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1.6.16

O Camping Natural I

A maioria dos acidentes ocorridos nas áreas de camping vem aumentando em proporção ao número de campistas; ou por negligência às regras fundamentais, ignorância total junto a segurança, inexperiência, falta de visão e instrução.
Que com algumas dicas básicas, conselhos úteis e fáceis de assimilar; constituem a base fundamental para soluções de problemas e um acampamento tranquilo.
O contato com a natureza é uma forma de expressar a vida, a beleza e o culto a Deus, que só através do camping temos a possibilidade de explorar com maior profundidade, absorvendo toda a sua magia e encantamento.
Você não gostaria de perder um acampamento por causa de queimaduras do sol, uma noite mal-dormida de preocupações, uma falta d`água doce em frente ao mar, picadas de insetos, um princípio de incêndio ou uma inundação a noite; se a barraca foi armada em local incorreto.
A finalidade aqui é exatamente ajudar você a se cuidar, porque os problemas aparecem e são muitos, mas com o mínimo de conhecimento e planejamento, fica fácil resolvê-los.

O Campista Veterano

Vida ao ar livre - O acampamento selvagem é o auge da vida de um campista. O contato com a natureza é imprescindível, já que se afastar da cidade e entrar em contato com as dádivas naturais traz saúde e felicidade.
Excursionar - Faz o campista selvagem encontrar novos lugares, descobrindo novas vidas. A aventura tornando-o mais forte e rijo. Com um sorriso no rosto, enfrenta de peito aberto as intempéries. 
Mas para acampar e fazer excursões tem que haver uma preparação, conhecimento de técnicas que possibilitem a vivência nas condições mais adversas.
Conhecimento sobre a natureza - Observar a natureza é complexa mas, ela pode trazer grandes benefícios; A sobrevivência de um organismo depende da sobrevivência de um outro. 
Observar os pássaros, seguir rastros, é uma maneira divertida para saber mais sobre os animais, levando a pessoa a um alto nível de observação; assim como observar pessoas. 
É um pouco constrangedor um campista veterano de vários anos não reparar em algo e outra pessoa mostrar-lhe.

"É comum (por experiência própria) ao campista veterano; saber se vai chover, vai fazer sol amanhã, vai cair um temporal.. Aprendendo com os animais e o que a própria natureza dita". Mas isso leva tempo, sensibilidade, treino e paciência.
Salvando vidas - O campista  tem que estar preparado para salvar vidas, para isso não basta ler livros, tem que praticar e sentir-se preparado para tal, esse é dos motivos para o lema: Be Prepared (lema de escoteiro Estar preparado), estar preparado para qualquer situação e agir com frieza e saber o que está fazendo.
Resistência - O campista acostumado em acampamentos selvagens, tem que estar com o corpo preparado para os desafios, para isso ele deve manter um excelente condicionamento físico, ter resistência para aguentar noites no frio, já que muitas vezes dormirá ao ar livre, assim como passar "dias sem comer".
Acampamento no meio da neve (claro, essa não é a nossa praia)
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Programe-se - Acampar é uma atividade que envolve outras atividades, mantendo-se dentro do seu programa de desenvolvimento, durante o acampamento escalone o tempo; fazer fogo, aconselhar alguém, consertar barraca, lista de mantimentos, falta de ferramentas, explorar outras regiões, e muitas outras atividades. 
Que são para o desenvolvimento "terápico ocupacional e reflexivo" uma chave para um ótimo acampamento.  
Acampamento não é somente uma versão expandida das atividades normais, são atividades que oferecem contato com a natureza, desenvolvimento da observação.

Sobrevivência na Selva - Mata Selvagem

A vida selvagem - Pode ser encontrada em todos os ecossistemas: desertos, florestas tropicais, planícies e outras áreas — incluindo as cidades mais desenvolvidas — todas têm formas distintas de vida selvagem. 
Embora na cultura popular a expressão geralmente se refira a animais intocados pela presença humana, a maioria dos cientistas concordam que a vida selvagem ao redor do globo sofre, de um modo ou de outro, o impacto das atividades humanas.
Historicamente; os seres humanos buscaram separar a civilização da vida selvagem de uma série de maneiras, incluindo os aspectos; legal, social e moral. Isto tem sido tema de debate através de toda história registrada, particularmente por meio da literatura.
As religiões têm declarado com frequência que certos animais são sagrados e em épocas recentes, a preocupação com o meio ambiente e a exploração da vida selvagem para benefício humano ou entretenimento tem provocado protestos por parte de ativistas.

Naturalismo

Não confundir com naturismo ou com filosofia naturalista; é uma escola literária conhecida por ser a radicalização do Realismo, baseando-se na observação fiel da realidade e na experiência, mostrando que o indivíduo é determinado pelo ambiente e pela hereditariedade. 
A escola esboçou o que se pode declarar como os primeiros passos do pensamento teórico evolucionista de Charles Darwin.
O naturalismo como forma de conceber o universo constitui um dos pilares da ciência moderna, sendo alvo de considerações também de ordem filosófica.

Treinamentos - Existe treinamentos especiais para sobrevivência na selva, principalmente para encarar um panorama como este:

Dentre os treinamentos que se realizam nas Forças Armadas está o de sobrevivência na selva.
Este treinamento consiste de práticas não habituais, como encontrar água em locais improváveis, fazer fogo sem recursos artificiais e adquirir alimento apenas da natureza.
Uma vez treinados, os militares são expostos a situações nas quais praticam seus conhecimentos, entrando em áreas naturais e simulando eventuais desastres.

Centro de Instrução de Guerra na Selva - (C I G S) também conhecido como Centro Coronel Jorge Teixeira, é uma organização militar sediada em Manaus, destinada a qualificar militares líderes de pequenas frações, como guerreiros da selva, combatentes aptos a cumprir missões, de natureza militar, nas áreas mais inóspitas da Floresta Amazônica brasileira.
Seu nome é uma homenagem ao precursor do Centro, que se tornaria seu primeiro comandante, mais conhecido como "Teixeirão".

Sobrevivencia
Uma das barracas de sobrevivência no meio da selva (repare que levaram um botijão de gás doméstico!)
São ministrados Cursos de Operações na Selva, em três categorias diferentes, além de estágios destinados a militares e também para instituições civis. Seu símbolo é a onça-pintada.
Centro de Instrução de Guerra na Selva, se quiser se candidatar….é só se inscrever….vai encarar!

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O Fogo - A Origem

O fogo foi a maior conquista do ser humano na pré-história. A partir desta conquista o homem aprendeu a utilizar a força do fogo em seu proveito, extraindo a energia dos materiais da natureza ou moldando a natureza em seu benefício.
O fogo serviu como proteção aos primeiros hominídeos, afastando os predadores. 
Depois, o fogo começou a ser empregado na caça, usando tochas rudimentares para assustar a presa, encurralando-a. Foram inventados vários tipos de tochas, utilizando diversas madeiras e vários óleos vegetais e animais.
No inverno e em épocas gélidas, o fogo protegeu o ser humano do frio mortal. 
O ser humano pré-histórico também aprendeu a cozinhar os alimentos em fogueiras, tornando-os mais saborosos e saudáveis, pois o calor matava muitas bactérias existentes na carne.

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Indígena fazendo fogo, ensinando aos pequenos. É difícil, mas se ele pode, porque não tentar também? Com o tempo e perseverança pega o jeito.

Fazendo o fogo - Olha a coisa não é brincadeira, eu tentei dos dois modos, e só consegui depois de muitas tentativas frustantes. É claro que eu tinha isqueiro, mas tive que provar a mim mesmo que conseguiria. 
E se por acaso não tiver fósforos? você tem que fazer amigo; mas fica uma pergunta, e se chover?

1) Caso: É um pouco complicado, porque tem que estar equipado com uma boa cordinha, e um arco, mesmo assim não é fácil. Dica: coloque grãozinhos de areia para melhorar o atrito.

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2) Caso: Se você tem mãos fortes ou for pedreiro de obras, e muita habilidade nos movimentos, e muita paciência, pode conseguir. Faça um teste em casa antes de partir para uma jornada desta. Dica: a mesma do primeiro caso.
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3) Caso: Deve ser o pior; é o do "indígena", entendo por uma espécie de atrito insistente na mesma direção. Dica: vale observar a consistência das duas madeiras, uma macia e outra mais dura, até encontrar o aquecimento desejado.

A rede

A rede de descanso ou rede de dormir é um utensílio doméstico de origem indígena, que originalmente era feita com cipó e lianas. 
Chamadas de hamaka. Consiste numa espécie de tecido com alças. Durante o Brasil colônia era muito utilizada para dormir, enterrar os mortos no meio rural e como meio de transporte, onde os escravos carregavam os colonos em passeios pela cidade e até em viagens.
É um artefato legado dos indígenas da  América do Sul. Teve grande importância na sociedade brasileira dos primeiros anos do descobrimento e durante toda a época colonial.
Hoje em dia, as redes são fabricadas de diversas formas e materiais, desde as mais tradicionais de fio, tecidas em "batelão" (tear) mecânico ou elétrico, até as feitas a partir de tecido ou de materiais sintéticos como nylon e outros materiais.
Na região nordeste do Brasil, a rede ainda é muito utilizada para dormir em substituição à cama, sendo também tradicionalmente utilizada para descanso em casas de praia (casas de veraneio).
A que eu uso é inseparável, de nylon, ganhei de presente da minha tia de João Pessoa (PB), é ótima, já acampei sem barraca, só com ela!. 
Pesa só 450 gramas! O segredo é se acostumar com rede, tem gente que conheço que não se adapta de jeito nenhum.
Uma rede em uma casa de praia
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Armando a rede - Para armar um rede é muito fácil, em um acampamento basta ter duas árvores próximas uma da outra, uns 3.00mts, e ter dois pedaços bons de cordas, não precisam ser muito grossas, amarrar as duas pontas em cada árvore numa altura de mais ou menos 1.50mts, após isso deite-se e veja se a altura esta boa, levante ou abaixe a altura nas árvores a seu critério, e pronto. 
Esse tamanho da altura, vai depender também do tamanho da rede que você tem, e é claro, o seu peso.
Dois exemplos de armar rede, se a distancia das árvores for um pouco grande, é só aumentar a corda que a prende, note que uma das redes é de nylon.
rede para dormir camping

A Mata Atlântica

Para acampar na Mata Atlântica - Considerada a quinta área mais ameaçada do planeta, esse sistema ambiental é, na verdade, um mosaico de ecossistemas diversificados, com estruturas e interações ecológicas diferentes em cada região. 
Por isso é meio complexo de se adentrar mata a dentro sem conhecimento específico.
Infelizmente só restam hoje 7% de sua área original, preservados graças a presença da Serra do Mar, que funciona como obstáculo à ação humana. 
Então, quando for acampar em alguma parte desse paraíso ecológico, pense bem, reflita, e veja se não dói se deparar com alguma coisa devastada.
Você tem que ficar ciente que muitos dos animais brasileiros ameaçados de extinção vivem nesta mata; isto quer dizer, você está lá, não está vendo nada, mas eles estão e, estão te vendo.

A Fauna

Como consequência das alterações pela qual passou nos últimos 400 anos, e a falta de conexão com outras florestas, ela não apresenta todos os animais que caracterizam sítios similares da encosta atlântica da Serra do Mar. A maior parte da fauna esconde-se do visitante ou tem hábitos noturnos.

Ocorrem:

Insetos: aranhas e outros artrópodes diversos.
Cobras: caninanas, corais, jararaca e jararacuçus.
lagartos: calangos, iguanas e teiús.
Aves: saíras, rendeiras, tangarás, arapongas, beija-flores, juritis, gaviões, urubus, urus, jacupembas, pombos, gralha azuis, inhambus-chintã e alguns psitacídeos.
Mamíferos: sagüis, macacos-prego, cachorros-do-mato, quatis, guaxinins, gatos-do-mato, pacas, ouriços-coendu, caxinguelês, tapitis, tatus, tamanduás-mirim e gambás.
Jacutinga – (Pipile jacutinga) é uma ave da família dos cracídeos de ocorrência na Mata Atlântica no Brasil, mede cerca de 75 cm, alimenta-se de frutos e alguns invertebrados.
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Inhambu Xintã – (Crypturellus tataupa), conhecido ainda no Brasil pelos nomes populares: pé-roxo, bico-de-lacre, chitão ou chororó; e em inglês "Tataupa tinamou". É uma ave de ampla distribuição geográfica no Brasil (habitando o nordeste, centro-oeste, sudeste e sul).
Inhambu
Lagarto Teju (Teiú) – O gênero de répteis Tupinambis, da família Teiidae, é popularmente conhecido como jacuraru, jacuaru, jacuruaru, jacruaru e caruaru. Compreende os maiores lagartos do Novo Mundo (podem atingir até 2 metros de comprimento) e abrange sete espécies, todas nativas da América do Sul.
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Tatu – Cabassous unicinctus, é conhecido como tatu-de-rabo-mole devido à ausência de cobertura completa de escudos dérmicos na cauda. Chega a 34,7 a 44,5 cm de comprimento. A coloração é castanho-escura com bordas amareladas. 
É insetívoro e noturno. A distribuição histórica do tatu-de-rabo-mole é na América do Sul, do leste da Colômbia, norte da Venezuela e Guianas, até o sul dos estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, no Brasil. Os “biomas” onde esta espécie ocorre são a Amazônia, a Caatinga, o Cerrado, a Mata Atlântica e o Pantanal.
tatu
Gambá – (também chamado mucura, na Amazônia e na Região Sul do Brasil, sarigué, sariguê, saruê ou sarigueia, na Bahia, timbu ou cassaco, de Pernambuco ao Ceará, micurê, no Mato Grosso e raposa, no Paraná, taibu, tacaca, saurê ou ticaca) é um mamífero marsupial. 
É um dos maiores da família dos didelfídeos. Pertence ao gênero Didelphis. São onívoros. Nas cidades, são, frequentemente, atropelados por terem a visão ofuscada pelos faróis e por terem pouca mobilidade – exceto nas árvores.
gambá
Guaiamu - (Cardisoma guanhumi) é um caranguejo da família dos gecarcinídeos. Esse crustáceo pode ser encontrado deste o Norte até a Região Sudeste do Brasil, quase sempre em locais entre o manguezal lamacento e a área de transição entre este e a mata, normalmente em terreno arenoso e úmido.


Proteção; prudência e diligência

Fora esses animais que assinalei, quase a maioria sofre ameaça de extinção, e alguns deles estão quase extintos, por isso seja prudente ao se deparar com alguns deles. 
Mesmo se for uma cobra venenosa; não a mate, ela não quer atacar você, a menos que a perturbe, ela se defenderá; então deixe-á seguir o seu caminho.
Não atire pedras, nem destrua ninhos de pássaros. Você não está sendo incomodado por eles, é você que os está incomodando, o habitat é deles, então se acostume com isso e viva em harmonia com o ecossistema da região.

Mas como em todo caso à sua "exceção"; em se tratando de sobrevivência, e salvar a sua vida, seja por motivo de alimentação própria ou de terceiros, ou sua defesa; Infelizmente é preciso agir de maneira anti-ambientalista. 
Atenção: por favor, não estou tentando ofender defensores do meio-ambiente, e nem influenciar à prática, métodos e meios nada ecológicos à natureza; não faço aqui uma alusão à esse tipo de procedimento. Pelo contrário, sou um estudioso e pesquisador em biologia, combatente fervoroso a favor do meio-ambiente e ecossistema da nossa fauna e flora. 
Eu "particularmente" não como carne vermelha, só peixes e aves, mas como disse antes, eu tenho que abrir uma exceção nesse assunto. 
"E para aqueles que criticam tanto; perca um pouquinho de seu precioso tempo e visite um abatedouro para ver como é bonito, para depois saborear aquele bife suculento em sua mesa. Ou comprem em supermercados ou mercados clandestinos carne de: paca, tatu, jacaré.. existem aos montes!". 
O Brasil é imenso, e se tratando de floretas, a Mata Atlântica (além de estar bem depredada) é enorme; imagine a Amazônica! e se você se perder num local como esse e se abstinar-se completamente por carne; você morre. Sem sensacionalismo!

E antes de continuar lendo sobre o tema "Armadilhas" e se sentir incomodado(a), é imprescindível ler.. Caça/ Pesca & Sobrevivência  e  Proteção/ Prudência e Diligência  antes de fazer qualquer comentário precoce.
Leia também mais... Como sair do meio do mato  se você se perder.

Revelações

Mistérios onde a onça reina
Estudo com armadilhas fotográficas revela flagrantes da vida secreta e intensa das florestas de neblina do Parque Nacional do Itatiaia.
Onças reinam ali. Elas são senhoras de um dos últimos refúgios das florestas originais, uma ilha verde a meio caminho entre Rio e São Paulo, as duas maiores metrópoles do Brasil, a menos de 200 quilômetros das multidões do Centro Carioca.
Mergulhada em bruma e dominada pelo verde-escuro das árvores gigantes da Mata Atlântica em glória, a floresta nas redondezas do abandonado Hotel Simon, na chamada parte baixa do Parque Nacional do Itatiaia, leva a fama de assombrada. As onças tiveram o reinado comprovado por um estudo com armadilhas fotográficas. E não só na mata que pouco a pouco engole o velho hotel, mas em todo parque.
O Parque, a despeito da pressão da caça ilegal, oferece uma diversidade de animais, como catetos (porcos-do-mato), pacas e tatus, todos no cardápio do felino. Uma boa notícia sobre o estado de conservação do parque, o mais antigo do Brasil e, possivelmente, onde está a mais rica fauna de mamíferos do Estado do Rio.
O nome leão-da-montanha, mais comum nos Estados Unidos do que no Brasil para o Puma Concolor (Suçuarana), é perfeito para as onças do parque. As florestas sobem por encostas íngremes e os dotes de "escaladora" da espécie explicam muito do seu sucesso em caçadas.
É um privilégio, encontrar um casal de leões-da-montanha na neve num país tropical é uma experiência para poucos habitantes da Terra, como foi um relato de guias experientes da região nas Agulhas Negras em 1985, no Abrigo Massena, uma construção de apoio a trilheiros.
A onça, sempre que pode, evita o ser humano. Mas usa as trilhas para caçar. 
É mais fácil perseguir presas rápidas ali do que na mata fechada. Por isso, as onças parecem realmente gostar das trilhas, segundo pesquisadores. Elas se acostumaram e adaptaram aos caminhos humanos, e já foram visto uma onça com dois filhotes na trilha. No atual estágio de conhecimento, não é possível dizer se elas se tornaram mais comum agora, em fuga de áreas mais impactadas pelo homem, ou se sempre foram frequentes. O que sabemos é que é um animal magnífico que precisa da nossa proteção.

Armadilhas

Armadilha de laço ou “snare trap”; há vários feitios e muitos modos e jeitos de armá-la.
Primeiramente você deve procurar o local, que deve estar a uns 10 a 15 metros da barraca ou acampamento, longe da fogueira, e meio descampado; este tipo de armadilha não fica exatamente dentro da mata.
Depois, importante é o horário, deve ser a tardinha, porquê este animais só se desentocam à noite, com exceção do lagarto que ataca durante o dia, e mesmo assim a armadilha para este é diferente, munida de anzol, só com ovo cozido inteiro ou tomate, devendo ter o cuidado com gatos ou cachorros de moradores ribeirinhos, como já aconteceu certa vez.

A isca? vai de tudo! arroz, macarrão, ovo, tomate, resto de comida em geral.. mas não muito. 
A vara; corte um pedaço de galho de árvore, forte e flexível, meio verde, de 2 a 3 metros de comprimento, enterre muito bem no chão. 
Um cordão ou fio forte e maleável de 2 metros e faça um laço como da foto, amarre-o bem no final da vara e teste o tamanho até que chegue a armadilha que você vai armar. 
Veja na ilustração, ela mede + ou – 35cm largura, 35cm altura, 50cm comprimento.
É toda em gravetos ou bambus cortados e amarrados com fios ou cordões mais finos. 
Não é difícil de fazer, com uma boa faca é rápido, mas tenha o cuidado de deixar uma só entrada à frente, os lados devem ficar como uma gaiola para o bicho enxergar a comida. Amarre tudo muito bem, para que ela não fique frouxa.
Agora o importante; pegue um pedacinho de madeira ou toco 20/ 25cm comprimento, corte-o bem como a figura; este vai ser o pino do gatilho, amarre-o no fio antes do laço. 
Pegue outro pedaço de madeira, 35cm, para fazer o gatilho de disparo, note, porém que ele fica solto! só vai ficar preso com a tensão da corda com o pino na armadilha. 
Após colocar a isca, puxe a corda com o pino com força, e estique até a armadilha, ajeite com todo cuidado para não disparar. 
Com jeito, você encontra a melhor posição do pino com o gatilho, ajeite o laço na posição da foto, coloque algumas folhas por cima para disfarçá-lo. Está pronto, o animal para alcançar a comida vai ter que enfiar a cabeça e tocar no gatilho; aí já era, não tem erro, morte certa. Prepare a panela!.

Armadilha de laço
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Outro tipo de armadilha muito usada por militares, e por campistas no mundo inteiro, é a mais simples e rápida de fazer; sendo que serve apenas para pequenos animais, como lagartos, etc.
Constitui de você encontrar uma pedra de 4/5kg de formato lascado, e usar apenas dois gravetos, só que um com ponta bem aparada, que com jeito fique apoiado no outro. 
Conforme que com um leve toque ou movimento a pedra caia.
Este tipo de armadilha, além de ser rápida de armar, pode-se fazer várias delas, aumentando consideravelmente as possibilidades de pegar uma presa. Importante: os animais pressente o cheiro humano, o mais pequeno que for "ele é arisco e não é bobo", então faça o seguinte; quando estiver mexendo a armadilha esfregue bem as mãos em folhas verdes. A isca? qualquer uma.

Agora você deve estar se perguntando; e os peixes? não tem um riacho, uma lagoa, uma pequena cachoeira, um córrego? calma, é claro que tem "e é sempre aconselhável acampar próximo desses lugares, "sempre"; 
Mas se não houver água doce você estará encrencado, então procure de imediato esses lugares, porquê é imprescindível para sua sobrevivência no geral.
Neste tipo de ecossistema, como um pequeno riacho, é sempre possível pescar algum peixinho ou camarão. 
Não estou dizendo que seja a beira de um grande rio, que pode haver várias espécies de peixes bem maiores; como o Robalo, Tucunaré, Dourado, Piraputanga, Tambaqui, Truta, Pescada, etc.. 
Mas esse não é o nosso caso no momento. 
Leia mais.. Um bom lazer no acampamento sobre pesca, vôlei, mergulho, etc.

Lambari - É a designação vulgar de várias espécies de peixes do gênero Astyanax, família Characidae, comum nos rios, lagoas, córregos e represas do Brasil.
Seu tamanho médio é entre os 10 e os 15 centímetros de comprimento, possuindo um corpo prateado e nadadeiras com cores que variam conforme as espécies, sendo mais comuns os tons de amarelo, vermelho e preto.. São considerados como uma iguaria e também são utilizados como iscas na pesca de peixes maiores. 
Obs: existe também as Tilápias que são um pouco maiores.

Espécies de Lambaris e Tilápia.


Existe dois métodos de pegá-los: no caniço com minúsculas iscas ou na armadilha de garrafa.
O primeiro é dificílimo (só para experts) ou pescadores insistentes, se for o seu caso, parabéns; a isca deve ser minúscula, como larvas, moscas, minhoquinhas, etc..
O segundo é mais fácil, só que vai precisar de um poco de sorte e espera, já que as iscas ficam dentro da garrafa até que eles entrem dentro.

Os dois métodos de pescaria de Lambaris -


Lagostim (ou camarão grande) - É o nome vulgar das espécies menores de crustáceos da subordem Astacidea (à qual também pertencem algumas espécies maiores). 
Também se usa este nome para os camarões de grandes dimensões.

Camarões (Pitus) e Lagostim
Para capturá-los a melhor hora é a tardinha ou ao anoitecer, sem fazer barulho e com uma lanterna, basta apanhá-los com as mãos, mas é melhor um puçá.

O Puça pode ter várias dimensões e métodos particulares de pesca.

A Flora  

Leia mais.. Plantas comestíveis e venenosas frutas e legumes.


ATENÇÃO: NOTA IMPORTANTE - O blog Camping Natural como em todo o seu conteúdo em se tratando e abordando técnicas e táticas de caça e pesca de animais. Não "influencia e nem promove" em qualquer momento à pratica a tais procedimentos, indo de contra a leis de proteção ambiental e proibição em todo território nacional a caça e captura de animais silvestres da nossa fauna. Abordando somente a estas atividades em "casos extremos", em se tratando de sobrevivência do indivíduo ou de sua família  para o seu próprio sustento.

6 comentários:

  1. Olá! Sensacionalismo ou não, acho que não deverias divulgar na internet qualquer tipo de ensinamento que agrida os animais das nossas matas. Quantas pessoas se perdem na mata e chegam ao ponto de ter que matar uma animal para sobreviver? E quantas pessoas têm o prazer de matar uma animal só por divertimento? O blog estava muito legal até chegar nesta postagem.

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    1. Obrigado Tiane, respeito o seu ponto de vista. Volte sempre, e desculpe a demora exagerada (problemas gerais..).

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    2. Oba alguém que pensa como eu. Senti exatamente igual, estava lendo e achando fantástico os ensinamentos, até que cheguei no aspecto de capturar, dominar e exterminar. A filosofia da espécie humana. Não queremos mais a prática de matar animais nem essa filosofia no nosso planeta. Defendemos todas as formas de vida. Mas como todo aspecto negativo pode ter também o positivo, achei bem interessante o esquema das armadilhas para assim poder desmontá-las, caso as encontre nas trilhas. Também podemos pensar em adaptar as proporçõees e faze-las para capturar os caçadores na mata depois expo-los nas sedes dos municipios. Que tal? Caçar animais é coisa que deve ficar nos livros de história da (des)civilizações passadas. Não em manuais atuais. Mas parabéns pelo site e pela postagem.

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    3. É bem interessante e emotivo o desabafo, eu entendo a postura. Mas a realidade e a finalidade é outra completamente diferente. Obrigado, e volte sempre "Anônimo".

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  2. Eu sou do tipo de pessoa que pode nunca ter que usar uma armadilha na vida, mas, caso necessário, é melhor saber como fazê-lo!
    Vejam bem, sou totalmente contra os maustratos com os animais, contudo, em uma situação de sobrevivência, acredito que vou procurar uma fonte de alimentação natural.
    O nosso planeta foi feito assim: A caça e o caçador. A fome e a desnutrição não perdoam a ninguém.
    O criador do blog esta de parabéns.

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    1. Valeu Demosthenes pelo reconhecimento. Volte sempre, e desculpe a grande demora em respondê-lo (problemas).

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