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24.7.16

Amazônia/ Manaus

Como chegar - BR-174: o acesso a Manaus só pode ser feito de avião ou de barco (96 h de Belém), pelo Rio Amazonas. A recém-pavimentada BR-174, é uma rodovia longitudinal ligando Manaus a Boa Vista e à Venezuela, passa por Presidente Figueiredo, num total de 974 quilômetros.
Brasil-Manaus-200
Tem como extremos as cidades de Manaus e Pacaraima. É a única ligação de Roraima com o resto do país, sendo sua maior e principal rodovia. Embora iniciada na ditadura militar, a conclusão de seu asfaltamento e sinalização deu-se somente em 1998.
Em seus quase mil quilômetros cruza regiões da Floresta Amazônica e Cerrado, além de grandes campos agrícolas.
 
A rodovia é fechada na reserva indígena Waimiri-Atroari diariamente entre as 18h30 e as 6h do dia seguinte. É recomendável não parar dentro da reserva, pois o seu traçado é ocupado nesse horário por animais selvagens noctívagos e, por índios locais que também costumam ter hábitos noctívagos. Porém, o facto de se poder manter a estrada aberta à noite tem sido alvo de discussão pelos sucessivos governos. As organizações indígenas os afirmam que se trata de uma medida ecologista para preservar os indígenas e animais. Mesmo durante o dia, tem havido muitos atropelamentos de animais no trecho.
Para conhecer a região, serve qualquer época do ano, chove muito  de nov/mai, enchendo os rios e deixando mais bonitas as cachoeiras em Presidente Figueiredo.


Manaus

Capital do Estado; porto fluvial.
◬92 m. Brasília 3 490, Belém 96 horas de navio ou balsa, Boa Vista 785, Belém 1 713 (via fluvial).
Parece uma cidade praiana como qualquer outra do litoral brasileiro. Ponta Negra, sua principal praia, tem a orla repleta de barzinhos, restaurantes, ciclovias, calçadões e quadras, porém banhadas por um "mar" denso e escuro formado pelo Rio Negro.
É a partir dele que se pode conhecer a Floresta Amazônica e o Rio Amazonas, o maior do mundo em volume de água e em extensão.
A cidade é moderna, mas guarda resquícios do apogeu do Ciclo da Borracha em vários prédios no Centro.

O município é o maior destino de turistas na Amazônia e foi o 8° destino brasileiro mais visitado pelos estrangeiros em 2013. Há um significativo número de hotéis de selva em sua região metropolitana, que funcionam também como atrativos turísticos. A região recebeu o prêmio de melhor destino verde da América Latina, concedido em votação feita pelo mercado mundial de turismo, durante a World Travel Market.
Uma das principais atrações turísticas é o Teatro Amazonas, símbolo arquitetônico e cultural datado de 1896 - época áurea da borracha - e Patrimônio Artístico Cultural do estado do Amazonas.
O ecoturismo, também chamado de turismo de natureza, é notadamente explorado. Entre as atrações naturais da cidade, destacam-se: O Encontro das Águas, um fenômeno natural causado pelo encontro das águas barrentas do rio Solimões com as águas escuras do rio Negro, as quais percorrem cerca de seis quilômetros sem se misturarem. Esse fenômeno acontece em decorrência da temperatura e densidade das águas, e, ainda a velocidade de suas correntezas.


Comida típica

Tacacá - Peixes do Rio Amazonas

O pescado é a base da culinária amazonense, que tem influência predominantemente indígena e um pouco portuguesa. Das mais de 2 mil espécies de peixes que habitam as águas dos caudalosos rios amazônicos, cerca de 10 são eleitas para a panela. Os mais apreciados são: o tambaqui, servido assado (principalmente a costela na brasa) ou em caldeiradas; o pirarucu, conhecido como bacalhau brasileiro, devido ao processo de conservação no sal; o tucunaré, também em caldeiradas; e o pequeno jaraqui (um dos mais consumidos pelos nativos), de muitos espinhos e sabor delicado. Os acompanhamentos mais utilizados são: farinha de mandioca como a uareni (amarela e grossa) e a d'água (branca); e tucupi, caldo amargo também extraído da mandioca. Os temperos mais comuns são a pimenta-de-cheiro, o murupi e a pimenta-malagueta. 
Uma caldeirada (prato) de Tacacá

A receita mais elaborada é a do Pirarucu de Casaca: pirarucu seco, corado no forno, com bananas fatiadas e fritas, farinha uareni torrada, ameixas, passas, ovos, azeitonas e temperos variados, distribuídos em camadas.


Parques e reservas

Há importantes parques, reservas ecológicas e espaços públicos no município, com boa parte deles sendo administrada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS), Secretaria de Estado da Cultura (SEC) e Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS).
Destaque para o Jardim Botânico Adolpho Ducke (o maior jardim botânico do mundo), situado na zona norte, é caracterizado por mais de três quilômetros de trilhas, além de inúmeras espécies de animais em extinção, como araras, tucanos, tatus e onças-pintadas, distribuídas em 100 km².
O Parque do Mindu está situado no bairro Parque 10 de Novembro. Possui 40,8 hectares e abriga uma considerável população de Soim-de-coleira - um pequeno símio existente apenas na região de Manaus - além de um orquidário, um canteiro de ervas com propriedades terapêuticas e aromáticas e trilhas suspensas.

O Parque Estadual Sumaúma, é a única Unidade de Conservação (UC) de caráter estadual situada na área urbana do município de Manaus. Localiza-se no bairro Cidade nova e caracteriza-se por ser o menor parque estadual do Amazonas em área, com pouco mais de 52 hectares.


Pousadas na Selva

Hospedagem na selva - Os hotéis e os barcos trabalham com sistema de pacotes mínimos de 2 dias e uma noite, que incluem refeições, roupas de cama e banho e translado; também oferecem atividades como caminhadas na selva, pescaria, focagem de jacarés (noturna) e passeios pelo igarapés, lagos e igapós. As instalações são rústicas e simples. Já as pousadas, algumas são verdadeiros hotéis de luxo.

Acajatuba Jungle Lodge - Lago Acajatuba (afluente do Rio Negro) (mun. de Iranduba), (4 h de barco): 40 ap. com chuveiro frio, bar, ancoradouro.
Aldeia dos Lagos - Estr. para Itapiranga - mun. de Silves: 12 ap. chuveiros frios, bar, ligado à WWF (Word Wild Life Fund), convivência com as comunidades locais, pesca de zagaia nos igapós, piqueniques na selva.
Amazonat Resort - AM-010 - mun. de Itacoatiara: 40 chalés (até 5 pessoas) gel. chuveiro elétrico, bar, vôlei, futebol, ginástica. Para naturistas.
Amazon Ecopark Lodge - Igarapé do Tarumã Açu, 20 km (15' de barco): 20 cabanas com 32 apartamentos, ar, chuveiro elétrico, bar, praia.
Amazon Lodge - Lago do Juma - mun. de Autazes (4h de barco): pousada flutuante na área da floresta, sustentada por troncos de açacu, árvore amazônica muito resistente; com 12 quartos, chuveiro frio.

Amazon Village - Lago do Puraquequara, 60 km (2h de barco): 32 apt. com chuveiro frio.
Apurissawa Lodge - Rio Cuieiras - mun. de Novo Airão (5h30 de barco): 2 bangalôs (em terra), chuveiro elétrico e ventilador, 7 quartos (flutuantes), canoa, caiaque.
Ariaú Jungle Tower - Lago Ariaú - mun. de Iranduba (3h de barco): espalha-se pela entrada de um grande igarapé em área inundada (igapó). O hotel-pousada é formado por torres circulares de madeira sobre copas de árvores e ligadas por meio de passarelas, também suspensas, a cerca de 10 m de altura; 210 apt. com chuveiros frio/ elétrico, ventilador, bar, praia, mirante, museu, heliporto.
Ilha dos Reis (King´s Island) - mun. de S. Gabriel da Cachoeira (3 dias de barco, ou 2h30 de avião, mais 25' de carro e 5' de barco): 14 apt. com chuveiro frio, bar e praia.

Lago Salvador Lodge - Lago Salvador (mun. de Iranduba) (40' de barco): 12 apt. de madeira e alvenaria, com chuveiro frio, ventilador, geladeira, bar, ancoradouro.
Pousada dos Guanavenas - Lago Camaçari (mun. de Silves) (2h45 de carro, mais 1h de barco): 26 quartos, 26 bangalôs, ar, geladeira, chuveiro elétrico, bar, vôlei.

Rain Forest Lodge - Lago Janauacá (Rio Solimões) (4 h de barco): 15 apt. (2 a 4 pessoas), com chuveiro frio, ventilador, bar, futebol, vôlei, heliporto.
Terra Verde - Fazenda São Francisco (mun. de Manacapuru) (2h30 de barco, ou 30' de balsa mais 1h de carro): 5 cabanas, 6 apt. bar.

Parque de Aventuras Ecoforest - na BR-174: área de camping, prática de diversos esportes radicais como tirolesa, paintball, canoagem, arco e flecha, escalada em árvore e trilhas na floresta, à noite, acontece luau na área de camping.

Camping Praia da Lua - Manaus: camping selvagem na praia, pegar lancha na Marina do Davi com destino Praia da Lua, e bom levar todos suprimentos de camping (comidas e bebidas).


Presidente Figueiredo

◬122 m. Manaus 103, Balbina 76, Boa Vista 655.
São 45 cachoeiras catalogadas, 5 corredeiras, 7 cavernas, 5 sítios arqueológicos, grandes áreas de florestas com trilhas demarcadas e o Lago da Hidrelétrica de Balbina, utilizado para a pesca.
Cujas obras e manutenção são responsáveis pela maior catástrofe ambiental da história do Brasil.
Boa parte já oferece infra-estrutura para visitantes, cobrando ingresso.
O município tem apenas 16 anos e vive da extração de vários minérios, principalmente cassiterita, da agricultura e começa a despontar para o turismo.

Presidente Figueiredo despontou para o turismo ecológico em razão de sua fartura de águas, selva, recursos naturais, cavernas e cachoeiras.
São mais de cem quedas d'água no município, muitas delas exploradas economicamente através do ecoturismo. É existente na área urbana e rural uma razoável infraestrutura turística em expansão. 
Camping Cachoeira da Porteira - AM-240, Estr. de Balbina, Porteira: grande área para camping.

Cachoeira dos Índios - Camping do Herman - AM-240 Estr. de Balbina, margem esquerda - depois do Sitio Flor de Balbina: área de camping afastada da cidade.



Atenção: O blog Camping Natural não se responsabiliza por alterações realizadas pelos estabelecimentos (infra-estrutura, roteiro, etc.) após o fechamento desta postagem.



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