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24.7.16

Pesca submarina

Vamos caçar debaixo d'água?

Milhões de aficionados, quase dez mil dos quais no Brasil, têm um só pensamento para as férias e os fins-de-semana: acampar e mergulhar em água claras e pegar seu almoço, ou querem ainda lutar para a conquista do troféu, "o peixe", numa demonstração de força, astúcia, vontade de vencer e superar-se, na batalha em que só alcança a vitória quem tiver paciência, pois a impetuosidade juvenil geralmente mergulha lado a lado com a morte.

Para quem nunca mergulhou, o caçador submarino pode ser um homem que enfrenta com temeridade os perigos do mar para gozar seu hobby preferido.
Entretanto,  para quem colocou a máscara e deu uma "espiada" nesse mundo diferente, tudo muda de figura, e todas as outras formas de entretenimento se tornam insípidas.
Na verdade, o grande problema para os caçadores das profundezas não é somente esquecer o mundo lá fora, mas esquecer-se mesmo de voltar para cima e para a vida.
Se, na luta com um peixe astuto, manhoso, além dos 20 metros, o caçador fica sem sua reserva de ar e "apaga", sem ter tempo de ganhar a superfície, sua capacidade de juízo estanca e a beleza circundante vence, prendendo o caçador para sempre.
Afinal, a caça submarina é ou não um esporte perigoso? Como deve ser praticada, e por quem? Existem barreiras aquáticas para o homem? E o tubarão, a moréia, os peixes elétricos ou as águas-vivas? Como se tornar um bom caçador? Perguntas  como estas são formuladas pelos leigos à vista de um homem mergulhando com seus apetrechos ou diante de fotografias subaquáticas. Num ponto, todos os fisiologistas do mergulho concordam: o preconceito da idade deve ser abolido, uma vez que a capacidade física responde por 50% do êxito, ficando os outros 50% por conta da técnica. Aí, até a história ou as histórias conhecidas desse esporte são importantes para a sobrevivência e para fazer campeões.

Calma e saúde emocional

O que menos interessa na caça submarina ou no mergulho é a agressividade jovem, mas sim a calma e a saúde emocional, que conduzem ao bom senso. Isto raramente existe antes dos 15 anos, sendo encontrado em nível ideal após os 30, quando o homem chega a maturidade completa. Em mergulho, não há idade-limite. Alguns começam aos 40 anos, e até 60, e caem na água com eficiência fantástica.
Acontece assim, porque homens desses sabem calcular, observar suas reações, e dosar a própria eficiência a cada mergulho, fazendo o estritamente necessário e da maneira ideal. Depois, dominam a técnica do mergulho com seus dois fatores principais: tempo e profundidade.
O primeiro é diretamente proporcional ao oxigênio que se tem circulando no sangue. Por isso, é normal um bom mergulhador ficar de dois a quatro minutos sem respirar (os recordistas chegam a ficar de seis a dez), dependendo da oxigenação feita artificialmente e do esfôrço físico empregado a seguir, uma vez que trabalho consome oxigênio. Para uma perfeita oxigenação, basta resfolegar e respirar profundamente, de maneira alternada, empregando-se o diafragma (barriga). Esse processo é tão simples e perfeito que, se alguém sem experiência o fizer agora, poderá quase desmaiar por excesso de oxigênio.

Mergulhando a 60 metros

No tocante à profundidade, quanto mais se desce, mais aumenta a pressão, a qual comprime dolorosamente a membrana do tímpano, sendo necessário o emprego de processos visando a igualar a pressão interna à externa. Obtém-se isto com ar forçado através da trompa de Eustáquio (canal que liga o ouvido interno à garganta), a fim de que o tímpano volte à forma primitiva. Para alguns será  suficiente engolir em seco ou a saliva, ou ainda apertar as mandíbulas e movimentá-las lateralmente. Ma, para a maioria, a solução consiste em fechar as narinas com os dedos e forçar o ar dos pulmões a passar pela trompa de Eustáquio.

O domínio desses fatores conduz a feitos fantásticos, como os dos pescadores de pérolas do Sul do Pacífico, que mergulham a 40 metros, para colher ostras, dezenas de vezes ao dia. Ou, ainda, a uma sucessão de recordes mundiais de mergulho livre, atualmente além dos 70 metros.
E onde entra a natação no auxílio ao mergulhador? Campeões de piscina confessam que tiveram certa facilidade em aprender a mergulhar, mas lembram que "ser um campeão não é necessário, e sim ter certa aquacidade, ou seja, aprender a controlar o corpo e a respiração  dentro d'água. Mas a resistência e o treino permanente são importantes, sobretudo quando o imprevisto de uma corrente marinha nos apanha com todo o equipamento.
Não somente o domínio da técnica e a resistência funcionam. Torna-se preciso um perfeito equipamento de mergulho. De preferência completo. E saber usá-lo dentro e fora d'água, pois o principal é aprender primeiro e apreciar depois. Então, nadar com os monstros do mar será mais seguro do que dirigir num trânsito.

O crescimento da caça submarina está diretamente ligado à história do aperfeiçoamento das máscaras de mergulho, pés-de-pato e demais acessórios de segurança. Há milênios, os polinésios usavam como óculos dois canudos de bambu, nos quais o ar servia de lente. Só podiam funcionar quando se olhava para baixo, única posição em que a bolha de ar não escapava. Ao mesmo tempo em que se inventava uma lente de escama de tartaruga polida, aparecia o pé-de-pato: nada mais que folhas de palmeiras amarradas nos pés. Como armas, simples lanças (potiás) que funcionavam pelo extraordinário instinto de caça dos polinésios, pois para eles o peixe se constitui no principal meio de sobrevivência.

Como esporte, a caça submarina tem muitos padrinhos. Franceses, italianos e japoneses a introduziram entre nós e aperfeiçoaram o equipamento paulatinamente, à custa de acidentes fatais. O grande surto veio após a II Guerra Mundial, quando o mergulho se tornou arma de destruição de portos e navios, graças ao aparecimento de máscaras inteiriças, que tampavam inclusive o nariz (em substituição aos óculos simples), roupas isolantes e a maravilha do "aqualung", permitindo a respiração debaixo d'água. Em 1970, os equipamentos padrões de primeira qualidade são à prova de acidentes.


Equipamentos:
Máscara - Faz-se essencial uma de boa qualidade para condições de visibilidade. Como elas variam de tamanho e desenho, cada qual deve escolher um tipo que atenda ao formato de seu rosto e que não deixe entrar água. Para testá-la, coloque-a no seco e aspire: deve ficar firmemente presa ao rosto.
Snorkel - Para eliminar o esforço de se virar a cabeça na tomada de ar, possibilitando ao mergulhador observar melhor a presa e poupar esforço para a caça. Os melhores tubos são de neoprene, e basta um sopro forte para tirar a água, após um mergulho.
Nadadeiras - As melhores são de calcanhar inteiriço. Preste atenção na numeração, que não é a mesma dos calçados.

Com este equipamento o iniciante deve começar a praticar numa piscina ou mar calmo, treinando respiração e controle. Os cobras recomendam, sempre que possível, fazer o teste de capacidade: jogar todo o equipamento no fundo de uma piscina; mergulhar e colocar pé-de-pato, tubo e a máscara cheia d'água; para deixá-la livre e com ar, virar a cabeça para cima, horizontalmente, e expulsar a água com o ar dos pulmões. Porque isto? A perda da máscara numa arrebentação ou em acidente no fundo do mar pode causar problemas, pela obstrução da visão, já que nossos olhos não compensam a pouca refração da luz na água, razão pela qual, sem máscara, tudo parece turvo.
Depois de uma  série de mergulhos, sempre em companhia de um instrutor experiente, se a temperatura da água estiver abaixo de 19 graus centígrados, uma roupa neoprene será imprescindível, porque a água, perfeito agente resfriador, absorve o calor do corpo humano com grande rapidez, provocando tremedeiras e obrigando o caçador a sair para terra.
Hoje, os mergulhadores podem escolher vários tipos de roupas das chamadas molhadas, isto é, que permitem a infiltração de água junto à pele, em pequeníssimas quantidades, ao mesmo tempo em que as minúsculas bolsas de ar, em cada partícula do neoprene, isolam a água junto ao corpo da água do próprio mar.

Como escolher a roupa

Para os praticantes da caça submarina convém ser uma roupa especial, isto é, interior de célula aberta e exterior revestido a nylon. Deve ser composta por duas partes, as calças, que vão até aos ombros, e o casaco, que inclui o "capuz". Ainda que atualmente todos as roupas são boas, há no mercado outras melhores e mais sofisticadas.
Além disso deve ser colado, sem que as costuras atravessem de um lado ao outro. Deve ser aderente, e por isso ter em atenção a roupas "revestidas a titânio", pois embora aparentemente mais quentes, perdem na aderência interior, e isso permite uma maior circulação de água. Ela deve ser justa mas não apertada, isto é, deve estar bem "aconchegada" mas ao mesmo tempo permitir a nossa movimentação.
Ainda se deve ter em conta de ter ou não reforços, para carregar a arma (no peito), e para proteção (nos joelhos e cotovelos e se possível na zona das nádegas).
Ainda em relação deve ter-se em atenção o sistema de "engate" do casaco com as calças, que deve ser composto por um ou dois "machos" e a/s respectiva/s fêmea/s.

Dependendo do tipo de caça que predominantemente se pratique, deve possuir uma roupa adequada. Assim, para quem caça junto à costa (rochas, buracos) a roupa deve ser  revestida por fora com nylon apropriado. Para quem pratica a caça no azul a roupa deve ser lisa por fora pois o atrito é menor, no entanto é mais vulnerável à abrasão. Quanto à camuflagem, há para todos os gostos.
A água infiltrada adquire a temperatura do nadador, 36 graus, e se mantém aquecida pelo isolamento. Com isto, pode-se mergulhar, até por horas no gelo, utilizando-se as roupas de 1/4 de polegada de espessura. Para temperaturas inferiores a 16 graus, usam-se as de 3/16 de polegada. Nas costas brasileiras, as de 1/8 de polegada ou só a camisa.
Adquirido também um cinto de chumbo entre 3 e 7 quilos, para compensar a flutuabilidade da roupa isolante (para saber o peso certo, enrola-se a roupa com o peso e variando-os até que ela permaneça em equilíbrio numa banheira com água), o mergulhador está pronto para escolher sua arma de caça e ataque. "Ataque"? - perguntam alguns. "Sim" - respondem os bons no assunto -, "porque os peixes são como cachorros. Mordem quando lhes pisam o rabo".

A arma

O modelo: 
Modelo Baby: para caçar em buracos
Modelo 75: para caçar em buracos e "redondezas"
Modelo 90: para caçar em buracos longos e água livre 
Modelo 100: para caçar em água livre
Modelo 110 e maiores: para caçar em mares pelágicos
Uma das partes importantes na escolha da arma é de ser aerodinâmica e possuir um punho ergonômico. Necessita de possuir o apoio de carga, o que vai facilitar as manobras. A qualidade dos elásticos e a força é um fator a ter em conta, tal como a ogiva, que deve ser resistente (nunca opte pelas que são de "fio de arame").
O carretel, peça esta que pode ser adquirida posteriormente, ajudará a caçar em buracos, mas a profundidade considerável (mais que o comprimento do arpão com fio e arma incluído) isto é, a partir dos seus 4-5 metros.
O carretel é útil pois permite subir à superfície com a arma na mão deixando o arpão no buraco, permitindo também dar linha o que cansa as presas grandes.
Para quem inicia recomenda-se uma arma 75 cm, que é uma arma polivalente, e não sofre tanto nas rochas como uma de 90 cm.

É fácil conseguir arma submarina no Brasil. Exportamos para a Europa e a América do Sul, competindo no mercado mundial com as melhores desde a década de 50, quando começamos com a famosa coca-cola, poderosa por sua força originada pela propulsão de gás comprimido. Seu defeito residia em o gás sair a cada tiro, espantando os peixes. Existem atualmente as de mola e de elástico. Para caça pequena funcionam, mas os especialistas aconselham a compra das de ar comprimido, pois nelas o ar permanece num sistema fechado e aciona um pistão retrátil a cada tiro.
Após dar uns tiros na areia, para conhecer a pontaria de sua arma, que deve ser armada sempre dentro d'água, já que um arpão pode alcançar cem metros ao ar livre, o caçador se acha pronto para a busca da presa. Neste ponto, os profissionais têm a vantagem de poder usar o "aqualung" (aparelho autônomo de respiração), que revolucionou as pesquisas, a exploração e a fotografia submarinas, apesar de necessitar de cautelas especiais para profundidades além de 12 metros. Como permite ao caçador perseguir o peixe pelo tempo que quiser, quase todos os países lhe proíbem o uso, e em competição esportiva é assunto fora de cogitação sobretudo no Brasil.

Escolhendo o peso

Os pesos embora incômodos são fundamentais para que se consiga afundar.  Assim,  tendo em conta que existem diferentes tipos de chumbo (de 1 kg, 2 Kg, de colocar na cintura,  nos tornozelos, nas costas...), existe uma regra que diz que para cada 10 Kg de peso do nosso corpo devemos pôr um quilo de chumbo no cinto. Além disto devemos juntar mais um para compensar a flutuabilidade da roupa. Estes valores são os indicados pelas regras.  Atenção que para quem usa meias e luvas de neoprene e roupa de 5 mm de espessura, precisa de mais um quilo no cinto, quilo este que não é obrigatório mas ajudará em muito a tarefa de descida.

A faca

Esta parte do equipamento não requer muito cuidado, no entanto deve ter atenção a algumas especificidades, de modo a evitar gastos num utensílio que pode acabar por não ter a utilidade que devia. Assim, a faca deve ser pontiaguda, de lâmina de um lado e serrilha de outro. Se possível  deve ter também um corta cabos. O material da lâmina deve ser de inox série de mar AISI 316. Atenção que qualquer faca que não seja de titânio enferruja. Assim para evitar que isto aconteça, quando sair da água do mar, lave a faca com água doce, se possível com sabão. Já em casa, um pouco de spray anti-corrosivo também não faz mal nenhum. Importante dizer que as facas de titânio embora não enferrujem, não conseguem ter um corte tão afiado como as de aço inox. Talvez seja importante ter em conta com o sistema de encaixe da faca, que deve ter uma espécie de "o-ring" para evitar que a faca se desprenda acidentalmente. As facas que são de de encaixe fácil (carrega e solta) é bom evitar, pois o simples toque de uma perna na outra pode ser suficiente para perder a faca.

Snorkel (tubo)

O snorkel é uma peça fundamental no equipamento de pesca submarina. O indicado é o mais simples possível, sem válvulas, sem sistemas "do futuro" de prevenção de entrada de água, etc. Assim, o tubo deve ser flexível (material que permite dobrar), não deve ter um diâmetro nem grande nem pequeno demais, nem ser demasiadamente curto ou comprido. O diâmetro interior deve ter entre 1,7 e 2 cm, e o comprimento do tubo deve ser, no fim de posto na boca e ligeiramente inclinado para trás, entre 7 e 12 cm mais saliente que a cabeça.

A máscara

A Máscara, como um elemento imprescindível deve ser confeccionada em material confortável e por isso aconselha-se que seja em silicone a parte que está em contato com o rosto.
A máscara certa adapta-se ao rosto de cada um, para se assegurar que tal aconteça deve-a segurar no rosto bastando para isso que inspire. Se a máscara se adapta ao rosto e não cai quando inspira, passe ao passo seguinte, que é colocá-la corretamente no rosto e ajusta-la á sua medida. Gesticule, mexa a boca, os maxilares, se não sentir dor por cima do lábio ou no topo do nariz, e nem em qualquer outro local, então essa máscara é boa para você.
Considerando o tipo de caça que vai fazer, a máscara deve adaptar-se. Assim, se não pretende caçar fundo, uma máscara com grande campo de visão será melhor, pois permitirá uma melhor visibilidade. Para quem pretende ir mais fundo uma máscara de volume interno reduzido é melhor pois quando se desce não se sente tanto o efeito de sucção, no entanto perde-se na visibilidade.

Nadadeiras

Para a caça submarina são necessárias nadadeiras grandes (1 m), o que difere de umas das outras é a rigidez e o material. Quem quer iniciar e não sabe qual deve comprar, escolha uma com dureza intermediária, pois são polivalentes e por isso dispensam investimentos imediatos. As nadadeiras devem ter pala substituível e devem ser de borracha mais macia na ponta do pé e na zona do tornozelo. Importante ainda que as nadadeiras devem ser de calçar, e não de enfiar como botas (com fivela).
As nadadeiras devem ser justas mas não podem apertar demasiadamente no pé, sob pena de atormentar o caçador durante toda a caçada, podendo provocar cãimbras.























O tubarão visto de perto

Então, o futuro esportista deve contar com seus próprios meios e conhecer os riscos de uma caçada na qual o primeiro obstáculo é o tubarão. Embora ele conte com habilidades incríveis para localizar alimentos e digerí-los, os caçadores do Brasil não precisam temê-lo. Pelo menos, quanto às estatísticas: nunca nenhum caçador foi mortalmente ferido por um tubarão (mas ataques a banhistas com mortes tem sido reportados, principalmente nas praias da região nordeste, e isto tem que ser estudado). As espécies mais perigosas que atacam sem ser molestados são: O Cabeça Chata, o Tigre e o Tubarão Branco, nessa ordem.
Um grande Tubarão Branco - não devemos facilitar com ele

Alguns explicam o fato de alguns, não atacarem, por viverem sempre bem alimentados em nossas costas, só apresentando perigo quando mal-arpoado, como acontece com uma barracuda e uma enchova.
Como a caça submarina "tem todos os problemas da caça no mato", o primeiro deles consiste em localizar a presa. Então, olhos atentos têm de descobrir a caça onde ela costuma estar, já que a maioria se mimetiza, isto é, torna-se de cor que a disfarce de acordo com o local em que se encontre.

Cada peixe com seu uso

Cada peixe tem sua reação. Um olho-de-boi difere da garoupa: ao ser arpoado, vai para o largo e não mergulha em toca. Um sargo dá três ou quatro segundos dentro da toca antes de sair em disparada. Para pegá-lo, deve-se entrar rapidamente e disparar. Ainda a garoupa: costuma mexer os olhos antes de fugir. Quanto ao badejo, é preciso esperar sua aproximação, ao contrário do que acontece com o olhete, o xaréu, o bijupirá, que têm de ser caçados à base de perseguição rápida. Contra um bonito, torna-se essencial a boa pontaria, pois êle é veloz e não fica parado. Já um mero é bobo e espera tranquilamente em sua toca. Logo, porém, que é arpoado, o pescador corre o risco de ser atropelado na última, louca e cega arremetida do peixe ferido.
Mesmo conhecendo todos os macetes, alguns experimentados caçadores andam preocupados com um fenômeno dos anos recentes: a invasão das mulheres num esporte antes considerado masculino. Revelando a muitos que as mulheres são mais bem dotadas para o esporte, principalmente na resistência a temperaturas baixas.


Os perigos lá embaixo

Em relação ao meio ambiente, um pescador submarino por mergulho poderia passar pelos seguintes perigos:
- Traumatismo contra pedras, em zonas de arrebentação.
- Contato com seres marinhos, que se poderiam classificar em:
1 - Seres que produzem ferimentos por ataque - orca, tubarão. Por defesa - barracuda, moréia, polvo, enchova, cavala, etc.
2 - Seres que causam empeçonhamento por defesa - serpentes marinhas, peixes venenosos.
3 - Seres que causam reações alérgicas com/ ou inflamações - Por contato - medusa, água-viva, caravela, etc. - Por ferimento - ouriço-do-mar, corais, arraias, mariscos, crustáceos..
Descrição
Orca - É extremamente voraz e ataca o que encontra. No Brasil, parece que apareceram somente uma vez, junto a Ilha Rasa (RJ). Avistando-a, não brinque e saia de perto.
Tubarão - Não se deve brincar com ele. São imprevisíveis, alguns dos acidentes conhecidos falam de nadadeiras comidas ou de fieiras de peixes levadas do corpo do pescador, além de ataques mortais.
Barracuda - Só é perigosa quando arpoada. Apesar disso, não tente afastá-la com a ponta do arpão, pois costuma morde-lo; e, nisso, pode enganar-se e atingir o caçador.
Moréia - Vive em toca, sendo bastante feroz. Se um peixe é arpoado nas proximidades, ela chega a comê-lo ainda vivo. O perigo são seus dentes caninos.
Polvos - No Brasil, são pequenos e só produzem pequenas lesões por sucção da ventosas. Sua tinta afeta os peixes inimigos, mas não o homem.
Enchovas, cavalas e peixes de corrida - Possuem dentes afiados e o perigo está em tirá-los do arpão. Sua mordida pode ser séria.
Peixes venenosos - Esses peixes possuem peçonha nos espinhos. Mimetizam-se de maneira perfeita junto ao fundo. Deve-se sempre olhar antes de colocar a mão. Cuidado com o peixe-pedra.
Medusas - A caravela é a mais perigosa. Seu contato com a pele do caçador - dependendo da extensão - pode até produzir choque, edema de glote e morte. Mantenha distância.
Os Ferimentos - Ferimentos causados pelos ouriços-do-mar, corais, mariscos, crustáceos, etc., normalmente inflamam, além de doerem e causarem coceira. Não deixe ficar fragmentos dentro da pele, pois a inflamação terá maiores consequências.

Dicas 

1 - Nunca mergulhe sozinho, seja prudente.
2 - Entre no mar de costas. Se o corpo estiver muito quente, refresque-se um pouco antes de descer.
3 - Cuidado ao apoiar pés, joelhos, cotovelos ou mãos. Não enfie o rosto ou qualquer parte do corpo em buracos ou fendas.
4 - Escolha áreas próximas a emissários, píeres, lajes e recifes, mais visitadas por peixes em busca de comida.
5 - Não há limitação física ao mergulho (existem cursos também para deficientes físicos), mas antes do “batismo” é conveniente consultar um otorrinolaringologista e, no caso de pessoas de mais idade, um cardiologista.
6 - Cuidado com o ouriço-do-mar, que fica incrustado nas pedras e no solo, seus espinhos atravessam até sola de nadadeiras! os mais perigosos são os pardos e pretos.
7 - Não toque nos corais. Os recifes são bastante frágeis e demoram muito para crescer, além disso existem espécies venenosas.

Os locais
A Ilha das Cagarras (Estado do Rio) que, juntamente com a Bela, São Sebastião, Cabo Frio e perto de 200 ilhas nas cercanias de Angra dos Reis, são considerados os paraísos brasileiros para a caça submarina. Fernando de Noronha, Trindade e Martins Vaz conservam-se praticamente virgens e com fabulosas reservas de peixes, o que não ocorre nas baías e desembocaduras de rios, por motivos da poluição.

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