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24.7.16

Pesca de Linha

Você pode ser um pescador

Para mais de dez milhões de brasileiros, além do camping, a pesca é um hobby ideal, pois em conjunto proporciona emoção, aventura, descarga de tensões e até o alimento. O homem utiliza nessa atividade conhecimentos acumulados desde a Idade da Pedra contra o nem sempre indefeso, tolo e fraco adversário - o peixe.
Atualmente a pesca exerce uma enorme atração entre milhares de pessoas. Em nosso país, com extenso litoral e grandes bacias hidrográficas, não poderia ser diferente. Muitos pescam em rios e lagoas; mas como no caso do campista que vai à praia, muitos pescam no mar. Todo pescador tem seus truques e manhas a respeito de pescarias. Não há pescador que não se sinta conhecedor de algum segredo e, na verdade, todos conhecem alguma coisa sobre o assunto.

A pesca é hoje um esporte praticado religiosamente por 30% de amadores que lutam por sua inclusão nos Jogos Olímpicos, no chamado casting, arremesso ao longe do anzol. Para tanto, apoiam-se numa indústria de bilhões de dólares, centenas de revistas especializadas e pesquisas mundiais, que prevê a existência de centenas de milhões de pescadores no mundo.
Se o casting é ou não incluso nos Jogos Olímpicos, eis a preocupação do momento para os aficionados. O desejo imediato destes são equipamentos mais aperfeiçoados - um caniço mais leve e forte, uma linha mais fina e resistente, e uma carretilha ou molinete que arremesse mais longe - por existir um fato inegável: os peixes estão crescendo, como atestam os sucessivos recordes brasileiros.
E para o campista pescador? resta o improviso, suas técnicas aprendidas ao longo de muitas pescarias em conjunto com o prazer de unir duas coisas que ele mais gosta de fazer.

A terapia na pesca

O leigo encara essa façanha como irrealizável para ele. Entretanto campeões mundiais, começaram com caniços simples, pequenos anzóis, um barranco de rio ou praia e peixes pesados em gramas. Porque se tornaram grandes pescadores ou campeões?
Por incrível que pareça, as emoções estão ligadas diretamente à natureza do equipamento e ao peixe. Com um caniço de mão, simples, de dois a quatro metros, conseguem-se espécimes de até 3 quilos. Quando se trata de enchova ou pampo, a batalha entre o iniciante e seu peixe chega a uma guerra de vida ou morte, por causa de dois fatores: a inexperiência e a simplicidade da linha, do anzol e da vara.
A questão do pescador e seu equipamento é também uma batalha travada em surdina por quem se inicia na arte de pescar e acaba noutra, a verbal, quando se trata de experts. 

Porque a luta pelo mercado consumidor, por norte-americanos, franceses, alemães, noruegueses, japoneses e agora brasileiros, é tamanha que algumas lojas no Rio de Janeiro chega a ter em exposição cinco mil tipos diferentes de anzóis, cada um anunciado como para determinado peixe, tamanho, linha, vara, isca ou mesmo acessórios para pescadores míopes, que encontrem problemas em ligá-los à linha preferida.
A maioria desses clientes são  completamente "bolhas" (pescadores iniciantes para o carioca) e extremamentes nervosos, porque vem a conselho de um médico ou amigo que recomenda a pesca como terapia de relax contra vidas monótonas ou ocupadas demais. Aí começa a questão sobre o que ele deve adquirir, de acordo com dois pontos: meio de locomoção e dinheiro. 

A mulher a favor

Ambos, defendidos ou atacados pelos aficionados de um e outro, serviram para acabar com um "fantasma": a esposa sempre inimiga dos peixes, escamosos e difíceis de limpar. Hoje, ela sabe quanto importa para o orgulho do pescador preparar todas as peças que apanha, mesmo as pequeninas e com muitas espinhas. Assim, a esposa aderiu ao esporte, o que modificou os hábitos do fim de semana em milhões de lares.


" A pescaria vem sendo praticada por um número cada vez maior de pessoas, que procuram vencer a estafa e as neuroses da vida moderna".
A tendência do calouro é iniciar sempre com a linha mais grossa, o anzol maior e a vara mais longa. Quando principia a encontrar dificuldades, apela para os macetes utilizados com êxito pelo seu "vizinho" ou contados em rodas de chope. Termina, em geral, num equipamento básico moderno que tanto recolhe bagre de arrebentação quantos dourados de rio e até tubarões.
"Para os apaixonados pela pesca, o fim de semana é sagrado. Uma barraca resolve o problema de alojamento, e os resultados da pescaria se transformam em saborosas refeições".


Pescador bem aparelhado

Um equipamento funcional para um iniciante, a um custo acessível, seria o seguinte:
Caniço - Quem tem carro deve optar pelo inteiriço, mais resistente. O de fiberglass e o de bambu variam muito de preço, em relação com a qualidade e o acabamento, mas o de bambu custa a metade do artificial. O tamanho deve variar entre três e quatro metros.
Molinete ou carretilha - Ambos servem para lançar e recolher a linha, com processos diferentes. No primeiro, o carretel é fixo, no outro, gira em torno de um eixo perpendicular à vara. O aprendizado com molinete é mais fácil, não indo além de 15 minutos, mas a carretilha permite trazer maior peso. Varia o custo conforme a procedência e o modelo, que no equipamento padrão deve ser para 200 metros de linha.
Linhas - Duzentos metros de linha branca neutra. Pode-se mais tarde, optar pelas de diferentes cores e as ditas camufladas, que se modificam conforme a cor da água. A grossura será 50 ou 40, se a pesca for em rio ou praia. De 60 a 100, no caso dos costões, por causa das pedras.
?Chicote ou rabicha - Vem logo após a linha e serve para prender de dois a quatro anzóis, duplicando ou quadruplicando as chances.
Distorcedor - Pequeno aparelho de aço que se utiliza para evitar que a linha se enrole.
Chumbada - Usada para o arremesso do anzol e sua posterior fixação no lugar desejado. Os tipos mais empregados são o de pirâmide e o de carambola (agarram melhor na areia), seu peso varia dependendo da correnteza. Por isso, é aconselhável levar dois exemplares dos tipos 2 ou 3 (90 e 100 gramas) para condições normais; se a linha se desvia pelas correntes, usa-se o 4 ou 5 (120 ou 150 gramas). Usa-se a chumbada com grampos especiais.
Parada - Uma haste de aço junto ao anzol para evitar que o peixe corte a linha, mordendo-a. De acordo com o tamanho do peixe e o local, usam-se as de 60 ou de 80 milímetros.
Anzol - É o equipamento que maiores problemas de escolha oferece. Basicamente, utilizam-se os seguintes, em praias: a meia-água, anzol de dois a três centímetros, com os quais se pegam papa-terra, pampo, marimbá ou jaconé; na espuma, anzóis de um a um centímetro e meio, para o bagre, o papa-terra e o galhudo. Se o peixe pretendido for do tipo brigão (enchova ou dourado de mar e rio), apela-se pela garatéia - anzol tríplice, que prende bem a isca natural e fisga melhor o peixe.

Escolha seu kit

Kit de pesca barato, com vara, molinete, maleta, linha, anzóis e iscas

Escolhemos como exemplo um kit de pesca completo para o iniciante e/ou experiente, se tratando no caso de acampamentos em que o volume do equipamento é importante e a quantidade de materiais estão na medida certa (para o pescador mais experiente, esse kit pode ser um bom complemento). 
Porém, o mais importante é o preço acessível, que não se equipara a outros kits que chegam a absurdos R$2.500/R$4.000 ou mais. 

Está a venda nas lojas Americanas, como outros modelos também, acesse aqui  

O Kit Contêm: vara Mamba fibra, 1,40m, 3-6lbs, ação média, passadores reforçados; Molinete Star 3 rolamentos; 40 anzóis Maruseigo Nickelados nº 06, 12, 16, 22; chumbos 1,5gr, 4,5gr, 8,5gr, 18gr; bóias nº 2, 3, 5; 100 Mts linha monofilamento 0,30mm; 2 giradores; estojo 15 compartimentos; maleta bandeja removível 36x16,8x12cm; Iscas silicone Shad Tail, Twin Tail Grub, Mag Grub; sinete alarme de espera; suporte para varas; chuveirinhos linha multi 5 anzóis nº 4; tesoura; bóia Torpedo Pirapitinga; alicate de bico corte 14cm; 3 anzóis Jig Head 2/0 7gr; 4 miçangas 0,4mm; balancim 2 pernadas anzol Chinu 7.
Aqui, um equipamento mais completo

O anzol 

Com a experiência, o calouro modificará o anzol, fará seu chicote, e os pesos variarão de conformidade com o local e seu estilo de lançamento. E usará bóias para manter o anzol nas profundidades preferidas pelas espécies em vista, atraías por iscas artificiais e engôdos inventados por ele próprio.
Então, a coisa se  complica. No começo, a pesca é encarada como questão de sorte, apesar de haver uma probabilidade em 99 de um calouro pescar bem, na primeira vez. Quando os peixes aparecem, o ex-bolha aposta rodadas de cerveja para premiar quem pega mais.
Quando ele se depara com veteranos, faz-se necessário aquele "algo mais" só alcançado com o conhecimento pormenorizado e perfeito do equipamento, dos macetes "das manias dos peixes"  e dos melhoramentos surgidos. Isto, porque às vezes é preciso improvisar e criar.

O anzol de ontem e hoje

Enquanto o anzol ganhava ao passar dos anos aperfeiçoamento de materiais - bronze e ferro- no mundo civilizado (nossos aborígines ainda utilizavam anzóis de osso e pau-ferro), o processo de lançar a isca permanecia imutável: varas comuns ou de bambu e linha segura com uma das mãos e lançada com movimentos giratórios feitos pela outra mão. As iscas, salvo quanto os chineses, eram pedaços de peixe e guloseimas.
Até o século XIV, a pesca permanecia a mesma dos últimos 2.500 anos, e então tornou-se esporte na Europa, quando em 1496 foi lançado o primeiro manual do gênero em todo o mundo. De seus 12 princípios, seis ainda são usados como métodos: pesca por isca em banho, isca artificial em forma de insetos, em forma de peixe, objetos brilhantes e a chamada linha de varejo (enrolada num pau ou numa garrafa).
Em 1726, existiam 60 patentes de artigos de pesca (linha e anzol). A indústria chegou a Irlanda e aos Estados Unidos no século XVIII, ocasião em que apareceram pela primeira vez a vara artificial e o carretel, que viriam revolucionar a pesca recreativa e esportiva.
Hoje existe uma variedade quase infinita de tipos de anzóis, e chumbadas para todos os gostos.

O segredo do bom caniço

Não se sabe quem fez, em 1847, o primeiro caniço artificial, formado de várias tiras de bambu e aperfeiçoado após a II Guerra Mundial com materiais sintéticos em fibra de vidro (fiberglass) deu novo impulso à pesca, por sua durabilidade, mas não se pode afirmar que seja o melhor. Exceto em alto-mar, onde ganham em qualidade com suas montagens especiais.
Já os de bambu ganham por seu menor peso, pelo preço e por serem mais fortes, mais rijos, desde que de alta qualidade. Os de gomos curtos apresentam maior resistência. Quanto aos arremessos, são, teoricamente, quanto maiores melhores. Na prática, os compridos se prejudicam pelo maior peso. Há um segredo em relação ao bom caniço de bambu: deve ser colhido em época e lua certas. Do contrário não servem.
Caniços na praia com descansos

Os cobras no assunto jamais escolhem caniços demasiado leves: são muito secos e frágeis e tem paredes finas. Usam óleo vegetal para conservá-los e descansos especiais para fincá-los na terra ou na areia, mesmo sabendo que o caniço em pé, sozinho, constitui "atração irresistível" para cobras e gambás, como já foi verificado, eles gostam de empoleirar-se neles.
Caniços de bambu e de fibra


Molinete x carretilha

Tanto o molinete quanto a carretilha servem para buscar o peixe no meio do rio ou lago, assim como para vencer a arrebentação da praia e trazer grandes lutadores das profundidades. O aperfeiçoamento da carretilha cuja principal característica é seu carretel estar perpendicular à vara e girar sobre seu eixo, lhe dá a vantagem para pesca em alto-mar, graças a sua grande força, mas o aprendiz encontra dificuldade em lançamentos, ocasionando o engasgue da linha, que se enrola formando a "cabeleira".
O molinete tem nos franceses os principais defensores e fabricantes. É o preferido pelos brasileiros, que competem no mercado internacional com alguns modelos. O molinete tem o carretel fixo, não oferecendo resistência e embaraço à linha. Entre a carretilha e o molinete, o campeão sul-americano é um molinete argentino, Escualo, recordista com lançamento de 192 metros.


Escolha o seu Molinete

Molinete Marine Sports Elite 6000 Fricção Dianteira 3rol; Molinete Elite 4000 Fricção Dianteira Marine Sports; Molinete Para Pesca Shimano Ix 4000r Rec 4.1:1 Grafite; Molinete Para Pesca Laguna 4000 5 Rolamentos Marine Sports. 

Você campista e pescador encontra molinetes com preços bem acessíveis nas melhores lojas do ramo, confira molinete Shimano LX4000, acesse


Escolha sua Carretilha

Carretilha Marine Sports Ventura Vt-10; Carretilha Shimano Casitas 150 Hg (manivela direita); Carretilha Marine Sports Caster 400l (manivela esquerda); Carretilha 0.35-200 Ms Direita Magna500 Marine Sports. 

Veja aqui uma carretilha Marina Sports, confira, acesse



Iscas artificiais e anzóis

Iscas artificiais e anzóis são de fato verdadeiras jóias, principalmente os fabricados na Noruega e no Japão. Os anzóis-padrões podem ir de cinco centímetros para alto-mar até cinco milímetros para pesca de lambaris em córrego e lagos ou no mar para paratis. O tamanho varia com o dos peixes e as características variam com o gosto do pescador, que pode escolher cerca de 200 anzóis diferentes para somente dez qualidades: tortos para dentro; tortos para fora; cabo longo, curto, grosso, fino; buraco fino, largo, comprido, curto, etc. Alguns gostam dos escuros e outros dos claros (cromados).
As iscas artificiais são os anzóis disfarçados de peixes (plugs), camarões, gafanhotos, rãs, algas coloridas, minhocas (jigs), mosquitos ou moscas: colheres de brilho intenso. Algumas tem pequenas hélices que giram quando elas são rebocadas em alto-mar, e suas cabeças imitando peixes atraem os gigantes das profundidades, como grandes peixes de bico, fisgados com auxílio de linhas de aço para aguentar a luta de horas. Lançadas essas iscas nos rios, a correnteza faz o papel de "corrico" e espécimes como os dourados são ludibriados.

Eis um dilema do pescador: iscas naturais ou artificiais. Lembrando que grande parte da eficiência de uma isca está no disfarce da linha de nylon, nas quais as cores escuras se usam em águas escuras e as claras em águas claras, as camufladas de várias cores servindo para locais diversos, sem contar com o cheiro que é importantíssimo. 
As artificiais são recomendadas para quando se procura um tipo especial de peixe ou na pesca embarcada, de corrico. Quando se busca uma presa específica, utiliza-se sua isca preferida, que deve ser presa com cuidado e arte para disfarçar o anzol. Atualmente, para pesca em rio, estão em voga as minhocas gigantes (minhocuçus) que cobrem tanto o anzol quanto a parada, e realmente funcionam.

A falta de uma isca adequada não quer dizer que o peixe não morda. Não é história de pescador, eu mesmo peguei um robalo no rio com pedacinho de sardinha em lata que sobrou de um sanduíche!
O que importa para os experts são os macetes. 
Começam com o tempo. Chuva não atrapalha, mas ressaca e vento prejudicam. A temperatura da água ideal é de 22 graus centígrados. Abaixo de 18 isca só de camarão. As marés são importantes em praias e costões, pois, duas horas após a cheia, os peixes encostam, buscando algas espalhadas. Barulho fora da água não prejudica, mas luz à noite (dependendo do peixe), querosene ou óleo na linha e cigarros na água acabam com a pescaria.

Iscas Preparação

Na pesca de alto mar existe iscas clássicas, como a lula, que atuam bem pelo cheiro. Toda isca que viaja a pescarias distantes necessita de gelo e preparação. Na pesca litorânea temos uma vantagem de dispensar essa preparação.
Usamos normalmente a sardinha, cavalinha, camarão e a própria lula.
Pode-se comprar uma sardinha ou outro peixe e, a partir da cabeça, corta-se um "filé" de cada lado. Feito isso, recortamos o filé em pedaços menores, proporcionais ao tamanho do anzol.
É importante que o pedaço de isca contenha o pedaço da pele do peixe correspondente. É a pele que dá firmeza à isca e que a mantém firme no anzol. Isca sem  a pele desmancha-se rapidamente ou se desprende com facilidade.
Para os peixes menores, usa-se o camarão, que deve ser descascado. O cheiro da isca é também um grande chamariz, e a experiência ensina que o camarão descascado possui, para o peixe, um cheiro mais atraente.
A lula é aceita incondicionalmente por todos os peixes do mar. Entretanto, não é uma isca que você possa obter para o seu próprio uso, como o camarão, por exemplo.


Pesca de corrico

Para a pesca em movimento (ou corrico) é necessário, antes de mais nada, estar a bordo de alguma embarcação. Alguns praticam esse tipo de pescaria a bordo de poderosas lanchas apropriadas e equipadas para o evento, que vão além da plataforma continental em busca do marlin e sailfish (os chamados "peixes de bico") e grandes atuns.
Essa modalidade, sofisticada e esportiva, é geralmente muito cara, como o aluguel desses barcos, equipamentos de última geração, material pesado e pessoal treinado, além de a maioria fazer parte de torneios nacionais e internacionais de pesca. Então, não está ao alcance de todos.
"Equipamento pesado e sofisticado para profissionais"

Você, no entanto, pode praticar sua pesca em movimento, bastando, para isso, a possibilidade de usar uma pequena embarcação. Num barco de alumínio ou fibra, ou mesmo um bote inflável equipado com pequeno motor de popa, pode passar horas agradáveis pescando.
Uma embarcação no corrico arrasta atrás de si pelo menos uma linha em cuja extremidade, submersa, existe a isca (o corrico). Ele é um anzol disfarçado (isca artificial), precedido por um pedaço de arame que, por sua vez, está acoplado à linha de pesca.
Nesse tipo de pescaria podemos obter peixes como a enxova, bonito, serra, xarelete, guaivira, dourado, e tantos outros..
Os elementos que compõe um corrico variam de dimensões, de acordo com o peixe que procuramos. Pessoalmente, acho muito improvável um campista pescador ficar a procura de determinado peixe, o negócio é jogar um tipo de anzol e esperar o que vem.
Com o tempo e técnicas, você saberá o material  certo, como aquela isca "matadora" que pega tudo!

Os peixes de corrida costumam atacar violentamente qualquer peixe que lhes passar pela frente. Ao contrário dos peixes de fundo, que são atraídos pelo cheiro da isca, os peixes de corrida são atraídos pelo movimento e pela corrida de outros peixes menores.
A forma da isca não é bem identificada pelo peixe que ataca. O que lhe chama a atenção é o deslocamento na água. Por isso, é bom variar os tipos e variedades, até chegar a um tipo que "dá certo!" em quase todos os tipos de peixe.
As variações entre elementos de um corrico e os tipos de peixe variam muito, mas para englobar em resumo um equipamento razoável para qualquer um deles, use um arame (apara) número 24, linha 0,70 e anzol tamanho 15, tá de bom tamanho.
Obs: No corrico, muitos não usam molinete nem vara, entendendo que foram feitos somente  para arremesso, eles usam a linha de mão. Mas no caso de pegar peixes grandes, a todo momento, pode chegar a ferir a mão!, então eu particularmente uso uma boa vara.

A hora

Geralmente o peixe predador se alimenta de outros peixes menores, que vivem em cardumes por trás da arrebentação. Os cardumes podem ser identificados pela sombra ou pelo grande número de gaivotas que sobre elas mergulham. É sobre os cardumes, e alimentando-se deles, que o predador está. Com o sol muito forte o cardume mergulha. Para o corrico é necessário que o peixe permaneça a meia água. Por isso, de preferência, devemos corricar em horas de sol brando: das 5 às 9 h da manhã ou das 4 da tarde até o início do anoitecer. Mas isso não impede de corricar ao meio-dia. No mar há peixes a toda hora. No entanto, o entardecer é uma hora imbatível.

Peixes mais comuns no litoral

Estes são alguns dos peixes que provavelmente você encontrará ao iniciar-se na pesca, seja na praia, costões, etc:
Carapicu - (Eucinostomus  melanopterus) muito comuns. Costeiros, de estuários, lagoas salobras e ao longo de costões, praias e baias, sobre fundo de areia, cascalho ou lodo. Abundantes, formam grupos que ficam "farejando" o fundo em busca de invertebrados. A sua pesca é como a da Carapeba, porém mais abundantes.
Prateado em geral, mais escuro no dorso. 
Outros nomes: Carapeba, Riscador. 
Atinge 22 cm.

Carapeba - (Diapterus auratus) costeiros, de estuários, lagoas salobras e ao longo de costões, praias e baias, sobre fundo de areia, cascalho ou lodo. Abundantes, formam grupos que ficam "farejando" o fundo em busca de invertebrados. Cor prateada, mais escuro no dorso, anal e pélvicas amareladas. De gosto agradável e fáceis de pescar com material fino e camarão descascado.
Outros nomes: Carapeba -Branca, Caratinga.
Atinge 35 cm.

Cocoroca - (Pomadasys corvinaeformis) comuníssimas, especialmente em beira de praias, estuários, lagoas salobras, baías e canais. Cinza-prateado, mais escuro no dorso, estrias escuras longitudinais nos flancos, ventre brancacento. Embora de a carne seja agradável, seu tamanho e a quantidade de espinhos não a tornam das mais apreciadas. Capturados com arremessos e linhas de fundo, com camarão descascado.
Outros nomes: Corcoroca, Arrebenta-Panela, Roncador.
Atinge 25 cm.

Bagre - (Genidens genidens) são peixes de fundo de águas de areia ou lodo, especialmente de lagoas salobras, estuários, mangues, canais e baías. Cor escura dorsalmente, que vai empalidecendo progressivamente até o ventre claro. Sem muita importância, por seu reduzido tamanho, a não ser ter paciência para fazer muitos filés. É uma praga para o pescador, especialmente os jovens, que quando não roubam a isca são tantos que são raros outros peixes mordam o anzol. "Cuidado com os espinhos da peitoral e dorsal".
Outros nomes: Bagre-de-Areia, Bagrinho.
Atinge 35 cm.

Michole - (Diplectrum formosum) em fundos de areia/ cascalho próximos a costões, parcéis, recifes, praias, etc. Para o mergulhador são uma atração diferente, encarando-o de frente. Cor variável de cinza-claro a marrom, com faixas escuras verticais chegando ao ventre branco; linhas azuis e amarelo-alaranjadas, horizontais sobre o dorso. Gosto excelente, a despeito do tamanho. Pesca com material leve e até em corrico de meia-água, podem ser capturados inclusive indivíduos pequenos, com não mais de 10 cm.
Outros nomes: Canguito, Jacundá, Margarida, Michole-de-Areia.
Atinge 35 cm.

Agulha - (Strongylura marina) costeiros, podem até penetrar rios. Comuns perto de ilhas e recifes. Muito rápidos, agressivos, dão saltos quando perseguindo ou sendo perseguidos, atirando-se fora da água; à noite são atraídos por luzes, quando não podem ser pescados com facilidade mas também se tornam um perigo real, pois podem pular da água e literalmente perfurar o corpo humano graças a sua forma e força de impulso. Corpo alongado, estreito, subcilíndrico. Prateado, o dorso mais escuro, geralmente verde. Importante em várias regiões, mas em função dos ossos verdes é às vezes rejeitado. Pesca muito emocionante, pela luta e saltos oferecidos, atraídos com iscas artificiais e peixes pequenos. Sabor excelente, mas há regiões em que a carne é tóxica em função da "ciguatera" (envenenamento dos peixes por toxina bioacumulada).
Outros nomes: Agulhão, Carapiá, Peixe-Agulha.
Atinge 50 cm.

Pampo - (Trachinotus carolinus) costeiros, de estuários a praias abertas, em fundos de areia e cascalho. Prateado, o dorso cinza-azulado a esverdeado; ventre branco a amarelo dourado. Sua carne é branca e firme, tida como uma das melhores. Ao pescador amador reserva momentos de grande luta e habilidade. A melhor técnica, em águas claras, consta em lançar a isca (caranguejo, tatuí) bem à sua frente; em praias, o arremesso é a melhor forma, mas a isca, se morta, deve ser mantida em movimento, através de puxões na linha. Pescando na maré enchente o resultado costuma ser melhor. Corricar não é incomum, acompanhando a maré. Como sua boca é macia, a fisgada é fácil, mas encastoados podem arrebentá-la, perdendo o peixe.
Outros nomes: Palombeta.
Atinge 65 cm e 3,5 kg.

Sargo - (Anisotremus surinamensis) costeiros, entre 1-30 metros, sobre  fundos de pedras ou corais, costões, ilhas e parcéis. Comuns, passam a maior parte do dia em frestas, tocas e sob lajes, são muito ativos à noite. Cinza-prateado, mais escuro na região anterior, região anal brancacenta. Sua carne é muito apreciada em algumas áreas, pouco em outras. Com varas de linha de fundo, iscas de camarão, sardinha ou um punhado de mexilhões são recomendados; oferece resistência, especialmente com material leve, em arremesso de costão, onde a habilidade do pescador é posta à prova, pois busca se refugiar em tocas.
Outros nomes: Beiçudo, Pirambu, Salema-Açu, Sargo-de-Beiço, Pargo Negro.
Atinge até 80 cm e 10 kg, geralmente 60 cm e 5 kg.

Pargo - (Pagrus pagrus) em fundos rochosos, coralinos e de cascalho desde a costa à borda da plataforma continental. Muito comum, gregário, exceto quando adultos, formam grandes cardumes. Cor geral rósea, mais escura no dorso e mais pálida no ventre. Carne excelente. Mordem facilmente e sua pesca em águas rasas pode emocionar pela resistência oferecida.
Outros nomes: Pargo-Amarelo, Pargo-Rosa.
Atinge até cerca de 90 cm.

Olho-de-Cão - (Priacanthus arenatus)  em fundos rochosos e coralinos, até 150 metros de profundidade, mais comuns entre 5 e 25, solitários ou em pequenos grupos. São mais ativos à noite. Eventualmente formam cardumes de até 100 indivíduos. Não temem o mergulhador, deixando-o se aproximar e chegando a aceitar alimento de suas mãos, mas também sendo presa fácil na caça submarina. Vermelho a rosado, com reflexos dourados. Sendo muito apreciado por seu sabor excelente, considerado como o mais saboroso dos peixes por muitos pescadores. A pesca não tem muito interesse, exceto pelo prazer de capturar peixe tão saboroso e realizada em locais de costão, ao redor de 25 metros, usando sardinha, camarão ou lula como isca; usualmente onde se fisga um peixe outros também são capturados.
Outros nomes: Imperador, Olho-de-Boi, Toró, Olho-de-Vidro.
Atinge 40 cm.

Marimbá - (Diplodus argenteus) costeiros, sobre fundos de rochas, corais e cascalho, entre 0-50 metros, da costa a ilhas oceânicas, preferindo águas claras e batidas. Os jovens são comuns ao longo de praias, mangues e bancos de algas, os adultos mais frequentes junto ao costão. Extremamente comuns, são a única espécie da família realmente confiada e que se aproxima do mergulhador com facilidade, comendo de sua mão. Prateado, com dorso mais escuro e uma grande mancha, redonda e negra, na base da cauda. Carne considerada boa para alguns, sem gosto para outros. Para o pescador amador a pesca pode ser muito interessante: os pequenos exigem habilidade por sua boca pequena, os médios e grandes oferecem muita disposição em lutar, dando a impressão de peixes maiores do que são. Isca? Qualquer uma, mas preferem camarões descascados; capturados com linha de fundo, varas, arremessos de costão.
Outros nomes: Chinelão, Maria-Chinelo, Pargo-Branco, Pinta-no-Rabo, Sargo.
Atinge até cerca de 45 cm.

Vermelho-Caranha - (Lutjanus analis) costeiros, junto a recifes, corais, costões, parcéis e ilhas, os maiores em águas mais fundas. Jovens mais comuns em beira de praia, entre algas e pedras, junto a "piers" e em estuários. Oliváceo no dorso, avermelhado nos flancos, com muitas áreas avermelhadas ou rosadas, mancha escura do tamanho do olho perto da dorsal. Considerado uma das delícias do mar, tem carne firme e branca, ossos e cabeça ótimos para pirão e a carne das bochechas é tida como um manjar. A pesca esportiva é fácil, o peixe mordendo mesmo de dia, camarões e caranguejos, mesmo mortos, a poucos centímetros do fundo e "batendo" lentamente; os grandões podem ser fisgados até com isca artificial, mesmo na superfície, atraídos pelo movimento de corrico lento. Silêncio e paciência são essenciais, o peixe é tímido, mas uma vez ferrado a briga é boa e o resultado final, na panela, é fantástico!
Outros nomes: Ariocó, Caranha, Cioba, Vermelho-Cioba.
Atinge 80 cm, 11 kg.

Peixe-Galo - (Selene  setapinnis) formam cardumes, por vezes numerosos, em águas costeiras e rasas, tanto na superfície (mais jovens) como no fundo e na meia-água. São comuns em baías, ao longo de praias. Prateado em geral, com dorso cinza. Carne considerada excelente. A pesca esportiva pode ser interessante com material muito fino, molinete e isca artificial (mosca), lançada na superfície e recolhida com velocidade moderada, em águas calmas como junto a piers protegidos. Aceita também o camarão.
Outros nomes: Galo-Branco, Galinho, Doutor.
Atinge até 40 cm.

Garoupa - (Epinephelus guaza) a mais comum do Sudeste do Brasil, em fundos rochosos de 0-50 metros e canais de estuários, piers e junto a pedras em lagoas salobras. Os menores em águas mais rasas, com a idade progressivamente se dirigindo para mais fundas. Marrom a marrom-escuro, ventre amarelo a dourado, manchas verdes pelo corpo. Pela abundância, tamanho e excelente sabor é de grande importância no comércio. A pesca esportiva é praticada geralmente com linha de fundo e varas, utilizando sardinha, parati e camarão; requer habilidade do pescador pois oferece muita resistência e entoca ao se sentir fisgada.
Outros nomes: Crioula, Galinha-do-Mar, Garoupa-Preta, Garoupa-Verdadeira, Mero.
Atinge até 1 metro e 60 kg, mas geralmente são bem menores.

Badejo-Mira - (Mycteroperca rubra) são os mais comuns dos badejos, vivem em grupos por vezes com dezenas de indivíduos em uma mesma área, em fundo de rochas, corais, canais, muros de cais e estuários. Curiosos, estes peixes investigam qualquer movimento estranho e exemplares de até 40 cm aproximam-se do mergulhador com confiança. Marrom-acinzentado, com várias manchas e estrias brancas diagonais. Excelente carne. É pescado de qualquer lugar, exemplares de 40 cm pescados com linha de fundo ou varas usando camarões por isca, em águas rasas; os maiores, com 70-80 cm, com corrico junto a ilhas, com "plugs" de meia-água/ superfície e colheres; há a opção de linha de fundo, usando sardinha como isca, parati e camarões. É bom de briga!
Outros nomes: Badejete (pequenos), Badejo, Badejo-Saltão, Mira.
Atinge 80 cm.

Peixe- Porco - (Balistes capriscus) Eles recebem esse nome devido ao som que emitem ao serem removidos da água, se parecendo muito com um porco.
Cinza-azulado a cinza-oliváceo, com manchas escuras.
De hábitos diurnos, tem um corpo comprimido e em feitio de diamante, com escamas placoides ásperas e consegue rodar cada um dos olhos independentemente. 
Aparecem em pequenos cardumes, embora seja mais vulgar aparecerem indivíduos solitários, ou em grupos até 5 adultos, e preferem fundos arenosos. Grandes lutadores quando ferrados, vendem cara a derrota e lutam até ao fim. Para a sua pesca deve usar-se para isco lula, camarão, e ter em atenção que costumam cortar a linha com os dentes, quando se sentem presos. Porém, no verão um só pescador pode capturá-lo em grandes quantidades; se a linha tiver 2-4 anzóis, poderão ser fisgados vários de uma só vez.
Outros nomes: Peroá, Cangulo.
Atinge até cerca de 35 cm.

Tainhas e Paratis - (Mugil liza) estes peixes apreciados e muito conhecidos são abundantes em nossas águas. Toleram grande alteração de salinidade, desenvolvendo-se em lagoas salobras, mangues e estuários, migrando à medida que crescem para águas mais salinas. Sua carne e ovas são muito apreciadas. Cinza-prateada e dorso mais escuro. Com lances de superfície, linha leve e isca de bolinhas de pão, queijo ou pequeninas artificiais (moscas), é possível fisgar grandes exemplares; embora tal pesca não seja comum e requeira muita habilidade, pode ser o "desafio supremo" para o pescador esportivo de beira de praia.
Outros nomes: Cacetão, Tainha-de-Rio, Tainhota, Cambiro, Curima, Saúna.
Atinge 1 metro e 8 kg, a Parati chega a 45 cm.

Enchova - (Pomatomus saltatrix) de águas costeiras ao mar aberto, os menores até em mangues, estuários e baías, praias e ao redor de costões; os maiores em águas abertas e junto a ilhas. Prateados com dorso variando de azul-escuro a verde, ventre brancacento. Seu gosto é discutível mas é muito comum no comércio, até pela abundância. Na pesca esportiva sua brutalidade, força, fome e saltos espetaculares são lendárias. Morde qualquer coisa, de colheres e "plugs" em corrico a cerca de 5-8 nós junto a costões, ilhas e parcéis, a pedaços de peixes e siris em linhas de fundo e boiadas ou arremessadas na frente do cardume. Muito cuidado ao lidar com o peixe, ele procura morder sempre.
Outros nomes: Anchova, Marisqueira.
Atinge até 1 metro e 12 kg, excepcionalmente chega a 20 kg.

Guaivira - (Oligoplites saliens) costeiros, formam grandes cardumes ou grupos moderados, desde a superfície ao fundo. Bastante comuns desde mangues (jovens) e estuários e baías, ao longo de praias e ao redor de ilhas, preferindo águas túrbidas às mais claras. Prateado; azul, preto ou verde no dorso, cauda amarela. Sua carne é apreciada em alguns locais e desprezada em outros. A pesca esportiva pode oferecer bons momentos, com material leve, seja em corrico, com colheres e "plugs" de superfície pequenos, ou em arremessos de praia e linha de fundo, quando a isca preferida é o camarão; se um cardume começa a morder a quantidade pode ser impressionante, chegando a dar saltos espetaculares. Cuidado com os espinhos das nadadeiras, espetam mesmo.
Outros nomes: Goivira, Solteira, Saltador.
Atinge até cerca de 50 cm.

Serra, Sororoca - (Scomberomorus brasiliensis) costeiros, em pequenos grupos ou solitários. Muito comuns junto a costões, ilhas e praias abertas. Dorso azul-esverdeado a cinza-escuro, a metade inferior branco-prateada, várias séries de manchas arredondadas de cor amarela longitudinais. Carne de boa qualidade. A pesca é restrita em águas costeiras,  um bom método é o de arremesso de costão e em canais, com iscas artificiais pequeninas de superfície ou meia-água; a linha-de-fundo também tem bons resultados, usando iscas de camarões, vivos ou mortos, e peixes pequenos, como manjubinhas.
Outros nomes: Cavala-Pintada, Sarda, Serrinha.
Atinge até cerca de 80 cm e pouco mais de 3 kg.

Carapau, Xarelete -  (Carangoides crysos) costeiros, em grupos e cardumes, tanto na superfície e coluna d'água como próximos ao fundo, entre 3 e 35 metros, em baías, costões e junto a ilhas. Dorso azul-esverdeado a cinza, flancos e ventre prateados ou dourados. Sua carne é boa se for sangrado logo após sua captura, Para o pescador amador oferece resistência, especialmente com material leve e isca de camarão, tanto com linha de fundo como com molinete e corrico, neste último caso usando colheres pequenas ou "plugs". O melhor local para sua pesca é sobre fundos de cascalho ou areia e ao redor de recifes e ilhas costeiras.
Outros nomes: Cavaco, Guarajuba, Solteira, Xerelete, Xaréu-Pequeno.
Atinge até 70 cm e 4 kg, mas são geralmente menores, entre 30 e 45 cm.

Robalo - (Centropomus undecimalis) costeiros, em águas rasas de recifes, ilhas e, especialmente baías, canais, estuários, mangues, lagoas e rios costeiros. Toleram bem alterações de salinidade, uma das razões de serem particularmente abundante em manguezais. Branco prateado em geral, com dorso e alto da cabeça escurecidos, de cinza a oliváceo; reflexos amarelos em função de ácido tânico de águas salobras; linha lateral evidente, negra. Tem ótima carne e é muito apreciado. Entretanto, sua importância é muito maior para o pescador esportivo, pela espetacular luta que proporciona, especialmente grandes exemplares. Como pode ser pescado em vários locais, o material é diverso: varas de não mais de 1,8 metros, com linha até 0,50, sempre com líder encastoado, para mangues e canais, a isca podendo ser natural, com preferência para paratis, lambaris e camarões, sempre vivos ou artificial com a utilização de "jigs", colheres e "plugs" devendo ser lançada em poços ou onde há correnteza moderada, e recolhida próxima da superfície. Para costão e praia, varas com até 4 metros são recomendadas. O encastoado é importante, não pelos dentes do Robalo, mais por seu opérculo serrilhado e cortante e em função das cracas e ostras, aderidas a raízes e rochas que cortam a linha.
Outros nomes: Camorim, Camuri, Flecha, Robalão, Robalo-Flecha.
Atinge até 1,5 metro e 25 kg.

Peixes mais comuns nos nossos rios

Tucunaré - (Cichla sppDistribuição: bacias amazônica e Araguaia-Tocantins, mas foi introduzido nos reservatórios da bacia do Prata, em algumas áreas do Pantanal, no rio São Francisco e nos açudes do Nordeste.
Existem pelo menos 14 espécies de tucunarés na Amazônia. O tamanho (exemplares adultos podem medir 30cm ou mais de 1m de comprimento total), o colorido (pode ser amarelado, esverdeado, avermelhado, azulado, quase preto etc.), e a forma e número de manchas (podem ser grandes, pretas e verticais; ou pintas brancas distribuídas regularmente pelo corpo e nadadeiras etc, variam bastante de espécie para espécie. Todos os tucunarés apresentam uma mancha redonda (ocelo) no pedúnculo caudal.
Equipamentos: Varas de ação média a média/pesada, com linhas de 17, 20, 25 e 30 lb e anzóis de n° 2/0 a 4/0, sem o uso de empates. O uso de arranque com linha grossa é recomendado para evitar a perda do peixe nas galhadas.
Iscas: Iscas naturais (peixes e camarões) e artificiais. Praticamente todos os tipos de iscas artificiais podem atrair tucunarés, mas a pesca com "plug" de superfície é a mais emocionante. Os tucunarés explodem na superfície da água para capturar os peixinhos.
Dicas: Na pesca com isca artificial deve-se procurar manter a isca em movimento, porque o tucunaré pode pegar a isca 4 a 5 vezes antes de ser fisgado.
Outros nomes: Tucunaré-açu, tucunaré-paca, tucunaré-pinima, tucunaré-pitanga, tucunaré-vermelho.

Aruanã - (Osteoglossum bicirrhosumDistribuição: Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.
Descrição: Peixe de escamas; corpo muito alongado e comprimido; boca enorme; língua óssea e áspera, como a do pirarucu; barbilhões na ponta do queixo; escamas grandes; coloração branca, mas as escamas ficam avermelhadas na época da desova. Alcança cerca de 1m de comprimento total e mais de 2,5kg.
É provavelmente o maior peixe do mundo cuja dieta é constituída principalmente por insetos e aranhas. Nada logo abaixo da superfície com os barbilhões projetados para a frente, mas a função dos barbilhões ainda é desconhecida.
Equipamentos: O equipamento deve ser do tipo médio; linhas 12, 14 e 17 lb.; anzóis 1/0 a 3/0.
Iscas: Esse peixe pode ser capturado tanto com iscas naturais (peixes, camarão, insetos etc.) quanto artificiais, como plugs de superfície e meia água e colheres.
Dicas: É mais fácil capturar o aruanã na beira dos lagos e lagoas, nas proximidades de troncos e plantas aquáticas. O aruanã costuma dar saltos espetaculares quando capturado, e o pescador precisa ter muita atenção ao retirar o anzol do peixe para não se ferir.

Traíra - (Hoplias malabaricusPredador voraz, solitário, que pode ser encontrado em águas paradas, lagos, lagoas, brejos, matas inundadas, e em córregos e igarapés, geralmente entre as plantas aquáticas, onde fica a espreita de presas como peixes, sapos e insetos. É mais ativo durante a noite. Apesar do excesso de espinhas, em alguma regiões é bastante apreciado como alimento.
Equipamentos: Equipamentos leves; linhas de 10 a 20 lb.; anzóis de n° 1/0 a 6/0; recomenda-se o uso de empates.
Iscas: Iscas naturais: peixes e miúdo de frango. As iscas artificiais como spinnerbaits, spinners, poppers e sapos de borracha também são muito utilizadas.
Dicas: Ao pescar com iscas naturais, use chumbo acima da isca e bata na água. O barulho atrai as traíras e torna a pesca mais produtiva.

Piranha-vermelha - (Pygocentrus nattereriPeixe de escamas; corpo romboide e um pouco comprimido; mandíbula saliente e dentes afiados.
Equipamento tipo médio; linhas de 14, 17 e 20 lb.; e, anzóis de n° 3/0 a 6/0.
Iscas: Peixes em pedaços, vísceras e iscas artificiais de meia água.
Dicas: O pescador deve ter muito cuidado ao manusear esse peixe, pois qualquer descuido pode acabar em acidente sério.
Outros nomes: Piranha-caju

Tilápia - (Tilapia sppDistribuição: Apesar de nativas do continente africano, está presente em quase toda a América do Sul nos rios de temperatura acima de 12 ºC, adaptando-se melhor nas temperaturas de 20 a 30 ºC.
Peixe de escamas; corpo um pouco alto e comprimido. Existem cerca de 100 espécies de tilápia, distribuídas em três gêneros, Oreochromis, Sarotherodon e Tilapia. No Brasil foram introduzidas três espécies: Oreochromis niloticus (tilápia do Nilo) que pode alcançar cerca de 5kg; Tilapia rendali (tilápia rendali) com cerca de 1kg; Sarotherodon hornorum (tilápia zanzibar) de coloração escura e maxilas protráteis; e uma variedade desenvolvida em Israel, "Saint-Peters", que atualmente vem sendo cultivada.
Equipamentos: Varas de ação leve e leve/média; linhas de 8 a 12 lb.; anzóis de n° 12 a 20.
Iscas: iscas de milho, minhoca, massa, tripa de frango, larvas de insetos etc. Também são capturadas com plugs de superfície e meia água e spinners.

Apapá - (Pellona castelnaeana, P. flavipinnisDistribuição: Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins (Pellona castelnaeana e P. flavipinnis) e Prata (P. flavipinnis).
Peixe de escamas; corpo comprimido; cabeça pequena; boca pequena, ligeiramente voltada para cima; região pré-ventral serrilhada; nadadeira adiposa e linha lateral, geralmente, ausentes.
Equipamentos: Equipamento de tamanho médio e varas de ação rápida são os mais indicados para se fisgar esses peixes; linhas de 10 a 12 lb.; anzóis pequenos.
Iscas: Podem ser capturados com iscas naturais, peixes pequenos ou em pedaços iscados sem chumbo, e artificiais como plugs de superfície e meia água, pequenas colheres e spinners.
Dicas: As iscas devem ser trabalhadas bem na superfície da água. O pescador precisa ter muita atenção, porque, quando fisgados, esses peixes costumam saltar fora d’água, escapando com facilidade.
Outros nomes: Sardinhão, Dourada/Herring

Bicuda - (Boulengerella sppDistribuição: Bacias amazônica e Tocantins-Araguaia.
 Peixe de escamas; corpo alongado e roliço; boca pontuda e bastante dura, o que dificulta a fisgada; nadadeira dorsal localizada na metade posterior do corpo.
Peixes pelágicos, vivem na superfície e meia água, encontrados em áreas de correnteza ao longo da beira e na boca dos rios e igarapés, e nos lagos. Altamente esportiva, pois salta muitas vezes fora d’água antes de se entregar, mas não tem importância comercial
Equipamentos médio e médio/pesado são os mais empregados e as varas devem ser de ação rígida, já que a cartilagem da boca é bem difícil de ser perfurada. As linhas devem ser de 14, 17 ou 20 lb. e os anzóis de n° 3/0 a 5/0.
Iscas artificiais, como plugs de superfície e meia água, colheres e spinners, são as mais utilizadas na captura da bicuda, que também ataca iscas naturais, como peixinhos e pedaços de peixe.
Dicas: A fricção deve estar bem regulada, porque a bicuda costuma levar muita linha quando fisgada. O anzol deve estar bem afiado, porque se o peixe não for bem fisgado pode se desvencilhar do anzol durante os saltos.

Cachara - (Pseudoplatystoma fasciatumDistribuição: Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata.
Peixe de couro; corpo alongado e roliço; cabeça grande e achatada. A coloração é cinza escuro no dorso, clareando em direção ao ventre, sendo branca abaixo da linha lateral. Pode ser separada das outras espécies do gênero pelo padrão de manchas: faixas verticais pretas irregulares, começando na região dorsal e se estendendo até abaixo da linha lateral.
Ocorre em vários tipos de habitats como poços no canal dos rios, baixios de praias, lagos e matas inundadas. Realiza migração reprodutiva rio acima a partir do início da enchente. É importante na pesca comercial e esportiva.
Equipamento do tipo médio/pesado, já que é um peixe de grande porte; linhas de 17, 20, 25 a 30 lb., preparadas com empates e anzóis de n° 6/0 a 10/0.
Iscas: É capturado principalmente com iscas naturais de peixes, como sarapós, muçum, tuviras, lambaris, piaus, curimbatás e minhocuçu. Também podem ser utilizadas iscas artificiais, como plugs de meia água e de fundo, principalmente em lagos, lagoas e nas praias, mas, nesse caso, as iscas devem ser trabalhadas bem próximas ao fundo.
Dicas: Os cuidados ao manusear esse peixe devem ser redobrados, por causa dos espinhos das nadadeiras peitorais e dorsal.
Outros nomes: Surubim/Stripped Catfish

Cachorra - (Hydrolycus scomberoidesO equipamento empregado é do tipo médio e médio/pesado; linhas de 14, 17, 20 e 25 lb.; e anzóis de n° 4/0 a 6/0. É recomendável o uso de empates de aço de pelo menos 20cm, pois esse peixe possui dentes muito afiados.
Iscas: Pode ser capturado com peixes inteiros ou em pedaços (lambaris, tuviras, curimbatás etc.) e com iscas artificiais, como plugs de meia água, poppers e hélices.
Dicas: Costuma saltar fora d’água quando é fisgado, mas tende a se cansar com facilidade. O pescador deve ter cuidado ao soltar esse peixe, por causa dos dentes afiados. Não tem o hábito de procurar enroscos, o que facilita a captura.
Outros nomes: Peixe-cachorro, Pirandirá/Paraya

Curimbatá - (Prochilodus sppDistribuição: Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins (P. nigricans), Prata (P. lineatus, P. scrofa, P. platensis) e São Francisco (curimatá-pacu P. marggravii, P. affinnis, P. vimboides). Foram introduzidas nos açudes do Nordeste.
Peixes de escamas. A principal característica da família é a boca protrátil, em forma de ventosa, com lábios carnosos, sobre os quais estão implantados numerosos dentes diminutos dispostos em fileiras. As escamas são ásperas e a coloração é prateada. A altura do corpo e o comprimento variam com a espécie.
A pesca amadora é praticada principalmente nos barrancos da beira do rio com equipamento simples: varas de bambu, com 2-4m. A linha, geralmente uns 50cm maior que a vara, varia de 0,30-0,40mm. Os anzóis são pequenos e finos para facilitar a fisgada, de n° 8 a 2.
Iscas: Como são peixes detritívoros, não atacam iscas artificiais. A melhor isca é a massa de farinha de trigo iscada no anzol até a metade do colo. Deve ser consistente, nem muito dura nem mole demais.
Dicas: Não são peixes fáceis de capturar porque pegam a isca muito de leve, exigindo bastante calma e sensibilidade para efetuar a fisgada no momento certo.
Outros nomes: Corimbatá, Curimatã, Curimatá, Curimba, Papa-terra.

Corvina - (Plagioscion sppDistribuição: Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins. Introduzida e bem sucedida nos reservatórios das bacias do Prata e do São Francisco e nos açudes do Nordeste.
A família é principalmente marinha, mas possui vários representantes na água doce, sendo o gênero Plagioscion o mais comum. Peixe de escamas; coloração prata azulada; boca oblíqua, com um grande número de dentes recurvados e pontiagudos. Possui dentes na faringe e a parte anterior dos arcos branquiais apresenta projeções afiadas com a margem interna denteada. Alcança mais de 50cm de comprimento total.
O equipamento empregado é do tipo médio para linhas de 14, 17 e 20 lb. É aconselhável o uso de varas de ação mais rígida. O anzol pode variar do n° 2/0 a 6/0.
Iscas: Principalmente iscas naturais, como pequenos peixes em pedaços ou inteiros (lambaris, sardinhas de água doce) e camarões. Ocasionalmente, podem ser capturadas com plugs de meia água e jigs.
Dicas: Os maiores indivíduos costumam ser pescados à noite em poços profundos. Como muitas vezes o cardume está no fundo, a fisgada tem que ser firme para o peixe não escapar.
Outros nomes: Pescada/Freshwater Croaker

Dourado - (Salminus maxillosus; Salminus. brasiliensisDistribuição: Bacia do Prata (S. maxillosus) e bacia do São Francisco (S. brasiliensis).
Peixe de escamas. S. brasiliensis e S. maxillosus são bastante semelhantes, sendo que o primeiro, além de ser maior, apresenta uma coloração dourada com reflexos avermelhados, enquanto o segundo é dourado com as nadadeiras alaranjadas. 
Podem alcançar mais de 1m de comprimento total e 25kg, mas exemplares desse porte são raros. S. maxillosus é o maior peixe de escama da bacia do Prata, conhecido como o rei do rio. 
Varas de ação média a pesada com linhas de 17, 20, 25 e 30 lb. É indispensável o uso de empate de arame ou de cabo de aço encapado com no mínimo 30cm de comprimento. Os anzóis mais usados são os de n° 5/0 a 8/0.
Iscas: Entre as iscas artificiais, as que apresentam melhores resultados são os plugs de meia água e as colheres, que podem ser utilizadas no corrico ou no arremesso em direção às margens. Iscas naturais como tuvira, sarapó, lambari, curimbatá e piraputanga também são bastante produtivas. Podem ser utilizadas na rodada, com um pequeno chumbo para afundar a linha e mantê-la na coluna d’água, ou deixando o barco rodar perto das margens, onde a isca é jogada repetidamente em direção às galhadas.
Dicas: Quando fisgados, esses peixes costumam dar saltos espetaculares fora da água. Nesse momento, o pescador não pode bambear a linha, porque como a boca do dourado é difícil de ser perfurada, muitas vezes o peixe consegue “cuspir” a isca. Os melhores locais de pesca são as águas rápidas, corredeiras e cachoeiras, assim como as margens de barranco, onde se pratica o corrico com isca artificial.

Jaú - (Paulicea luetkeniDistribuição: Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins, São Francisco, Prata e em algumas bacias do Atlântico Sul. Amplamente distribuído na América do Sul, mas provavelmente existe mais de uma espécie recebendo este nome.
Peixe de couro; grande porte, pode alcançar mais de 1,5m de comprimento total e 100kg. O corpo é grosso e curto; a cabeça grande e achatada.
Vive no canal do rio, principalmente nos poços das cachoeiras, para onde vai no período de água baixa acompanhando os cardumes de Characidae (especialmente curimbatás) que migram rio acima. Na Amazônia não é importante comercialmente, a carne é considerada “remosa”, mas é apreciado no Sudeste do Brasil. A pressão de pesca pelos frigoríficos que exportam filé de jaú é muito grande e tem sido responsável pela queda da captura da espécie na Amazônia.
Varas de ação pesada; linhas de 30 a 50 lb.; anzóis encastoados n° 10/0 a 14/0. Deve-se usar chumbo tipo oliva, com peso de 300 a 1.000g, dependendo da profundidade e força da água.
Iscas: Somente iscas naturais, como pequenos peixes de escama, tuvira, muçum e, também, minhocuçu.
Dicas: Esta espécie é capturada nos poços logo abaixo das corredeiras, principalmente à noite. É muito importante que a isca fique no fundo.

Mandi - (Pimelodus sppDistribuição: Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins (P. blochii), Prata (P. maculatus, P. ornatus), São Francisco e Atlântico Sul.
Peixe de couro. Existem várias espécies de Pimelodus. A forma do corpo é bastante parecida: alto no início da nadadeira dorsal, afunilando em direção à cabeça e à nadadeira caudal. Uma característica comum do gênero é a presença de um acúleo forte e agudo nas nadadeiras dorsal e peitorais. 
Peixes onívoros, alimentam-se de peixes, invertebrados, frutos/sementes e detritos. Vivem nos remansos das margens dos rios. Na Amazônia, P. blochii é um peixe muito comum na beira dos rios. Como é facilmente capturado com anzol, é importante para a pesca de subsistência. Mesmo sendo peixes pequenos, por causa da abundância, estas espécies são facilmente encontradas em mercados e feiras.
Equipamentos: Equipamento do tipo leve/leve médio; linhas de 10 a 14 lb.; e, anzóis até o n° 2/0.
Iscas: Iscas naturais, como minhoca, peixes pequenos ou em pedaços, queijo prato.
Dicas: Estes peixes devem ser manuseados com cuidado, porque os espinhos das nadadeiras dorsal e peitorais podem causar ferimentos dolorosos.
Outros nomes: Bagre, Surubim-bagre

Matrinxã - (Brycon spDistribuição: Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.
Peixe de escamas; corpo alongado, um pouco alto e comprimido. A coloração é prateada, com as nadadeiras alaranjadas, sendo a nadadeira caudal escura. Apresenta uma mancha arredondada escura na região umeral. Os dentes são multicuspidados dispostos em várias fileiras na maxila superior. Pode alcançar 80cm de comprimento total e 5kg.
Espécie onívora: alimenta-se de frutos, sementes, flores, insetos e, ocasionalmente, de pequenos peixes. Realiza migrações reprodutivas e tróficas. Nos rios de água clara, é comum ver cardumes de matrinxã, se alimentando debaixo das árvores, ao longo das margens.
Equipamento do tipo médio, com linhas de 10 a 17 lb. e anzóis de n° 2/0 a 6/0.
Iscas: Iscas artificiais, como colheres e plugs; iscas naturais, frutos, flores, insetos, minhoca, coração e fígado de boi em tirinhas.
Dicas: Pode ser encontrada nas corredeiras e remansos dos rios. Quando fisgada, a tendência é levar a isca para cima.

Pacu - (Piaractus mesopotamicusDistribuição: Bacia do Prata.
Peixe de escamas; corpo romboidal e comprimido. A coloração é uniforme, castanho ou cinza escuro; o ventre é mais claro, amarelado quando o peixe está vivo. Os dentes são molariformes. Alcança cerca de 50cm de comprimento total.
A pesca pode ser praticada de duas formas: com vara e carretilha/molinete e pelo sistema de batida. Nesse caso, com uma vara de bambu bate-se a isca, de coquinho ou bola de massa, de forma a reproduzir o som de uma fruta caindo próximo às margens ou às plantas aquáticas. A vara deve ser resistente, com 4 a 5m de comprimento, preparada com linha 0,60 a 0,70mm, anzol com colo largo e haste curta de n° 3/0 a 4/0 e empate de arame, com aproximadamente 5cm. O uso de chumbo é dispensável. Usando carretilha, a vara deve ser de ação média a média/pesada, para linhas de 14, 17 e 20 lb. e anzóis de n° 3/0 a 6/0. Para facilitar o arremesso e manter a isca no fundo, recomenda-se o uso de chumbo.
Iscas: iscas naturais, como tucum, laranjinha-de-pacu, pedaços de jenipapo, caranguejo, minhocuçu, filé de curimbatá azedo e bolinhas de massa de farinha de mandioca.
Dicas: Normalmente a pesca é embarcada, porque é necessário chegar aos lugares onde o peixe vive. O silêncio é importantíssimo nesse tipo de pescaria. Recomenda-se amarrar o barco nas galhadas e o pescador precisa ser bastante paciente e esperar o peixe acomodar a isca na boca, caso contrário errará a fisgada, deixando-o escapar.

Piau - (Leporinus fridericiEspécie onívora, com tendência a carnívora (principalmente insetos) ou frugívora (frutos e sementes pequenas), dependendo da oferta de alimentos. Vive principalmente na margem de rios, lagos e na floresta inundada. É importante para a pesca de subsistência e para o comércio local, mercados e feiras.
Equipamentos: Equipamento leve, linhas 8 a 10 lb., anzóis pequenos e chumbada leve. Vara de bambu nas pescarias de barranco.
Iscas: Iscas naturais, como insetos, minhoca, milho, além de queijo e macarrão.
Dicas: É preciso muita habilidade para fisgar esses peixes, pois são muito ariscos.
Outros nomes: Piau-três-pintas, Aracu-comum, Aracu-cabeça-gorda

Pintado - (Pseudoplatystoma corruscansDistribuição: Bacias do Prata e São Francisco.
Peixe de couro; corpo alongado e roliço; cabeça grande e achatada. A coloração é cinza escuro no dorso, clareando em direção ao ventre, e esbranquiçada abaixo da linha lateral. Pode ser separada das outras espécies do gênero pelo padrão de manchas: pequenas, pretas e arredondadas ou ovaladas, espalhadas ao longo do corpo, acima e abaixo da linha lateral. Espécie de grande porte, pode alcançar mais de 1m de comprimento total.
Espécie piscívora. Ocorre em vários tipos de habitats como lagos, praias e canal dos rios. Realiza migrações de desova. É importante na pesca comercial e esportiva.
Equipamento do tipo médio/pesado, já que é um peixe de grande porte; linhas de 17, 20, 25 a 30 lb. preparadas com empates; e, anzóis de n° 6/0 e 10/0.
Iscas: É capturado principalmente com iscas naturais de peixes, como sarapós, muçum, tuviras, lambaris, piaus, curimbatás, e minhocuçu. Também pode ser capturado com iscas artificiais, como plugs de meia água e de fundo, principalmente em lagos, lagoas e nas praias, mas, nesse caso, as iscas devem ser trabalhadas bem próximas ao fundo.
Dicas: Os cuidados ao manusear esse peixe devem ser redobrados por causa dos espinhos das nadadeiras dorsal e peitorais.

Piraíba - (Brachyplathystoma filamentosumDistribuição: Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.
Peixe de couro; grande porte; cabeça grande e olhos pequenos. A coloração é cinza escuro. Pode pesar 300kg e medir cerca de 2m de comprimento total, mas atualmente os exemplares capturados pesam abaixo de 10kg. Indivíduos pesando até 60kg são conhecidos como filhote.
Ocorre em lugares profundos, poços ou remansos, saídas de corredeiras e confluência dos grandes rios. Não é um peixe muito procurado pelos pescadores comerciais, pois muitos acreditam que sua carne faz mal e transmite doenças. Além disso, as vísceras e músculos do corpo costumam ficar repletos de parasitas.
O equipamento empregado é do tipo ultra-pesado, por causa do tamanho desse peixe. Um indivíduo de porte médio (cerca de 100 a 150kg) pode levar várias horas brigando até se cansar.
Iscas: Iscas de peixes, pesando de 1 a 6kg, como, por exemplo, matrinxã, cachorra ou piranha.
Dicas: Durante várias épocas do ano, é possível observar as piraíbas no canal dos rios, bem na superfície da água, mas não são capturadas. Na Amazônia, os caboclos costumam pescar esse peixe na confluência dos rios. Amarram na canoa uma corda bem forte e anzol grande, iscado com um peixe de médio porte e ficam aguardando a chegada do peixe, que, quando fisgado, pode rebocar a canoa por vários quilômetros. Dependendo da força e tamanho do peixe é necessário cortar a corda para a canoa não virar.
Outro nome: Filhote.



Dicas de pesca:

FASES DA LUA
Cheia - excelente
Minguante - boa
Nova - ruim
Crescente - regular
Iscas artificiais só dão bom resultado em movimento ou quando usadas em rios com correnteza.
Receita para isca de massa para rio - Usam-se quantidades iguais de fubá e farinha de trigo. Mistura-se com água e, após transformá-la em bolinhas do tamanho de um grão de milho, cozinha-se por cinco minutos; coa-se e unta-se com fubá, para não grudarem umas nas outras. Um vidro de boca larga é excelente para guardá-las.

Perigos na pesca

Os especialistas recomendam: nunca esquecer a caixa de primeiros socorros. E tomar cuidado com o mangangá, cujo ferrão é venenoso e acaba com a pescaria, mas não chega a matar. No caso do bagre, seu veneno apenas dói, mas pode ser aliviada a dor, passando-se seu olho no lugar atingido. Quanto a querer comer o mangangá não o faça: tanto ele como o baiacu possuem uma bolsa contendo veneno que chega a matar famílias inteiras no Japão.

Um ferimento feito por anzol que tenha penetrado na carne e fique preso exige máximo cuidado: deve-se fazer sair através da pele a extremidade aguda, no sentido em que se cravou, e depois corta-se a ponta ou lima-se o gancho que impede o retrocesso. 
Só depois é que tira-se o anzol, sem o perigo que ele rasgue a carne. 
Naturalmente devem-se tomar cuidados de desinfecção recomendados.


Onde  e quando apanhar o quê


ESPÉCIES  - HABITAT - ISCA - LINHA - ÉPOCA
Acará - São Paulo/ Amazonas/RS - minhoca/fígado - 30 - todo ano
Agulha - Litoral/Norte - peixe - 40/50 - verão
Apapá - Amazonas: Rio Madeira - peixe miúdo - 40 - verão
Badejo - Litoral/RJ/ES - camarão/ sardinha - 40/50 - verão
Bagre - Litoral/ Interior/ SP/ RS - minhoca/ lambari - 40 - todo ano
Barbudo - Litoral/ Norte/ RJ - camarão - 70 -verão
Cação - Litoral/ Alto mar - sardinha - 100 - todo ano
Caranha - Litoral - camarão - 80 - verão
Carapeba - Litoral - camarão/peixe - 40 - verão
Carapicu - Litoral - camarão/peixe - 40 - verão
Cocoroca - Litoral e Rios - marisco/ insetos - 30/40 - verão
Corvina - Litoral/ RS/ Norte - sardinha/camarão - 60 - verão
Dourado - Litoral/ Rios/ Alto mar - bofe/rãs/peixes - 60/70 - verão
Enchova - Litoral - sardinha - 60/70 - verão
Garoupa - Litoral - peixes - 80 - verão
Guaivira - Litoral - camarão - 40 - verão
Jaú - Rios/ SP/ Minas/ MT/ Goiás - minhoca/miúdos - 90/100 - todo ano
Judeu ou Papa-terra - Litoral - camarão/sardinha - 60 - verão
Jurupoga - Rio Tietê, SP - minhoca/peixe - 40/50 - todo ano
Lambari - Rios - minhoca/massa/larva - 20 - todo ano
Mandi-chorão e Guaçu - Rios - minhoca/fígado - 30/40 - todo ano
Manjuba - Rios - minhocuçu/lambari - 40 - todo ano
Marimbá - Litoral - camarão/peixe - 40/50 - verão
Michole - Litoral - camarão/peixe - 40/50 - verão
Moréia - Litoral/ RJ/ Norte - camarão/caranguejo - 70 - verão
Namorado - Litoral/ RS - camarão - 40/50 - todo ano
Olho-de-cão - Litoral - sardinha/lula/camarão - 40/50 - verão
Olho-de-boi - Litoral - camarão/peixe - 70/80 - todo ano
Pacu - Rios - jenipapo/mandioca - 60 - verão
Pampo - Litoral/ RJ - camarão vivo/peixe - 50/80 - verão
Pargo - Litoral/ ES/ RJ - camarão/marisco - 40/50 - verão
Peixe-Galo - Litoral - camarão - 40/50 - verão
Peixe-Porco - Litoral - camarão/peixe/lula - 40/50 - verão
Pescada - Litoral - camarão - 40/50 - verão
Piaba - Rios - milho/mortadela - 40 - todo ano
Pintado - Rios - minhocuçu/rã - 80/90 - todo ano
Piracanjuba - Rios - lambari/insetos - 40/50 - verão
Piranha - Rios/ Região Norte/ Centro - minhoca/fígado - 40 - todo ano
Piraúna - Litoral - mexilhões - 60/70 - verão
Robalo - Litoral/ Rios - camarão vivo/sardinha - 60/70 - todo ano
Sardinha amazônica - Rios/ Amazonas - insetos/larvas - 30 -verão
Sargo - Litoral/ Sul/ Norte - banana verde/camarão - 50/60 - todo ano
Sororoca - Litoral - RJ/ES - camarão/peixe - 40/50 - verão
Surubim - Rios - minhocuçu/peixes - 70 - todo ano
Tainha - Litoral/ Sul/ Norte - miolo de pão - 40/50 - inverno
Trairão - Rios/ Sul/ Centro-oeste - minhocuçu - 70 - verão
Tucunaré - Rios - peixes/minhocuçu - 50/60 - verão
Vermelho - Litoral/ ES - camarão - 60 - verão
Xaréu - Litoral/ RJ/ ES/ Nordeste - camarão/sardinha - 60/70 - verão
Xerelete - Litoral/ Nordeste - camarão - 40/50 - todo ano



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