A finalidade aqui é exatamente ajudar você a se cuidar, porque os problemas
aparecem e são muitos, mas com o mínimo de conhecimento e planejamento, fica
fácil resolvê-los.
O Campista Veterano
Vida ao ar livre -
O acampamento selvagem é o auge da vida de um campista. O
contato com a natureza é imprescindível, já que se afastar da cidade e entrar em contato com as dádivas naturais
traz saúde e felicidade.
Excursionar - Faz o campista selvagem encontrar novos lugares,
descobrindo novas vidas. A aventura tornando-o mais forte e rijo. Com um
sorriso no rosto, enfrenta de peito aberto as intempéries.
Mas para acampar e fazer excursões tem que haver uma preparação,
conhecimento de técnicas que possibilitem a vivência nas condições mais
adversas.
Conhecimento sobre a natureza - Observar a natureza é complexa
mas, ela pode trazer grandes benefícios; A sobrevivência de um organismo
depende da sobrevivência de um outro.
Observar os pássaros, seguir rastros, é uma maneira divertida para saber
mais sobre os animais, levando a pessoa a um alto nível de observação;
assim como observar pessoas.
É um pouco constrangedor um campista veterano de vários anos não reparar
em algo e outra pessoa mostrar-lhe.
"É comum (por experiência própria) ao campista veterano; saber se vai
chover, vai fazer sol amanhã, vai cair um temporal.. Aprendendo com os
animais e o que a própria natureza dita".
Mas isso leva tempo, sensibilidade, treino e paciência.
Salvando vidas - O campista tem que estar preparado para
salvar vidas, para isso não basta ler livros, tem que praticar e sentir-se
preparado para tal, esse é dos motivos para o lema:
Be Prepared
(lema de escoteiro Estar preparado), estar preparado para qualquer
situação e agir com frieza e saber o que está fazendo.
Resistência
- O campista acostumado em acampamentos selvagens, tem que estar com o
corpo preparado para os desafios, para isso ele deve manter um excelente
condicionamento físico, ter resistência para aguentar noites no frio, já
que muitas vezes dormirá ao ar livre, assim como passar "dias sem
comer".
Acampamento no meio da neve (claro, essa não é a nossa praia)
Programe-se - Acampar é uma atividade que envolve outras atividades, mantendo-se
dentro do seu programa de desenvolvimento, durante o acampamento escalone
o tempo; fazer fogo, aconselhar alguém, consertar barraca, lista de
mantimentos, falta de ferramentas, explorar outras regiões, e muitas
outras atividades.
Que são para o desenvolvimento "terápico ocupacional e reflexivo" uma
chave para um ótimo acampamento.
Acampamento não é somente uma versão expandida das atividades normais,
são atividades que oferecem contato com a natureza, desenvolvimento
da observação.
Sobrevivência na Selva - Mata Selvagem
A vida selvagem - Pode ser encontrada em todos os ecossistemas: desertos, florestas
tropicais, planícies e outras áreas — incluindo as cidades mais
desenvolvidas — todas têm formas distintas de vida selvagem.
Embora na cultura popular a expressão geralmente se refira a animais
intocados pela presença humana, a maioria dos cientistas concordam que a
vida selvagem ao redor do globo sofre, de um modo ou de outro, o impacto
das atividades humanas.
Historicamente; os seres humanos buscaram separar a civilização da vida
selvagem de uma série de maneiras, incluindo os aspectos; legal, social e
moral.
Isto tem sido tema de debate através de toda história registrada,
particularmente por meio da literatura.
As religiões têm declarado com frequência que certos animais são sagrados
e em épocas recentes, a preocupação com o meio ambiente e a exploração da
vida selvagem para benefício humano ou entretenimento tem provocado
protestos por parte de ativistas.
Naturalismo
Não confundir com "naturismo" ou com filosofia naturalista; é uma escola literária conhecida por ser a
radicalização do Realismo, baseando-se na observação fiel da realidade e
na experiência, mostrando que o indivíduo é determinado pelo ambiente e
pela hereditariedade.
A escola esboçou o que se pode declarar como os primeiros passos do
pensamento teórico evolucionista de Charles Darwin.
O naturalismo como forma de conceber o universo constitui um dos
pilares da ciência moderna, sendo alvo de considerações também de ordem
filosófica.
Treinamentos - Existe treinamentos especiais para sobrevivência na selva,
principalmente para encarar um panorama como este:
Dentre os treinamentos que se realizam nas Forças Armadas está o de
sobrevivência na selva.
Este treinamento consiste de práticas não habituais, como encontrar água
em locais improváveis, fazer fogo sem recursos artificiais e adquirir
alimento apenas da natureza.
Uma vez treinados, os militares são expostos a situações nas quais
praticam seus conhecimentos, entrando em áreas naturais e simulando
eventuais desastres.
Centro de Instrução de Guerra na Selva - (C I G S) também
conhecido como Centro Coronel Jorge Teixeira, é uma organização militar
sediada em Manaus, destinada a qualificar militares líderes de pequenas
frações, como guerreiros da selva, combatentes aptos a cumprir missões, de
natureza militar, nas áreas mais inóspitas da Floresta Amazônica
brasileira.
Seu nome é uma homenagem ao precursor do Centro, que se tornaria seu
primeiro comandante, mais conhecido como "Teixeirão".
Uma das barracas de sobrevivência no meio da selva (repare que
levaram um botijão de gás doméstico!)
São ministrados Cursos de Operações na Selva, em três categorias
diferentes, além de estágios destinados a militares e também para
instituições civis. Seu símbolo é a onça-pintada.
Centro de Instrução de Guerra na Selva, se quiser se candidatar….é só
se inscrever….vai encarar!
O Fogo - A Origem
O fogo foi a maior conquista do ser humano na pré-história.
A partir desta conquista o homem aprendeu a utilizar a força do fogo em
seu proveito, extraindo a energia dos materiais da natureza ou moldando a
natureza em seu benefício.
O fogo serviu como proteção aos primeiros hominídeos, afastando os
predadores.
Depois, o fogo começou a ser empregado na caça, usando tochas
rudimentares para assustar a presa, encurralando-a.
Foram inventados vários tipos de tochas, utilizando diversas madeiras e
vários óleos vegetais e animais.
No inverno e em épocas gélidas, o fogo protegeu o ser humano do frio
mortal.
O ser humano pré-histórico também aprendeu a cozinhar os alimentos em
fogueiras, tornando-os mais saborosos e saudáveis, pois o calor matava
muitas bactérias existentes na carne.
Indígena fazendo fogo, ensinando aos pequenos. É difícil, mas se ele
pode, porque não tentar também? Com o tempo e perseverança pega o
jeito.
Fazendo o fogo - Olha a
coisa não é brincadeira, eu tentei dos dois modos, e só consegui depois de
muitas tentativas frustrantes. É claro que eu tinha isqueiro, mas tive que
provar a mim mesmo que conseguiria.
E se por acaso não tiver fósforos? você tem que fazer amigo; mas fica uma
pergunta, e se chover?
1) Caso: É um pouco complicado, porque tem que estar equipado com uma boa
cordinha, e um arco, mesmo assim não é fácil. Dica: coloque grãozinhos de
areia para melhorar o atrito.
2) Caso: Se você tem mãos fortes ou for pedreiro de obras, e muita
habilidade nos movimentos, e muita paciência, pode conseguir. Faça um
teste em casa antes de partir para uma jornada desta. Dica: a mesma do
primeiro caso.
3) Caso: Deve ser o pior; é o do "indígena", entendo por uma espécie de
atrito insistente na mesma direção. Dica: vale observar
a consistência das duas madeiras, uma macia e outra mais dura, até
encontrar o aquecimento desejado.
A rede
A rede de descanso ou rede de dormir é um utensílio doméstico de origem
indígena, que originalmente era feita com cipó e lianas.
Chamadas de hamaka.
Consiste numa espécie de tecido com alças.
Durante o Brasil colônia era muito utilizada para dormir, enterrar os
mortos no meio rural e como meio de transporte, onde os escravos
carregavam os colonos em passeios pela cidade e até em viagens.
É um artefato legado dos indígenas da América do Sul. Teve grande
importância na sociedade brasileira dos primeiros anos do descobrimento e
durante toda a época colonial.
Hoje em dia, as redes são fabricadas de diversas formas e materiais,
desde as mais tradicionais de fio, tecidas em "batelão" (tear) mecânico ou
elétrico, até as feitas a partir de tecido ou de materiais sintéticos como
nylon e outros materiais.
Na região nordeste do Brasil, a rede ainda é muito utilizada para dormir
em substituição à cama, sendo também tradicionalmente utilizada para
descanso em casas de praia (casas de veraneio).
A que eu uso é inseparável, de nylon, ganhei de presente da minha tia de
João Pessoa (PB), é ótima, já acampei sem barraca, só com
ela!.
Pesa só 450 gramas! O segredo é se acostumar com rede, tem gente que
conheço que não se adapta de jeito nenhum.
Uma rede em uma casa de praia
Armando a rede
- Para armar um rede é muito fácil, em um acampamento basta ter duas
árvores próximas uma da outra, uns 3.00mts, e ter dois pedaços bons de
cordas, não precisam ser muito grossas, amarrar as duas pontas em cada
árvore numa altura de mais ou menos 1.50mts, após isso deite-se e veja se
a altura esta boa, levante ou abaixe a altura nas árvores a seu critério,
e pronto.
Esse tamanho da altura, vai depender também do tamanho da rede que você
tem, e é claro, o seu peso.
Dois exemplos de armar rede, se a distancia das árvores for um pouco
grande, é só aumentar a corda que a prende, note que uma das redes é de
nylon.
A Mata Atlântica
Para acampar na Mata Atlântica
- Considerada a quinta área mais ameaçada do planeta, esse sistema
ambiental é, na verdade, um mosaico de ecossistemas diversificados, com
estruturas e interações ecológicas diferentes em cada região.
Por isso é meio complexo de se adentrar mata a dentro sem conhecimento
específico.
Infelizmente só restam hoje 7% de sua área original, preservados graças a
presença da Serra do Mar, que funciona como obstáculo à ação humana.
Então, quando for acampar em alguma parte desse paraíso ecológico, pense
bem, reflita, e veja se não dói se deparar com alguma coisa
devastada.
Você tem que ficar ciente que muitos dos animais brasileiros ameaçados de
extinção vivem nesta mata; isto quer dizer, você está lá, não está vendo
nada, mas eles estão e, estão te vendo.
A Fauna
Como consequência das alterações pela qual passou nos últimos 400 anos, e
a falta de conexão com outras florestas, ela não apresenta todos os
animais que caracterizam sítios similares da encosta atlântica da Serra do
Mar. A maior parte da fauna esconde-se do visitante ou tem hábitos
noturnos.
Ocorrem:
- Insetos: aranhas e outros artrópodes diversos.
- Cobras: caninanas, corais, jararaca e jararacuçus.
- Lagartos: calangos, iguanas e teiús.
- Aves: saíras, rendeiras, tangarás, arapongas, beija-flores, juritis,
gaviões, urubus, urus, jacupembas, pombos, gralha azuis, inhambus-chintã e
alguns psitacídeos.
- Mamíferos: sagüis, macacos-prego, cachorros-do-mato, quatis, guaxinins,
gatos-do-mato, pacas, ouriços-coendu, caxinguelês, tapitis, tatus,
tamanduás-mirim e gambás.
Jacutinga – (Pipile jacutinga) é uma ave da família dos cracídeos de ocorrência na Mata Atlântica
no Brasil, mede cerca de 75 cm, alimenta-se de frutos e alguns
invertebrados.
Inhambu Xintã – (Crypturellus tataupa), conhecido ainda no Brasil pelos nomes populares: pé-roxo, bico-de-lacre,
chitão ou chororó; e em inglês "Tataupa tinamou". É uma ave de ampla
distribuição geográfica no Brasil (habitando o nordeste, centro-oeste,
sudeste e sul).
Lagarto Teju (Teiú) – O gênero de répteis Tupinambis, da família Teiidae, é popularmente conhecido como jacuraru, jacuaru, jacuruaru, jacruaru e
caruaru. Compreende os maiores lagartos do Novo Mundo (podem atingir até 2
metros de comprimento) e abrange sete espécies, todas nativas da América
do Sul.
Tatu – Cabassous unicinctus, é conhecido como tatu-de-rabo-mole devido à ausência de cobertura
completa de escudos dérmicos na cauda.
Chega a 34,7 a 44,5 cm de comprimento.
A coloração é castanho-escuro com
bordas amareladas.
É insetívoro e noturno.
A distribuição histórica do tatu-de-rabo-mole é na América do Sul, do
leste da Colômbia, norte da Venezuela e Guianas, até o sul dos estados de
Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, no Brasil. Os “biomas” onde esta
espécie ocorre são a Amazônia, a Caatinga, o Cerrado, a Mata Atlântica e o
Pantanal.
Gambá – (também chamado mucura, na Amazônia e na Região Sul do Brasil,
sarigué, sariguê, saruê ou sarigueia, na Bahia, timbu ou cassaco, de
Pernambuco ao Ceará, micurê, no Mato Grosso e raposa, no Paraná, taibu,
tacaca, saurê ou ticaca) é um mamífero marsupial.
É um dos maiores da família dos didelfídeos. Pertence ao
gênero Didelphis. São onívoros.
Nas cidades, são, frequentemente, atropelados por terem a visão ofuscada
pelos faróis e por terem pouca mobilidade – exceto nas árvores.
Guaiamu - (Cardisoma guanhumi) é um caranguejo da família dos gecarcinídeos. Esse crustáceo pode
ser encontrado deste o Norte até a Região Sudeste do Brasil, quase sempre
em locais entre o manguezal lamacento e a área de transição entre este e a
mata, normalmente em terreno arenoso e úmido.
Proteção; prudência e diligência
Fora esses animais que assinalei, quase a maioria sofre ameaça de
extinção, e alguns deles estão quase extintos, por isso seja prudente ao
se deparar com alguns deles.
Mesmo se for uma cobra venenosa; não a mate, ela não quer atacar você, a
menos que a perturbe, ela se defenderá; então deixe-a seguir o seu
caminho.
Não atire pedras, nem destrua ninhos de pássaros.
Você não está sendo incomodado por eles, é você que os está incomodando,
o habitat é deles, então se acostume com isso e viva em harmonia com o
ecossistema da região.
Mas como em todo caso à sua "exceção"; em se tratando de sobrevivência, e
salvar a sua vida, seja por motivo de alimentação própria ou de terceiros,
ou sua defesa; Infelizmente é preciso agir de maneira
anti-ambientalista.
Atenção: por favor, não estou tentando ofender defensores do meio ambiente, e nem influenciar à prática, métodos e meios nada
ecológicos à natureza; não faço aqui uma alusão à esse tipo de
procedimento.
Pelo contrário, sou um estudioso e pesquisador em biologia, combatente
fervoroso a favor do meio-ambiente e ecossistema da nossa fauna e
flora.
Eu "particularmente" não como carne vermelha, só peixes e aves, mas como
disse antes, eu tenho que abrir uma exceção nesse assunto.
"E para aqueles que criticam tanto; perca um pouquinho de seu precioso
tempo e visite um abatedouro para ver como é bonito, para depois saborear
aquele bife suculento em sua mesa.
Ou comprem em supermercados ou mercados
clandestinos carne de: paca, tatu, jacaré.. existem aos
montes!".
O Brasil é imenso, e se tratando de floretas, a Mata Atlântica (além de
estar bem depredada) é enorme; imagine a Amazônica! e se você se perder
num local como esse e se obstinar-se completamente por carne; você morre.
Sem sensacionalismo!
E antes de continuar lendo sobre o tema "Armadilhas" e se sentir
incomodado(a), é imprescindível ler..
Caça/ Pesca & Sobrevivência e Proteção/ Prudência e Diligência antes de fazer qualquer comentário precoce.
Leia também mais... Como sair do meio do mato se você se perder.
Revelações Flagrantes
Mistérios onde a onça reina
Estudo com armadilhas fotográficas revela flagrantes da vida secreta e
intensa das florestas de neblina do Parque Nacional do Itatiaia.
Onças reinam ali. Elas são senhoras de um dos últimos refúgios das
florestas originais, uma ilha verde a meio caminho entre Rio e São
Paulo, as duas maiores metrópoles do Brasil, a menos de 200 quilômetros
das multidões do Centro Carioca.
Mergulhada em bruma e dominada pelo verde-escuro das árvores gigantes
da Mata Atlântica em glória, a floresta nas redondezas do abandonado
Hotel Simon, na chamada parte baixa do Parque Nacional do Itatiaia, leva
a fama de assombrada.
As onças tiveram o reinado comprovado por um
estudo com armadilhas fotográficas. E não só na mata que pouco a pouco
engole o velho hotel, mas em todo parque.
O Parque, a despeito da pressão da caça ilegal, oferece uma diversidade
de animais, como catetos (porcos-do-mato), pacas e tatus, todos no
cardápio do felino.
Uma boa notícia sobre o estado de conservação do
parque, o mais antigo do Brasil e, possivelmente, onde está a mais rica
fauna de mamíferos do Estado do Rio.
O nome leão-da-montanha, mais comum nos Estados Unidos do que no Brasil
para o Puma Concolor (Suçuarana), é perfeito para as onças do parque. As
florestas sobem por encostas íngremes e os dotes de "escaladora" da
espécie explicam muito do seu sucesso em caçadas.
É um privilégio, encontrar um casal de leões-da-montanha na neve num
país tropical é uma experiência para poucos habitantes da Terra, como
foi um relato de guias experientes da região nas Agulhas Negras em 1985,
no Abrigo Massena, uma construção de apoio a trilheiros.
A onça, sempre que pode, evita o ser humano. Mas usa as trilhas para
caçar.
É mais fácil perseguir presas rápidas ali do que na mata fechada. Por
isso, as onças parecem realmente gostar das trilhas, segundo
pesquisadores.
Elas se acostumaram e adaptaram aos caminhos humanos, e já foram visto
uma onça com dois filhotes na trilha.
No atual estágio de conhecimento, não é possível dizer se elas se
tornaram mais comum agora, em fuga de áreas mais impactadas pelo homem,
ou se sempre foram frequentes. "O que sabemos é que é um animal
magnífico que precisa da nossa proteção".
Armadilhas
Armadilha de laço ou “snare trap”; há vários feitios e muitos modos e
jeitos de armá-la.
Primeiramente você deve procurar o local, que deve estar a uns 10 a 15
metros da barraca ou acampamento, longe da fogueira, e meio descampado;
este tipo de armadilha não fica exatamente dentro da mata.
Depois, importante é o horário, deve ser a tardinha, porquê este
animais só se desentocam à noite, com exceção do lagarto que ataca
durante o dia, e mesmo assim a armadilha para este é diferente, munida
de anzol, só com ovo cozido inteiro ou tomate, devendo ter o cuidado com
gatos ou cachorros de moradores ribeirinhos, como já aconteceu certa
vez.
A isca? vai de tudo! arroz, macarrão, ovo, tomate, resto de comida em
geral.. mas não muito.
A vara; corte um pedaço de galho de árvore, forte e flexível, meio
verde, de 2 a 3 metros de comprimento, enterre muito bem no
chão.
Um cordão ou fio forte e maleável de 2 metros e faça um laço como da
foto, amarre-o bem no final da vara e teste o tamanho até que chegue a
armadilha que você vai armar.
Veja na ilustração abaixo, ela mede + ou – 35cm largura, 35cm altura,
50cm comprimento.
É toda em gravetos ou bambus cortados e amarrados com fios ou cordões
mais finos.
Não é difícil de fazer, com uma boa faca é rápido, mas tenha o cuidado
de deixar uma só entrada à frente, os lados devem ficar como uma gaiola
para o bicho enxergar a comida.
Amarre tudo muito bem, para que ela não
fique frouxa.
Agora o importante; pegue um pedacinho de madeira ou toco 20/ 25cm
comprimento, corte-o bem como a figura; este vai ser o pino do gatilho,
amarre-o no fio antes do laço.
Pegue outro pedaço de madeira, 35cm, para fazer o gatilho de disparo,
note, porém que ele fica solto! só vai ficar preso com a tensão da corda
com o pino na armadilha.
Após colocar a isca, puxe a corda com o pino com força, e estique até a
armadilha, ajeite com todo cuidado para não disparar.
Com jeito, você encontra a melhor posição do pino com o gatilho, ajeite
o laço na posição da foto, coloque algumas folhas por cima para
disfarçá-lo.
Está pronto, o animal para alcançar a comida vai ter que
enfiar a cabeça e tocar no gatilho; aí já era, não tem erro, morte
certa. Prepare a panela!.
Outro tipo de armadilha muito usada por militares, e por campistas no
mundo inteiro, é a mais simples e rápida de fazer; sendo que serve
apenas para pequenos animais, como lagartos, etc.
Constitui de você encontrar uma pedra de 4/5kg de formato lascado, e
usar apenas dois gravetos, só que um com ponta bem aparada, que com
jeito fique apoiado no outro.
Conforme que com um leve toque ou movimento a pedra caia.
Este tipo de armadilha, além de ser rápida de armar, pode-se fazer
várias delas, aumentando consideravelmente as possibilidades de pegar
uma presa. Importante: os animais pressente o cheiro humano, o mais
pequeno que for "ele é arisco e não é bobo", então faça o seguinte;
quando estiver mexendo a armadilha esfregue bem as mãos em folhas
verdes. A isca? qualquer uma.
Agora você deve estar se perguntando; e os peixes? não tem um riacho,
uma lagoa, uma pequena cachoeira, um córrego? calma, é claro que tem "e
é sempre aconselhável acampar próximo desses lugares, "sempre";
Mas se não houver água doce você estará encrencado, então procure de
imediato esses lugares, porquê é imprescindível para sua sobrevivência
no geral.
Neste tipo de ecossistema, como um pequeno riacho, é sempre possível
pescar algum peixinho ou camarão.
Não estou dizendo que seja a beira de um grande rio, que pode haver
várias espécies de peixes bem maiores; como o Robalo, Tucunaré, Dourado,
Piraputanga, Tambaqui, Truta, Pescada, etc..
Mas esse não é o nosso caso no momento.
Leia mais.. Um bom lazer no acampamento sobre pesca, vôlei, mergulho, etc.
Lambari - É a designação vulgar de várias espécies de peixes do
gênero Astyanax, família Characidae, comum nos rios,
lagoas, córregos e represas do Brasil.
Seu tamanho médio é entre os 10 e os 15 centímetros de comprimento,
possuindo um corpo prateado e nadadeiras com cores que variam conforme
as espécies, sendo mais comuns os tons de amarelo, vermelho e preto..
São considerados como uma iguaria e também são utilizados como iscas na
pesca de peixes maiores.
Obs: existe também as Tilápias que são um pouco maiores.
Espécies de Lambaris e Tilápia.
Existe dois métodos de pegá-los: no caniço com minúsculas iscas ou na
armadilha de garrafa.
O primeiro é dificílimo (só para experts) ou pescadores insistentes, se
for o seu caso, parabéns; a isca deve ser minúscula, como larvas,
moscas, minhoquinhas, etc..
O segundo é mais fácil, só que vai precisar de um poco de sorte e
espera, já que as iscas ficam dentro da garrafa até que eles entrem
dentro.
Os dois métodos de pescaria de Lambaris -
Lagostim (ou camarão grande) - É o nome vulgar das espécies
menores de crustáceos da subordem Astacidea
(à qual também pertencem algumas espécies maiores).
Também se usa este nome para os camarões de grandes dimensões.
Camarões (Pitus) e Lagostim
Para capturá-los a melhor hora é a tardinha ou ao anoitecer, sem fazer
barulho e com uma lanterna, basta apanhá-los com as mãos, mas é melhor
um puçá.
O Puça pode ter várias dimensões e métodos particulares de pesca.
A Flora
Leia mais.. Plantas comestíveis e venenosas frutas e legumes.
ATENÇÃO: NOTA IMPORTANTE
- O blog Camping Natural como em todo o seu conteúdo em se tratando e
abordando técnicas e táticas de caça e pesca de animais.
Não
"influencia e nem promove" em qualquer momento à pratica a tais
procedimentos, indo de contra a leis de proteção ambiental e proibição
em todo território nacional a caça e captura de animais silvestres da
nossa fauna.
Abordando somente a estas atividades em "casos extremos",
em se tratando de sobrevivência do indivíduo ou de sua família
para o seu próprio sustento.