17.6.16

Acampando na natureza

No Brasil existem inúmeras opções; país de clima tropical, de lugares inesquecíveis e maravilhosos, onde a natureza ainda pode ser admirada em toda a sua forma e plenitude, e de recantos intactos, é praticamente impossível não ter um lugar para por uma barraca, então todo lugar para um acampamento natural (selvagem) é possível, além de ser muito tranquilo, bom e maravilhoso.

Para os que pensam que isso não existe; todo lugar é lugar para um camping selvagem, até mesmo em todos os lugares que mencionei no capítulo - Onde Acampar - É só estudar cuidadosamente a localidade, se informar sobre tudo direitinho, e pronto, pode acampar! sem enumerar aqui locais, bairros ou cidade.
Não existe (digo por experiência) lugares em que é Proibido Acampar! é isso mesmo; tudo é conversa de conservacionistas influenciados pelos altos comandos dos campings organizados e grandes empresas no setor imobiliário (e endinheirados).

Existe sim as placas de proibido acampar; mas elas não duram por muito tempo, só em casos muito especiais, como; preservar uma espécie, ex: tartaruga marinha; uma área contaminada por radiações (aqui não há); uma reserva biológica, como "uma parte" do Parque Estadual da Ilha Grande; ou uma área já demarcada para uma construção de condomínios ou hotéis luxuosos.

Ao contrário do que dizem, pode acampar sim, sem receios ou medo; eu mesmo acampei em lugares diversos; e sempre vem alguém dizendo ou disseram que não podia acampar ali. 
Depois de vários acampamentos, nunca aconteceu imprevistos como citado; e se já aconteceu com alguém, pode ter sido por acidente de percurso. Pode acontecer em certos casos muito especiais.
Acontece casos "hilários"; planejei um acampamento, um amigo disse que colocaram uma placa de proibição da prefeitura local.
Pagando pra ver, encaminhei sem receio, tranquilamente, lá chegando não vi placa nenhuma, e nem moradores do local viram.
Isso pode ser boato inventado por alguns invejosos (acho), ou insultados por estarem trancados em condomínio ou camping organizado luxuoso, e verem o riso estampado no rosto de simples campistas com suas famílias; resumindo, fiquei por 10 dias com várias recordações, alem de boas risadas.

Porém existe muitos caminhos "macetes" que não podem ser descartados, é claro, que nós campistas precisamos a todo custo saber e aprender alguns desses truques; é só usar o bom senso e raciocínio lógico e prático.
Um exemplo simples: Numa praia (qualquer uma) as pessoas de bem curtem a vontade, com guarda-sol, banquinho, freezer, brinquedos, etc.
Repentinamente surge um ônibus excursão com pessoas nada agradáveis; rádios altíssimos, pandeiros, churrascos duvidosos, farofa, palavrões, frescobol, fora alguns ladrões infiltrados; isso chama popularmente de farofeiros. E isso não é bom.

É o caso dos (vadios) mal-campistas; particularmente chamo atenção de alguns sobre esse comportamento, que para mim são baderneiros dizendo-se campistas; aí você comenta com toda razão, que isso não acontece em um camping organizado.
Acontece sim; é como o caso da praia; tem gente dessa espécie em qualquer lugar, só que em camping organizado vira caso de polícia (o campista não quer ser molestado), então é incômodo para todos, especialmente crianças, sendo até casos de campistas nunca mais voltarem para aquele camping.

Já em camping selvagem é pouco diferente, pessoas estão no mesmo barco, estão ali juntas, tendo que dançar conforme a música, quem sai dos trilhos é envolvido rapidamente para uma conversa franca, até chegar em acordo; na maioria das vezes acaba tudo bem, sem polícia, sem violência, tudo na paz.
Por sorte nunca tivemos contenda dessas; o que vale mais é comunicação, a maioria (quase todos) tem plena consciência disso; fora alguns casos facilmente descartável.

Quantos mal-feitores, bandidos e contraventores andam soltos por aí, e a polícia pouco faz, alegando falta de contingente, equipamentos, etc.
Não tem cabimento que área como o Parque Estadual da Ilha Grande com seus imensos 5600ha, sendo destinado 1/3 para a Reserva Biológica da Praia do Sul, que também muito extensa, uma dúzia de 3 ou 4 agentes do parque vão dar conta.
Para  patrulhar uma área como essa, teria que mobilizar um grande contingente, no qual seria inviável.
Pode sim, em áreas de maior movimento; e também, não se incomodariam em procurar uma barraca no meio de tamanha vastidão.
E mesmo se for (que é raro), vão encontrar nada, se encontrar você já se foi há muito.
Camping natural existe sim e está aí, e aumentando assustadoramente, quer queira quer não, só que as pessoas ainda não assimilaram e não se deram conta disso.

Você pode acampar sim, em qualquer lugar que goste e achar bonito, só pesquisar e perguntar; coisa importante é o número de campistas numa empreitada, apesar não ser muito conveniente, é bom estudar prós e os contras, se for um acampamento selvagem.
No caso, por exemplo: duas famílias em camping  selvagem, alguns cuidados devem ser tomados, não no sentido de alguma proibição (raro em lugares longínquos) mas ficar superatento aos perigos em acampamento desse tipo, como foi ressaltado em outras postagens (Camping Natural I e II).

Outros tipos de camping, que não são literalmente selvagem, é um tipo de ajuntamento ou aglomerado de pessoas com um mesmo intuito, quando um grande acumulado de barracas numa área determinada se reúnem, pouco a pouco.
Porque isso acontece, como algo (é mistério), que pode chegar até umas 200 barracas, principalmente Final de Ano e Carnaval.
Aconteceu em acampamento muito parecido, umas 50 barracas; aparecer de supetão a Polícia Militar seguida pela Federal e a Guarda Costeira.
Procurando uma pessoa com denúncias de drogas no local, fizeram algumas revistas, não encontrando nada (acho que o sujeito tinha ido embora), notaram que todo acampamento era familiar, pediram sinceras desculpas, foram educadíssimos, e desejaram um bom acampamento.
Quer saber mais, o que é camping natural?
Acesse esse link..As regras do camping natural


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