Souza.
Recanto dos Pássaros - fica no outro lado da ilha, na Enseada Sítio Forte, é o mais distante.

Incursões pela Ilha

Os melhores passeios e as praias mais lindas não estão no Abraão; distribuem-se ao longo da ilha e a melhor maneira de conhecê-los é alugar um barco. Entretanto, para aqueles que gostam de caminhar no meio da mata, a Ilha Grande também não oferece obstáculos, pois trilhas e veredas a cortam em todas as direções.
As praias da ilha, como quase em toda maioria possuem vila de pescadores, com suas casas, algumas reformadas, já adquiridas por veranistas, e também onde, em longas faixas de areia e por entre as palmeiras, o campista pode armar sua barraca, sem preocupações.
Outros veranistas, donos de espetaculares mansões, procuram defender a sua privacidade a qualquer custo, soltando na praia verdadeiras matilhas de cães ferozes, fora alguns que mantém seguranças na entrada da praia, constrangendo os visitantes. 
Entretanto, sempre restarão outras praias, que se abrem para o mar aberto, das mais lindas e sossegadas que se possam imaginar. Vale salientar que algumas dessas praias são praticamente isoladas e selvagens.
Ilha-grande-mapa-4
Praias - passeios - Ilha Grande:
Para acampar nas praias é preciso antes de tudo comportar-se bem. 
Quase a metade da ilha agora é área de preservação, então tome cuidado, é bom perguntar antes e pedir informações aos moradores do local. 
E leia com atenção sobre cada uma delas:
Grande das Palmas - Com 600 m, tem areia clara e grossa, águas verdes e transparentes. Há palmeiras junto à praia - daí o nome. Possui um antigo vilarejo de pescadores e uma capelinha. Pode ser alcançada por terra do Abraão, em uma hora e meia mais ou menos.

Mangues - Tem 500 m e nos extremos há riachos que formam mangues. Localizada na Enseada das Palmas é boa para mergulhos e esportes náuticos.

Lopes Mendes - Tem 3 km com areia branca, muito fina, e água que impressiona pela transparência quase irreal, é considerada, com justiça, a mais linda da Ilha Grande. É cortada por três riachos. Pode-se chegar de barco ou por trilha (2,5 km) que sai da praia dos Mangues. 
Em frente da praia, já em mar aberto, fica a ilha do Jorge Grego, o melhor local de caça submarina do litoral fluminense. 
Ainda moram algumas famílias de pescadores, que mantém o melhor relacionamento com os campistas.

Cachadaço - Tem apenas 10 m, águas calmas, muito verdes e costões dos 2 lados. Por ser protegida do mar aberto, era ponto de desembarque de mantimentos e escravos. Nela deságua um riacho que forma um poço (bom para banho) com pequena queda d`água. 
Daqui sai uma estradinha de pedra de 3 km, construída por escravos, que vai até Dois Rios.

Dois Rios - É a praia onde ficava o presídio, com acesso por estrada de terra (partindo de Abraão), 2h de caminhada.

Parnaioca - Do Abraão, a pé ou de barco, a distância é a mesma: 3h 30min. Mas vale a pena enfrentar o balanço das ondas ou subir e descer montanhas para conhecê-la. Com cerca de 1 km, areia amarelada e batida. À esquerda há costões, bons para pesca. À direita, o Rio Parnaioca forma pequena lagoa e cachoeira. 
Há ruínas de fazendas de traficantes de escravos e de um vilarejo abandonado devido às fugas dos presos. Parnaioca já foi uma praia das mais prósperas da Ilha Grande, quando já teve mais de mil moradores, e hoje poucas famílias. 
No verão, é uma das praias mais procuradas pelos campistas, que ali dispõem de água doce em abundância. 
Em frente a Ponta Alta da Parnaioca há um cargueiro afundado.

do Leste e do Sul - Juntas têm 5 km e são separadas pela pequena Ilhota do Leste. Estão dentro da reserva biológica e só podem ser visitadas de passagem. A permanência é proibida. Próximas estão as lagoas do Sul e do Leste, cercadas de manguezais e que possuem água doce. A região tem cachoeiras e animais (pavões, capivaras, lagartos e macacos).

Aventureiro - Também está dentro da reserva biológica. Tem 600 m, areia fina e prateada, águas verdes e um vilarejo. Quando o mar está agitado, permite a prática do surfe. 
À esquerda existe a pequena Praia do Demo, onde, segundo os pescadores, 3 demônios com cara de garoto perseguiam um morador do local. 
Uma trilha liga Aventureiro à Provetá.

Meros - Tem 100 m, faixa inclinada de areia clara e águas piscosas. É boa para caça submarina. Entre ela e Aventureiro estão a Ponta dos Meros (com o mar bravo é difícil passar de barco) e a Ponta do Drago; segundo os nativos, ali morava um dragão que matava pescadores que se aproximassem. Um padre benzeu o local e o dragão desapareceu no mar.

Provetá - Com 500 m, areia grossa amarelada e águas verdes. O mar é calmo, mas quando sopra o vento sudoeste torna-se tão agitado que provoca estragos no vilarejo. 
Uma colonia de pescadores marcada por uma peculiaridade: são todos crentes, adeptos da Igreja Assembléia de Deus, que possuem escola, padaria e um bar que só vende refrigerantes (o comércio de bebidas alcoólicas e cigarros são proibidos).
Muito simpáticos e acolhedores, os habitantes de Provetá afirmam que até gostam da companhia dos campistas - eles são muitos no carnaval -, desde que, evidentemente, se comportem com "decoro e dignidade". 
E, se houver um entendimento maior entre um turista e um pescador de Provetá, é bom aceitar depressa o convite para almoçar um peixe-com-banana, por exemplo, o prato típico da Ilha Grande.

Ponta e Gruta do Acaiá - A gruta fica entre as pedras, com entrada por meio de mergulho ou por terra, saindo no mar. 
A trilha que leva a gruta é fácil de caminhar, com pequenas subidas e descidas, alguns trechos descampados, vegetação rala. O mergulho é perigoso, já que parte da gruta é submersa.

Vermelha - Tem 100 m, areia grossa e um vilarejo com ancoradouro. Perto está um navio afundado (bom para mergulho).

Araçatiba e Grande de Araçatiba - Respectivamente com 150 m e 500 m, têm areia fina e clara, águas límpidas e calmas e vilarejos.

Longa - Fica numa enseada bem protegida, usada por barqueiros para pernoitar.

Ubatuba, Tapera e Sítio Forte - Na Enseada de Sítio Forte (o nome deve-se a um grande paredão rochoso). Ligadas por uma trilha, têm vilarejos e atracadouros. Muitos peixes e um navio afundado são atrações para os mergulhadores.

Bananal - Tem cerca de 150 m, areia amarelada e grossa e um vilarejo.

Baixo - De enseada, com 200 m, areias amareladas e finas, águas verdes e mornas. Uma trilha de 500 m a liga à Freguesia de Santana.

Freguesia de Santana Sul - Deserta e pequena, tem areia amarelada e densa vegetação.

Freguesia de Santana Leste - Tem 300 m, areia clara e fina, águas verdes e mornas e grandes pedras nas pontas. Aqui existiu a primeira vila da ilha. Hoje restam apenas a igreja (1796) e o antigo cemitério, onde eram enterrados piratas. Nas proximidades, em frente a ilha dos Macacos, o mar forma uma piscina rasa de águas azuis - a chamada Lagoa Azul -, ótimo local para mergulho.

Baleia - Bem protegida, tem águas mansas e areias claras. Daqui sai uma trilha para a Praia da Freguesia de Santana Sul.

Japaris - Pequena, areia amarelada e águas calmas. Tem vila de pescadores e pequeno cais.

Saco do Céu - Cercado de mangues e protegido por montanhas, este santuário ecológico não tem ondas, apenas pequenas praias: Rapozinha e Enseada. 
É um dos locais mais espetaculares para se fazer passeio de barco. 
Há quem pernoite na embarcação, vendo o céu refletido nessa enseada, daí o nome.

Fora - Com 500 m, tem areia amarelada e vegetação selvagem na orla. A cerca de 1 km dela está a Cachoeira de Perequê.

Camiranga - Tem 400 m e faixa de areia clara cercada por vegetação densa, com coqueiros e bananeiras. O Riacho Camiranga deságua nela.
Iguaçu e Feiticeira - Têm areia clara, águas mornas, boas para banho. A Cachoeira da Feiticeira fica bem perto do mar.

Dica gastronômica:

Não há propriamente grandes restaurantes na Ilha Grande, apenas pequenos barzinhos, principalmente nas praias mais distantes.
Mas se procura algo para comer com preços módicos, na Vila do Abraão, por exemplo, existem três locais onde se consegue refeições completas. 
Todos na Rua da Praia, Centro:
Lua e Mar, pescados; 
Casarão da Ilha, pescados; 
Tropicana, variada.
A base das refeições na Ilha Grande é frutos do mar. Peça, por exemplo, uma pescada recheada com queijo parmesão e camarão em molho grosso, com arroz; ou se já estiver cansado de frutos do mar, uma "jardineira" (cozido com carne de vaca, lombo, linguiça e verdura variada), com arroz e feijão!
Deixando Angra dos Reis para trás, 56 km depois está Mangaratiba, que até o Rio não é permitido acampar.
Ilha de Itacuruçá
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Assim passando por Mangaratiba e Itaguaí (onde, para acampar, segundo a delegacia, só com ordem escrita, não merecendo suas praias, entretanto tal preocupação) pode-se dar uma olhadinha na Ilha de Itacuruçá e Jaguanum, são muito bonitas, mas agora é proibido acampar. 

Por que? quando era permitido, os campistas as sujaram tanto, que virou um caos!.
Ilha de Jaguanum
ilha de jaguanum
Ao campista resta a última do Rio, os campings organizados da Barra da Tijuca, três no Recreio dos Bandeirantes e o Sítio Paulista em Vargem Grande. 
O camping da Barra, é o melhor em termos de comodidade e instalações, mas não lembra em nada uma das principais finalidades do campismo, que é proporcionar maior contato com a natureza.

As Ilhas Selvagens do Litoral da Rio-Santos

Quem gosta do mar e do camping selvagem, precisa apenas de uma praia onde armar a barraca e uma bica de água potável. 
Mas como na Rio-Santos são comuns as placas “é proibido acampar” a última opção para quem gosta de camping selvagem são as ilhas quase virgens que pontilham o litoral.
Ilha de Santo Amaro  
Se localiza em Guarujá, é uma relação por uma questão geográfica, porque de acolhedora e exuberante tem muito pouco.
Por decisão da prefeitura, duas praias foram liberadas à prática do camping selvagem: a do Perequê km7.5 do roteiro Guarujá-Ilhabela, a mesma praia que serve ao camping Perequê organizado, e a Prainha Branca, do outro lado da ilha.
A praia do Perequê não é das melhores, de acordo com alguns campistas conscientes, por culpa de colegas irresponsáveis, que marcam sua passagem com muita sujeira. 
O melhor é partir para Prainha Branca, uma hora de caminhada com mochila e barraca às costas, um sacrifício que faz parte da prática do camping selvagem, mas vale a pena.
ilha santo amaro1
Ilha “As Ilhas” 
No km 81.2 do roteiro, onde está a praia do Saí, a mais bela ilha para camping selvagem de toda Rio-Santos (eu não sei agora):
A ilha As Ilhas tem 21 km de extensão. 
Não é necessário lembrar que o campista deve levar comida, está a 15 ou 20 minutos de barco do continente. 
Existe três praias, a de Fora, a praia do Pontal e a praia da Selada.
Ilha Anchieta 
Liberada pela prefeitura de Ubatuba para a prática do camping selvagem, a Ilha Anchieta oferece, nas praias Grande e do Tombo, bem em frente à antiga colônia correcional, as suas duas opções (não sei como está hoje).
Ilha Anchieta – ex-presídio
ilha-anchieta-ex-presidio
Ilha Sapeca  
A uns 30 minutos de barco da praia do Pontal, a Sapeca é uma das nove ilhas igualmente liberada pela prefeitura de Parati para o camping selvagem. 
O programa deve começar por combinar o aluguel de barco.
É preciso levar água potável, a Sapeca é a única da baía que não tem nascente. 
Atrás da ilha Sapeca fica a ilha Comprida, com uma praia tão limpa que dá a impressão de nunca haver recebido ninguém. 
Não é muito aconselhável armar barraca lá, por causa das marés fortes que varrem a ilha.
A uns 40 minutos da praia do Pontal, fica a ilha do Araújo, com a praia Brava, imprópria para crianças por causa das fortes ondas. 
Para adultos é boa pedida, e tem ótima nascente. A 1h30min da praia do Pontal, a praia do Canto do Morro, na ilha do Pico, é sem dúvida a mais bela e selvagem, além de água abundante.
Há poucas distancias de barco do litoral, as ilhas de Ventura do Cristo ou Pescador, do Algodão, dos Meros e do Sedro, são outras opções, com praias tranquilas e água potável.

Rio de Janeiro  

O turismo divide-se em 3 núcleos: parte histórica (Centro, Sta. Tereza e Lapa), cartões postais (Corcovado, Pão de Açúcar e Copacabana) e praias (as melhores são Barra da Tijuca e Guaratiba). Copacabana, Leblon e Ipanema, por serem urbanizadas, são as mais bem estruturadas.

Rio de Janeiro - Centro histórico

Camping Verde Mar - Estr. dos Bandeirantes - Vargem Grande, Recreio dos Bandeirantes. Próximo a praia (10 min. de carro), área arborizada, barraca, estacionamento trailer e motorhome, 2 piscinas, banheiros masculino e feminino.

Ainda no Rio há o CCB RJ-10 Recreio dos Bandeirantes, na Estrada do Pontal 5.900, Praia da Macumba,  possui uma extensa área cercada de mata preservada e animais silvestres.
Praia da Barra da Tijuca - Recreio dos Bandeirantes

Tem perdido partes de seu terreno na justiça e atualmente ganhou com a urbanização da avenida da praia que ganhou asfalto, calçadão, ciclovia e novos quiosques.
CCB-RJ-10

Para o turista, o centro do Rio de Janeiro possui várias opções de lazer, agora uma das mais novas e complexas, inclusive em épocas de festas (Finais de Ano e Carnaval), é conseguir espaço em favelas com toda infra-estrutura de resort de luxo! isso mesmo (vale tudo), é só procurar que acha.

tristeza-1
Que pena que acabou, fiquei triste..

Fica triste não, olha; pelo resto do Brasil há milhares de áreas e campings organizados. 
Mas para saber locais de campings de seu estado ou qualquer parte do Brasil, é só acompanhar com calma este blogger, que estaremos atualizando informações assim que pudermos.
Não sei se vocês notaram uma coisa interessante; muitos dos campings que tinham, não existem mais ou voltaram, e fiquei impressionado com a quantidade de campings organizados, e pousadas, que aumentaram assustadoramente.


Atenção: O blog Camping Natural não se responsabiliza por alterações realizadas pelos estabelecimentos (infra-estrutura, roteiro, etc.) após o fechamento desta postagem.

18 comentários:

  1. Olá amigo Valter. Sou de Guarulhos, tenho 21 anos e embora admire muito a prática de camping, não tive a oportunidade de experimentar. Minha família é do interior do Paraná então sempre tive contato com a natureza. Eu e minha namorada estamos muito interessados em iniciar tal prática mas meu receio é a falta de experiência e conhecimento no assunto. Seria possível trocarmos alguns emails para que na medida do possível você possa nos instruir a como começar? Obrigado jh.gaioski@hotmail.com

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    1. Olá J H, dê uma olhada nesse blog e veja todos os parâmetros de como e onde acampar, e com certeza você terá uma noção bem melhor e muito mais experiência.
      Muito obrigado, desculpe a demora (motivos técnicos).
      Um abraço.

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    2. Está certo amigo Valter. Muito Obrigado!!!

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    3. De nada amigo, valeu!
      Um abraço.

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  2. Sou praticante apenas do camping "selvagem" e senti falta de infos sobre eles aqui. Uma boa dica, aqui na região serrana do Rio dá pra gazer a Travessia Ventania x Cobiçado. Passa por grande parte da serra dos órgãos com vistas espetaculares. Sao 3 dias de travessia, lugares de sobra para pernoite. Só conheço montanhas por aqui (Petrópolis) mas gostaria de saber sobre outros lugares pelo estado que tbm fosse próprio para o camping. Essa parada de "camping organizado" tá por fora. Nao tem a mínima graça.

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    1. Matheus, valeu mesmo a sua postagem.
      Mas vamos lá:
      Uma das últimas grande área verde no eixo Rio-São Paulo e que permanece selvagem e inviolável é o Parque de Itatiaia na Serra da Mantiqueira. São 120 milhões de metros quadrados, com locais ainda virgens, onde fica Visconde de Mauá.
      Eu sei que fica um pouco longe de Petrópolis, mas vale a aventura. É nesse lugar que despontam à direita as "Agulhas Negras" e à esquerda as "Prateleiras", com um imenso vale entre as duas elevações.
      Esse é o ponto de onde partem os alpinistas para chegar aos 2.539 metros das Prateleiras e aos 2.787 das Agulhas Negras um dos pontos mais altos do País.
      Anda-se muito a pé em Mauá, apesar de sua topografia acidentada, ou talvez por isso mesmo, por causa de suas matas limpas, própria das regiões frias. Existem cinco grandes vales em Mauá: Marimbondo. das Cruzes, Pavão, da Grama e Maromba. Em cada um deles há rios, cachoeiras e cascatas inúmeras.
      Junto ao Rio Preto, há algumas áreas para camping organizado, mas quase abandonadas.
      Para o camping selvagem as opções são muitas, é só escolher um local e pronto!
      Para quem não carrega barraca, há ainda a possibilidade de usar os chlés de madeira abandonados uma área na estrada de Maromba.
      É isso aí Matheus, espero ter ajudado a você nessa empreitada, e desculpe se este não for o seu local preferido, e sei que existem muitos outros, até aí perto em Teresópolis.
      Mas achei oportuno para você conhecer a Serra da Mantiqueira.
      Então bom acampamento, e cuidado! pois essa área é para campistas e alpinistas experientes.
      Boa sorte.

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  3. Olá querido!
    Adorei seu post... muito mesmo.
    Será que teria condições de você fazer um novo... Mais atualizado?

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  4. Olá Patricia, tudo bem!
    Fazer um novo torna-se impossível e impraticável. Ele é muito grande; Eu tenho que ficar atualizando de tempos em tempos, você mesmo sabe, tudo muda toda hora! Se por acaso você "especialmente" notar algum erro, por favor me avise! Ficarei muito grato pela sua ajuda.
    Obrigado Patricia, valeu mesmo, e vou melhorar esse post ainda mais, graças o interesse de pessoas como você!

    Valter Luna.

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    1. Obrigado Adalberto, qualquer comentário fique a vontade.
      Um abraço.
      Valter Luna.

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  6. Adorei tudo, esta de parabéns mesmo. tenho um motorhome.
    estrada de terra não é recomendado, fala se a estrada é de terra ou asfalto para chegar em determinado local, obrigada.

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    1. Obrigado Unknown; depende muito do tipo de motorhome que você possui, porque em nossas estradas ele tem que ser bravio e aguentar todos tipos de obstáculos. Em estrada de terra com tempo chuvoso e ruim, com um motorhome comum, fica difícil.
      Um abraço.
      Valter Luna.

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  7. Oi Valter beleza , muito legal esses lugares postados ja fui em alguns que voce postou , tem outros lugares para camping natural na serra da bocaina , na pedra da macela entre outros acampar é bom demais.

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    1. Valeu mesmo Marcelo, existe sim centenas de lugares maravilhosos para acampar. E vem mais por aí..rsrs.
      Um abraço.

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  8. Valter parabéns pelo blog, acompanho suas postagens e tenho gostado bastante. Estou louco para conhecer Ilha Bela (Camping Pedra do Sino), todos falam que é muito bom e recomendam. Abraço !

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    1. Obrigado Marcello, fica claro que existem outros campings em Ilhabela, mais o Pedra do Sino é o mais cotado, badalado e mais conhecido. Ouvi dizer que grande área de Ilhabela será privatizado, será que é verdade? tomara que não. Vamos ficar de olho nisso.
      Um abraço.

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  9. Muito esclarecedora a postagem sobre os campings. Passei por lá a 2 semanas e por ser fora de temporada boa parte estava fechada. De qualquer forma ótimas dicas.

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    1. Obrigado Marcos, além de ser fora da temporada, tem as Olimpíadas no momento. Deve melhorar em nov/dez.
      Um abraço.

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